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Variedades de amendoim IAC dobram a vida de prateleira do produto
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Doze meses nas gôndolas com a mesma qualidade, sem rancificar e perder o sabor
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Na mesa do bar, na festa junina ou no bombom, o amendoim sempre marca presença. Usado principalmente para a produção de confeitos, a guloseima tem público garantido. Para manter a qualidade, a indústria busca variedades que proporcionem maior tempo de prateleira aos produtos. Nesse cenário, destacam-se as variedades desenvolvidas pelo Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, expostas na Agrishow 2015, que será realizada em 27 de abril a 1º de maio de 2015, em Ribeirão Preto, interior paulista.
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Nos últimos anos, o IAC lançou quatro variedades de amendoim chamadas alto oleicos, com grãos que possuem cerca de 70% a 80% de ácido oleico. O índice é muito alto, comparado aos demais materiais existentes, que têm 50% desse ácido. Essa característica das variedades IAC é muito apreciada pela indústria, pois permite manter o produto nas gôndolas por 12 meses com a mesma qualidade, sem rancificar e perder o sabor. Isso significa o dobro de prazo de validade alcançado por outros materiais, segundo Ignácio José de Godoy, pesquisador do Instituto.
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Para o consumidor, a vantagem está no benefício trazido pelo ácido oleico, capaz de reduzir a taxa de triglicérides, aumentando o bom colesterol.
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As duas variedades mais recentes lançadas pelo Instituto – IAC OL 03 e IAC OL 4 – foram disponibilizadas ao setor em 2013 e 2014, respectivamente. Atualmente, das 27 variedades de amendoim registradas no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), 70% são do IAC. Os novos materiais trazem ganhos agronômicos aos produtores por serem 10% mais produtivos do que os outros existentes no mercado. Outra característica importante é o ciclo determinado entre 125 e 130 dias, que possibilita o plantio de amendoim na renovação da cana-de-açúcar. Esse perfil constitui uma vantagem em variedades de porte rasteiro. “Cerca de 80% das lavouras de amendoim em São Paulo são plantadas nos intervalos de renovação da cana-de-açúcar. Esses intervalos devem ser curtos, de no máximo 130 dias, para não atrapalhar o próximo plantio da cana”, explica Godoy.
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O amendoim é uma planta típica de clima quente, como as regiões Meio Norte e Oeste do Estado de São Paulo, e plenamente adaptada à rotação com a cana nessas regiões. Segundo Godoy, o amendoim é autossuficiente em nitrogênio, enriquecendo o solo com esse elemento e outros nutrientes, por meio da palhada, favorecendo a canavicultura. “Além disso, o amendoim é tolerante a nematoides e ajuda a diminuir a incidência nas áreas com a cultura”, afirma.
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Contatos com a assessoria de imprensa do IAC
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19-21370613
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19-21370616
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A jornalista Fernanda Domiciano, assessora de imprensa do IAC e da APTA, estará no estande do IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. Contato pelo (19)-992699138.
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