No ano em que a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) acontece no Brasil, o mundo volta os olhos para o protagonismo do país nas pautas de sustentabilidade e agricultura de baixo carbono. O Instituto Agronômico (IAC) reafirma seu papel estratégico nesse cenário ao desenvolver pesquisas que unem ciência, inovação e compromisso ambiental, contribuindo para uma agricultura mais resiliente, eficiente e sustentável.
O IAC recebeu reconhecimento técnico global da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) na categoria Produção e Proteção Vegetal Sustentável, por sua contribuição ao desenvolvimento e à ampliação do uso de variedades de citros mais resilientes às mudanças climáticas, destacando o papel da pesquisa pública brasileira na produção agrícola e na segurança alimentar.
A seguir, conheça os principais programas do IAC que se conectam aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e aos desafios globais que estarão em debate na COP30. A pesquisa do IAC mostra como o conhecimento pode impulsionar soluções concretas para o futuro da agricultura.
Climatologia
O Programa Climatologia do IAC é referência em pesquisa aplicada ao clima e agricultura, desenvolvendo modelos e indicadores capazes de incorporar os efeitos das mudanças climáticas na previsão de eventos meteorológicos de interesse agrícola. Com base em dados históricos e atuais, o programa orienta o planejamento produtivo e o manejo sustentável da água e do solo, oferecendo ferramentas acessíveis para produtores, cooperativas, gestores e pesquisadores, apoiando a adaptação da agricultura às novas condições climáticas.
A importância de pesquisas que abordam a relação planta-atmosfera é exemplificada pelas constantes quebras de safra resultantes de eventos climáticos como secas, ondas de calor e geadas agronômicas, entre outros. Naturalmente, todas essas condições atmosféricas extremas afetam a segurança alimentar e social de praticamente todas as populações do planeta, uma vez que quebras de produção agrícola podem afetar não apenas a região de ocorrência, mas também outras comunidades, indiretamente impactadas pela redução nas exportações de produtos agrícolas e pela alta nos preços dos alimentos.
O Brasil, maior país tropical do planeta e relevante player mundial no agronegócio, tem enfrentado nos últimos anos secas frequentes, ondas de calor e inundações generalizadas.
Nesse contexto, o Programa Climatologia do IAC atua de forma estratégica para nortear pesquisas e práticas de manejo voltadas à elevação da resiliência agrícola frente aos desafios climáticos do século XXI, conectando-se diretamente às metas da COP30 e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O programa busca aprofundar o conhecimento dos riscos climáticos associados à produção agrícola, por meio do desenvolvimento de métodos de matemática computacional capazes de incorporar os efeitos das mudanças climáticas no cálculo e na modelagem probabilística de eventos meteorológicos de interesse agrícola.
Em relação à precipitação pluvial, o programa demonstrou, ainda no início da década de 2010, um recorrente atraso na retomada da estação chuvosa no estado de São Paulo. Essa característica, de grande relevância para o calendário agrícola, tem norteado ações de pesquisa e de manejo com vistas a mitigar seus efeitos danosos sobre a floração de diversas culturas.
No que se refere à temperatura atmosférica, o programa comprovou cientificamente a existência de elevações significativas na temperatura média do estado de São Paulo, parcialmente associadas às mudanças climáticas globais. Contudo, esses mesmos estudos mostraram aos produtores rurais que, mesmo sob condições de aquecimento global, práticas agrícolas ligadas à mitigação e ao combate da geada agrícola devem continuar a ser adotadas.
Dentre os fenômenos responsáveis por quebras de safra, a seca ocupa posição de destaque. Assim, o Programa Climatologia do IAC atua fortemente em pesquisas voltadas ao desenvolvimento de índices capazes de monitorar esse evento adverso sob condições de mudanças climáticas. Os resultados desses esforços já permitiram quantificar, em todo o território nacional, a influência das atuais condições de chuva na frequência e intensidade da seca.
O programa também desenvolve softwares de licença livre que auxiliam produtores e demais profissionais da área a monitorar e quantificar o efeito das mudanças climáticas nas condições de seca em qualquer região do planeta. Esses programas também permitem calcular o balanço hídrico para irrigação, visando o uso eficiente da água na produção agrícola. Além disso, o IAC, em parceria com instituições como a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) e a Fundação de Apoio à Pesquisa Agrícola (FUNDAG), monitora em tempo real as condições climáticas em mais de 250 localidades do estado de São Paulo — dados que são livremente acessíveis ao público.
Os principais beneficiários do programa são produtores rurais, cooperativas agrícolas, extensionistas, gestores públicos e pesquisadores que dependem de informações climáticas precisas para o planejamento e a tomada de decisão. Ao disponibilizar metodologias, índices e ferramentas computacionais de livre acesso, o Programa Climatologia do IAC amplia a capacidade de adaptação da agricultura brasileira frente às mudanças do clima, promovendo práticas sustentáveis de manejo da água e do solo, uso racional dos recursos naturais e redução das perdas agrícolas. Indiretamente, a sociedade como um todo também é beneficiada, uma vez que o fortalecimento da resiliência climática no setor agropecuário contribui para a segurança alimentar, a estabilidade econômica e a conservação ambiental — pilares fundamentais da COP30 e dos ODS.
O Programa Climatologia do IAC está alinhado aos seguintes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS):
- ODS 2 – Fome Zero e Agricultura Sustentável: aprimora o conhecimento sobre riscos climáticos e disponibiliza ferramentas de monitoramento da seca e de extremos térmicos, fortalecendo a segurança alimentar e a resiliência da produção agrícola.
- ODS 6 – Água Potável e Saneamento: desenvolve e difunde softwares de balanço hídrico e manejo racional da irrigação, promovendo o uso eficiente da água.
- ODS 8 – Trabalho Decente e Crescimento Econômico: capacita técnicos, produtores e gestores públicos no uso de informações climáticas aplicadas à agricultura, estimulando inovação e desenvolvimento regional sustentável.
- ODS 12 – Consumo e Produção Responsáveis: orienta o planejamento agrícola baseado em dados climáticos, reduzindo perdas e otimizando recursos naturais.
- ODS 13 – Ação Contra a Mudança Global do Clima: modela impactos, avalia tendências e desenvolve indicadores de risco que subsidiam estratégias de mitigação e adaptação no setor agropecuário.
- ODS 15 – Vida Terrestre: monitora variáveis climáticas relacionadas à seca e à degradação ambiental, apoiando políticas de conservação do solo e uso sustentável dos ecossistemas agrícolas.
- ODS 17 – Parcerias e Meios de Implementação: cooperação científica e transferência de tecnologias sustentáveis para o campo.
Eficiência do Uso da Água
O Programa Eficiência do Uso da Água do IAC é referência em estratégias e tecnologias para o manejo racional da irrigação. Considerando a água um insumo essencial para a produção agrícola, o programa desenvolve soluções que aumentam a produtividade e reduzem o desperdício em diferentes culturas, promovendo segurança alimentar e sustentabilidade na agricultura irrigada, alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
A eficiência no uso da água é um dos pilares da sustentabilidade agrícola. O recurso hídrico está diretamente relacionado à segurança alimentar, energética e ambiental, e seu manejo adequado é essencial diante do crescimento populacional e das mudanças climáticas.
O Programa Eficiência do Uso da Água do IAC desenvolve pesquisas voltadas ao manejo racional da irrigação e à adoção de tecnologias que aumentam a produtividade e reduzem o desperdício de água. O programa considera a água um insumo fundamental para a produção agrícola e busca estratégias que promovam seu uso eficiente em diferentes culturas e sistemas produtivos, conectando-se diretamente às metas da COP30 e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
O programa atua desde a avaliação e adequação de sistemas de irrigação até a adoção da irrigação de precisão, utilizando sensores e indicadores que permitem monitorar as condições físico-hídricas do solo e das plantas. Essas tecnologias possibilitam o planejamento de estratégias de irrigação mais assertivas, assegurando a disponibilidade de água para as culturas e contribuindo para a redução das perdas agrícolas.
Além disso, o programa investiga o uso de plantas de cobertura do solo, o manejo regenerativo, o uso de reguladores em plantas e a avaliação da eficiência hídrica de diferentes genótipos, apoiando também os programas de melhoramento genético vegetal do IAC.
A atuação do programa ganha ainda mais relevância diante da frequência crescente de eventos climáticos extremos, como secas e ondas de calor, que evidenciam a importância da água como insumo estratégico para a segurança na produção agrícola.
No Brasil, país com grande potencial de expansão da agricultura irrigada, o IAC desenvolve tecnologias que asseguram a sustentabilidade ambiental, o uso racional dos recursos hídricos e o aumento da eficiência produtiva, fortalecendo o protagonismo nacional frente aos compromissos da COP30.
As pesquisas abrangem diferentes culturas — feijão, milho, café, citros, cana-de-açúcar, frutíferas e hortaliças — e consideram múltiplas dimensões da sustentabilidade: da redução do consumo de água à integração de dados climáticos, edáficos e genéticos para apoiar o manejo agrícola.
O programa também promove parcerias e transferência de tecnologia, contribuindo para a capacitação de técnicos e produtores rurais e para a difusão de práticas sustentáveis de irrigação.
O Programa Eficiência do Uso da Água do IAC está alinhado aos seguintes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS):
- ODS 2 – Fome Zero e Agricultura Sustentável: aumento da produtividade e adaptação da agricultura irrigada às mudanças climáticas.
- ODS 6 – Água Potável e Saneamento: promoção do uso eficiente e sustentável da água e redução de perdas por escoamento ou percolação.
- ODS 8 – Trabalho Decente e Crescimento Econômico: capacitação de profissionais e uso de tecnologias de ponta em sistemas produtivos irrigados.
- ODS 9 – Indústria, Inovação e Infraestrutura: modernização da infraestrutura agrícola e adoção de sistemas inteligentes de irrigação.
- ODS 12 – Consumo e Produção Responsáveis: gestão sustentável dos recursos naturais e manutenção da produção em condições climáticas adversas.
- ODS 13 – Ação Contra a Mudança Global do Clima: estratégias de irrigação que mitigam emissões e favorecem a adaptação agrícola.
- ODS 15 – Vida Terrestre: conservação do solo e dos ecossistemas, com menor degradação e desmatamento.
- ODS 17 – Parcerias e Meios de Implementação: cooperação científica e transferência de tecnologias sustentáveis para o campo.
Solos e Fertilizantes
O Programa Solos e Fertilizantes do IAC atua na base da sustentabilidade agrícola: o solo. Unindo ciência, tecnologia e práticas de manejo, o programa realiza o levantamento e a classificação de solos, define estratégias para conservação e desenvolve soluções que aumentam a eficiência no uso de nutrientes, reduzem emissões de gases de efeito estufa e promovem a recuperação de áreas degradadas — fortalecendo a agricultura brasileira diante dos compromissos da COP30 e dos desafios climáticos globais.
O Programa Solos e Fertilizantes do IAC atua na base da sustentabilidade agrícola: o solo. Integrando ciência, tecnologia e práticas de manejo, o programa realiza levantamento e classificação de solos, define estratégias de conservação e desenvolve soluções para uso eficiente de nutrientes, redução de emissões de gases de efeito estufa e recuperação de áreas degradadas, conectando-se diretamente às metas da COP30 e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Com abordagem multidisciplinar, o programa abrange física e conservação do solo, pedologia, microbiologia agrícola, química ambiental, fertilidade e nutrição mineral de plantas. Essas frentes de pesquisa geram informações essenciais para o manejo racional das culturas agrícolas, fortalecendo a produtividade sustentável e a segurança alimentar.
O solo é um importante reservatório de carbono, desempenhando papel central na mitigação das mudanças climáticas. Por isso, o programa investe no desenvolvimento de práticas que aumentam o teor de matéria orgânica e reduzem as emissões de gases como o óxido nitroso (N₂O) e gás carbônico (CO₂), dois dos principais gases de efeito estufa. Essas ações contribuem para a redução do impacto ambiental da agricultura e para o cumprimento das metas globais de descarbonização.
Entre as principais entregas do programa estão:
- Métodos de análise de solo que orientam o uso eficiente de fertilizantes;
- O Ensaio de Proficiência IAC para Laboratórios de Análise de Solo e o Boletim 100, referências nacionais que padronizam recomendações de calagem e adubação para diversas culturas;
- Estudos sobre uso de resíduos na agricultura, promovendo a reciclagem de nutrientes e a economia circular;
- Pesquisas voltadas ao uso racional de fertilizantes nitrogenados e ao manejo de microrganismos benéficos, que aumentam a eficiência nutricional e reduzem a dependência de insumos importados.
A sustentabilidade da produção agrícola também depende da recuperação de solos degradados e da preservação da biodiversidade edáfica. Ao promover práticas que diminuem a erosão, a compactação e o desperdício de nutrientes, o programa apoia diretamente a adaptação da agricultura às mudanças climáticas e a redução da expansão de novas fronteiras agrícolas, preservando os ecossistemas.
Os principais beneficiários são agricultores, técnicos e instituições públicas e privadas, que passam a contar com tecnologias acessíveis e aplicáveis ao manejo sustentável do solo. A sociedade também se beneficia, por meio da produção de alimentos mais sustentáveis, da melhoria da qualidade ambiental e do uso racional dos recursos naturais.
O Programa Solos e Fertilizantes do IAC está alinhado aos seguintes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS):
- ODS 2 – Fome Zero e Agricultura Sustentável: práticas de manejo que garantem a oferta de alimentos e reduzem impactos ambientais.
- ODS 3 – Saúde e Bem-Estar: diminuição de efeitos nocivos da produção de alimentos sobre o ambiente e a saúde humana.
- ODS 6 – Água Potável e Saneamento: redução da contaminação de corpos d’água e prevenção da erosão.
- ODS 8 – Trabalho Decente e Crescimento Econômico: geração de empregos e desenvolvimento de tecnologias sustentáveis.
- ODS 10 – Redução das desigualdades: contribuir para a geração e o alcance de tecnologias aos produtores rurais e povos tradicionais deixados constantemente à margem do desenvolvimento agrícola.
- ODS 12 – Consumo e Produção Responsáveis: uso eficiente de fertilizantes e reciclagem de resíduos agrícolas.
- ODS 13 – Ação Contra a Mudança Global do Clima: mitigação de emissões e aumento do sequestro de carbono.
- ODS 15 – Vida Terrestre: conservação do solo e da biodiversidade.
- ODS 17 – Parcerias e Meios de Implementação: cooperação científica e transferência de tecnologias sustentáveis para o campo.
Cultivo Vertical
O Programa Cultivo Vertical Indoor do IAC é pioneiro no Brasil e desenvolve pesquisas voltadas à produção em sistemas verticalizados com controle do ambiente e uso de iluminação artificial por LED. O programa estuda a viabilidade técnica e econômica desse modelo de cultivo para a produção de alimentos e insumos agrícolas, com ênfase em produtividade, redução de espaço, encurtamento do ciclo de cultivo e menor dependência de fatores climáticos, reforçando o compromisso do IAC com a agricultura sustentável e inovadora.
As mudanças climáticas impõem desafios crescentes à agricultura e à segurança alimentar global. Nesse contexto, o Programa Cultivo Vertical Indoor do IAC se destaca como uma iniciativa pioneira no Brasil, desenvolvendo pesquisas voltadas à produção agrícola em sistemas verticalizados, com controle total do ambiente e uso de iluminação artificial por LED.
O sistema substitui o cultivo horizontal e a dependência da luz solar por um modelo vertical e automatizado, no qual as plantas crescem em múltiplas camadas sob condições controladas de temperatura, umidade e luminosidade. Essa abordagem reduz o uso de espaço e recursos naturais, aumenta a produtividade e minimiza a influência de fatores climáticos externos, conectando-se diretamente aos ODS e às metas globais da COP30.
O modelo proposto apresenta vantagens técnicas e econômicas: permite aceleração dos ciclos de cultivo, produção em qualquer época do ano e instalação próxima a centros urbanos ou unidades produtivas rurais (on farm). Dessa forma, o cultivo vertical complementa a agricultura tradicional, oferecendo soluções sustentáveis para produção de alimentos e insumos agrícolas — como mudas, sementes e inimigos naturais — com menor impacto ambiental e maior segurança de abastecimento.
Entre as linhas de pesquisa do programa, destacam-se:
- a produção de alimentos com alto valor nutricional, como folhosas e tomate;
- e o desenvolvimento de insumos agrícolas, como mudas de cana-de-açúcar, tomate e pimentão enxertados, porta-enxertos de citros e café.
Os resultados demonstram o potencial do sistema: a produtividade de alface baby leaf atinge 6 kg/m² em apenas 19 dias após a semeadura, superando o cultivo a campo e em estufas convencionais. Além disso, a produção de mudas pré-brotadas de cana (MPB) teve o ciclo reduzido de 55 para 30 dias, representando um ganho de ~55% em tempo e eficiência.
O programa também promove capacitação técnica e difusão de conhecimento por meio do Workshop Urban Farming, evento anual que reúne pesquisadores, empresas e produtores. Desde 2019, o workshop já formou mais de 1.500 participantes, consolidando-se como o principal fórum nacional sobre agricultura indoor. Para mais informações siga o Instagram (@urbanfarming.br) e acesse nosso site: urbanfarming.com.br.
Ao integrar ciência, inovação e sustentabilidade, o Programa Cultivo Vertical Indoor contribui para produzir mais, usando menos recursos — um princípio essencial para o futuro da agricultura e para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
O Programa Cultivo Vertical Indoor do IAC está alinhado aos seguintes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS):
- ODS 2 – Fome Zero e Agricultura Sustentável: produção de alimentos e insumos sustentáveis, próximos ao consumidor.
- ODS 9 – Indústria, Inovação e Infraestrutura: criação de unidades produtivas tecnológicas em centros urbanos e áreas rurais.
- ODS 12 – Consumo e Produção Responsáveis: redução de desperdício e otimização do uso de água e fertilizantes.
- ODS 13 – Ação Contra a Mudança Global do Clima: produção independente de fatores climáticos, com menor pegada de carbono.
- ODS 17 – Parcerias e Meios de Implementação: cooperação científica e transferência de tecnologias sustentáveis para o campo.
Aplique Bem
O Programa Aplique Bem do IAC promove o uso seguro e eficiente de defensivos agrícolas por meio de treinamentos, avaliações de pulverizadores e disseminação de boas práticas. A iniciativa contribui para reduzir impactos ambientais, proteger trabalhadores rurais e aumentar a eficiência das aplicações, fortalecendo a sustentabilidade e a segurança no campo, contribuindo para práticas agrícolas mais seguras e responsáveis.
O Programa Aplique Bem do IAC promove o uso seguro, eficiente e sustentável de defensivos agrícolas, por meio de treinamentos, avaliações de pulverizadores e disseminação de boas práticas de aplicação. Sua atuação contribui para reduzir impactos ambientais, proteger trabalhadores rurais e garantir alimentos seguros, conectando-se diretamente às metas da COP30 e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Com metodologia prática e linguagem acessível, o programa atende principalmente pequenos e médios agricultores, além de trabalhadores rurais com diferentes níveis de escolaridade. As ações itinerantes — realizadas por meio de caminhões-escola e atividades em campo — capacitam produtores a realizar aplicações mais precisas e seguras, resultando em melhor aproveitamento de insumos e menor risco ambiental.
O modelo de pesquisa participativa transforma agricultores em multiplicadores de conhecimento, permitindo que testem soluções em condições reais de cultivo e adaptem as práticas às suas realidades locais. Esse formato gera impactos diretos: redução de perdas de produção, ganhos econômicos significativos, fortalecimento das comunidades rurais e valorização do trabalho no campo.
Com quase duas décadas de atuação, o Aplique Bem já capacitou mais de 89 mil produtores, avaliou 600 pulverizadores e realizou 4.900 ações em 23 estados brasileiros. O programa também foi implementado em oito países, ampliando a transferência de tecnologia e as parcerias internacionais voltadas à agricultura sustentável.
Além das capacitações diretas, o programa atua em colaboração com instituições públicas e de ensino, formando técnicos e agrônomos em práticas modernas de aplicação, ampliando o impacto social e ambiental de suas ações.
O Programa Aplique Bem está alinhado aos seguintes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS):
- ODS 2 – Fome Zero e Agricultura Sustentável: uso eficiente de insumos e aumento da segurança dos alimentos.
- ODS 3 – Saúde e Bem-Estar: proteção da saúde de trabalhadores rurais e redução de riscos à população.
- ODS 12 – Consumo e Produção Responsáveis: aplicação racional de defensivos e redução de desperdício
- ODS 15 – Vida Terrestre: manejo sustentável e preservação ambiental em sistemas agrícolas.
- ODS 17 – Parcerias e Meios de Implementação: cooperação científica e transferência de tecnologias sustentáveis para o campo.
Programa Cana
O Programa Cana do IAC é referência nacional em melhoramento genético e inovação tecnológica para o setor sucroenergético. Ao desenvolver variedades mais produtivas e resistentes, além de sistemas como a Matriz do Terceiro Eixo e as Mudas Pré-Brotadas (MPB), o programa impulsiona a eficiência produtiva, o uso racional de recursos e o fortalecimento da bioenergia como fonte renovável, qualificando o setor para uma produção agrícola e transição energética sustentável e de baixo carbono.
O Programa Cana do IAC é um dos principais programas de melhoramento genético da cana-de-açúcar no Brasil, atuando de forma estratégica e alinhado aos compromissos da COP30. O foco é promover a transição para sistemas produtivos de baixo carbono, resilientes e inclusivos.
As inovações do programa — como o desenvolvimento de variedades mais produtivas e resistentes, a Matriz do Terceiro Eixo e o Sistema de Mudas Pré-Brotadas (MPB) — representam soluções concretas para enfrentar os desafios climáticos, reduzir emissões de gases de efeito estufa e promover o uso eficiente dos recursos naturais.
Ao viabilizar maior produtividade em áreas já cultivadas e reduzir drasticamente o consumo de material de propagação (em até 80%), o Programa Cana IAC contribui para a diminuição da pressão sobre os ecossistemas, fortalecendo práticas agrícolas sustentáveis e a economia circular no setor sucroenergético. Esse setor, responsável por cerca de 2% do PIB nacional e milhões de empregos diretos e indiretos, ganha competitividade ao transformar ganhos genéticos em ganhos econômicos e ambientais.
Além disso, o uso do etanol e do bagaço da cana para cogeração de energia coloca o Brasil em posição de destaque na substituição de combustíveis fósseis por fontes renováveis, em sintonia com a agenda de descarbonização.
Ao integrar pesquisa científica multidisciplinar, colaboração com universidades, empresas privadas, cooperativas de produtores e mais de 200 unidades do setor sucroenergético, o Programa Cana do IAC constitui um modelo de inovação tecnológica para a agricultura tropical. Sua atuação reforça o papel do Instituto Agronômico em promover uma agricultura produtiva, competitiva e ambientalmente responsável e conectando-se diretamente aos ODS.
O Programa Cana do IAC está alinhado aos seguintes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS):
- ODS 2 – Fome Zero e Agricultura Sustentável: aumento da produtividade agrícola com menor uso de insumos e maior resiliência das variedades.
- ODS 7 – Energia Limpa e Acessível: expansão do uso do etanol e da cogeração a partir do bagaço como fontes renováveis de energia.
- ODS 8 – Trabalho Decente e Crescimento Econômico: fortalecimento do setor sucroenergético com geração de empregos e inclusão de produtores rurais.
- ODS 9 – Indústria, Inovação e Infraestrutura: estímulo a novos segmentos tecnológicos, como máquinas e insumos ligados ao MPB.
- ODS 12 – Consumo e Produção Responsáveis: promoção da economia circular no aproveitamento integral da cana-de-açúcar.
- ODS 13 – Ação Contra a Mudança Global do Clima: mitigação de emissões e desenvolvimento de cultivares adaptadas a condições climáticas adversas.
- ODS 15 – Vida Terrestre: uso eficiente da terra e redução da necessidade de abertura de novas áreas agrícolas.
- ODS 17 – Parcerias e Meios de Implementação: cooperação científica e transferência de tecnologias sustentáveis para o campo.
Programa Café
O Programa Café do IAC é referência mundial em melhoramento genético de Coffea arabica e C. canephora. Com mais de nove décadas de pesquisa contínua, o programa consolidou a base genética da cafeicultura brasileira e de grande parte da produção mundial, com cultivares que ocupam cerca de 90% das lavouras de café arábica no Brasil e 70% no mundo. Suas pesquisas voltadas à resistência a pragas, eficiência no uso de recursos e adaptação climática fortalecem a sustentabilidade da cafeicultura, consolidando o protagonismo do IAC no melhoramento genético para agricultura tropical sustentável.
O Programa Café do IAC é uma das maiores referências mundiais em pesquisa, melhoramento genético e inovação na cafeicultura. Com 93 anos de história, o programa consolidou a base genética da produção brasileira e global de Coffea arabica e C. canephora, conectando-se diretamente às metas da COP30 e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Graças ao seu pioneirismo, cerca de 90% das lavouras de café arábica no Brasil — maior produtor e exportador mundial — são compostas por cultivares desenvolvidas pelo IAC. O impacto é global: aproximadamente 70% das lavouras de café arábica no mundo utilizam cultivares originadas ou derivadas do trabalho do programa, demonstrando a relevância científica e tecnológica do Centro de Café do IAC.
As pesquisas são voltadas à adaptação da cafeicultura às mudanças climáticas, com foco em resistência a pragas, eficiência no uso de recursos naturais e sustentabilidade produtiva. Entre as principais cultivares desenvolvidas estão:
- IAC Catuaí SH3, resistente à ferrugem-do-cafeeiro (Hemileia vastatrix), tolerante à seca e com alto potencial produtivo — reduzindo a necessidade de fungicidas e contribuindo para a mitigação das emissões de CO₂;
- IAC 125 RN, resistente à ferrugem e aos nematoides Meloidogyne exigua e M. incognita, com maturação precoce e excelente qualidade de bebida, ideal para plantios adensados e de alta eficiência produtiva.
Essas cultivares reduzem a necessidade de operações mecanizadas e o uso de defensivos, diminuindo a emissão de gases de efeito estufa e a compactação do solo, o que favorece a infiltração da água da chuva e o armazenamento hídrico, fortalecendo a resiliência das lavouras.
O programa também é pioneiro no desenvolvimento de porta-enxertos de Coffea canephora (robusta), ampliando o cultivo de C. arabica em áreas com solos infestados por nematoides ou condições de estresse hídrico. Entre os destaques estão o Apoatã IAC 2258, resistente a múltiplas espécies de nematoides, e o IAC Herculândia, composto por clones multirresistentes e compatíveis com diferentes genótipos de arábica.
Esses porta-enxertos prolongam a vida útil das lavouras, reduzem o uso de insumos e aumentam a eficiência no uso da água, contribuindo para uma cafeicultura mais sustentável e adaptada às mudanças climáticas.
Os impactos do programa se estendem ao campo econômico e social. A adoção de cultivares e porta-enxertos IAC reduz riscos produtivos e financeiros, especialmente para pequenos e médios cafeicultores, que passam a contar com lavouras mais estáveis, rentáveis e duradouras. Com menor gasto em defensivos e combustível, os produtores obtêm maior lucratividade e melhor qualidade de vida, impulsionando o desenvolvimento regional e a inclusão produtiva no campo.
O Programa Café do IAC está alinhado aos seguintes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS):
- ODS 2 – Fome Zero e Agricultura Sustentável: estabilidade produtiva e sustentabilidade econômica por meio de cultivares resistentes.
- ODS 8 – Trabalho Decente e Crescimento Econômico: geração de renda, valorização da cafeicultura familiar e fortalecimento das cadeias produtivas.
- ODS 9 – Indústria, Inovação e Infraestrutura: promoção da inovação tecnológica no setor cafeeiro.
- ODS 12 – Consumo e Produção Responsáveis: uso racional de defensivos, combustíveis e recursos hídricos.
- ODS 13 – Ação Contra a Mudança Global do Clima: cultivares e sistemas produtivos com menor emissão de CO₂ e maior resiliência climática.
- ODS 15 – Vida Terrestre: conservação do solo, da água e da biodiversidade nos ambientes de produção.
- ODS 17 – Parcerias e Meios de Implementação: integração entre pesquisa, extensão e setor produtivo.
Programa Citros
O Programa Citros do IAC é referência mundial em pesquisa e inovação voltadas ao enfrentamento dos desafios climáticos e fitossanitários da citricultura. Com a maior coleção genética de citros do mundo e estratégias avançadas de melhoramento, o programa tem fornecido a base da citricultura e o desenvolvimento de novas variedades e porta-enxertos mais produtivos e resistentes a doenças como o huanglongbing (HLB), além de tecnologias aplicadas no campo, assegurando a sustentabilidade da cadeia produtora e reforçando o papel do IAC como referência global em inovação para uma citricultura sustentável.
O Programa Citros do IAC é referência mundial em pesquisa, inovação e sustentabilidade na citricultura, atuando no enfrentamento dos desafios climáticos e fitossanitários que ameaçam a produção de uma das culturas agrícolas mais importantes do país. Com a maior coleção genética de citros do mundo e uma ampla rede de pesquisa, o programa contribui diretamente para o desenvolvimento de variedades resilientes e sustentáveis, conectando-se às metas da COP30 e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
O Banco Ativo de Germoplasma de Citros (BAG Citros), localizado no Centro de Citricultura Sylvio Moreira – IAC (Cordeirópolis, SP), abriga 1.745 acessos cultivados em estufas protegidas, livres de pragas e vetores. Essa diversidade genética é a base dos programas de melhoramento e do desenvolvimento de novas variedades e porta-enxertos adaptados a diferentes regiões produtoras e resistentes a doenças como o huanglongbing (HLB), também conhecido como greening — a mais grave ameaça à citricultura mundial.
Em 2025, o Instituto Agronômico recebeu reconhecimento técnico global da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura) pelo desenvolvimento e a ampliação do uso de variedades cítricas mais resilientes ao clima, reforçando o impacto internacional do programa.
As pesquisas do IAC reúnem melhoramento genético, biotecnologia e manejo sustentável, com o desenvolvimento de porta-enxertos resistentes, variedades tolerantes ao estresse hídrico e térmico e o uso de ferramentas genômicas avançadas, como edição gênica (CRISPR-Cas) e RNA de interferência (RNAi). Essas tecnologias reduzem a necessidade de defensivos sintéticos, aumentam a eficiência no uso de insumos e fortalecem a sustentabilidade ambiental e produtiva da citricultura.
O programa também investe em manejo inteligente do solo e da água, otimização do uso de nutrientes e agricultura de precisão, com foco em pomares mais eficientes, produtivos e sustentáveis. A certificação internacional Selo Ouro da Farm Sustainability Assessment (FSA) da plataforma iniciativa de Agricultura Sustentável (SAI, na sigla em inglês), conquistada pela fazenda experimental do CCSM/IAC, confirma o compromisso da instituição com práticas agrícolas responsáveis e com os princípios ESG - sigla em inglês para Ambiental, Social e Governança (Environmental, Social and Governance).
Os resultados do programa impactam diretamente citricultores de pequeno, médio e grande porte, que passam a contar com variedades mais produtivas e adaptadas ao clima, garantindo estabilidade de renda e competitividade internacional. Além disso, a sociedade se beneficia da oferta contínua de frutas e sucos de alta qualidade, produzidos com menor impacto ambiental e maior eficiência no uso dos recursos naturais.
O Programa Citros do IAC está alinhado aos seguintes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS):
- ODS 2 – Fome Zero e Agricultura Sustentável: variedades resilientes que garantem a segurança alimentar e nutricional.
- ODS 6 – Água Potável e Saneamento: uso racional da água e tecnologias que reduzem o consumo em pomares irrigados.
- ODS 8 – Trabalho Decente e Crescimento Econômico: geração de empregos e fortalecimento da cadeia citrícola.
- ODS 12 – Consumo e Produção Responsáveis: redução do uso de defensivos e otimização de insumos agrícolas.
- ODS 13 – Ação Contra a Mudança Global do Clima: mitigação dos efeitos climáticos e adaptação de cultivos às novas condições ambientais.
- ODS 15 – Vida Terrestre: preservação da biodiversidade e conservação de recursos genéticos vegetais.
- ODS 17 – Parcerias e Meios de Implementação: cooperação científica e tecnológica nacional e internacional.
Programa Feijão
O Programa de Melhoramento Genético do Feijoeiro do IAC desenvolve cultivares com foco em produtividade, resistência a doenças, eficiência no uso de recursos e qualidade nutricional. As pesquisas abrangem diferentes tipos de feijão, incluindo o Carioca e os feijões Mungo, e resultam em variedades adaptadas a condições climáticas diversas, com menor necessidade de irrigação e uso reduzido de defensivos agrícolas. Essas inovações contribuem para a sustentabilidade da produção, o fortalecimento da cadeia produtiva e para alcançar as metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
O Programa de Melhoramento Genético do Feijoeiro do IAC é referência nacional no desenvolvimento de cultivares inovadoras, sustentáveis e de alto valor nutricional, conectando-se diretamente às metas da COP30 e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Com foco em produtividade, resistência a doenças, eficiência no uso de recursos naturais e qualidade dos grãos, o programa contribui para a segurança alimentar, a sustentabilidade ambiental e a inclusão socioeconômica no campo.
Entre suas principais inovações estão as cultivares de tegumento carioca com tolerância ao escurecimento do grão, que permitem ao agricultor armazenar a produção por mais tempo e comercializar em períodos de maior valor de mercado. O desenvolvimento de cultivares com resistência genética à antracnose também possibilita redução de até 30% no uso de defensivos agrícolas, gerando benefícios ambientais, econômicos e sociais. Além disso, o programa criou cultivares de ciclo precoce, que reduzem em até 20% a necessidade de irrigação, contribuindo para o uso eficiente da água e a adaptação da agricultura às mudanças climáticas.
O Programa Feijão do IAC também é pioneiro no desenvolvimento de cultivares de feijões mungo (Vigna radiata e Vigna mungo), hoje amplamente cultivadas em áreas de Cerrado e exportadas para mercados como Índia e China. Essas variedades, de ciclo curto e alto aproveitamento nutricional, utilizam resíduos de fertilizantes pós-soja, promovendo rotação de culturas sustentável e o uso eficiente de recursos do solo.
As contribuições do programa vão além da produtividade. As novas cultivares IAC apresentam maior teor de proteína (acima de 25%), melhor qualidade de cocção e, no caso dos feijões de tegumento vermelho, maior conteúdo de ferro, auxiliando no combate à anemia e na promoção da saúde pública. Esses avanços ampliam o acesso da população a alimentos mais nutritivos, fortalecendo a segurança alimentar e nutricional no Brasil e no mundo.
Atualmente, o Programa Feijão do IAC responde por 25% do mercado nacional de feijão comum e 100% do mercado de feijões mungo. Sua atuação em rede, com empresas licenciadas, produtores, cooperativas, exportadores e organizações como o IBRAFE e a APEX-Brasil, promove a diversificação da produção, o equilíbrio de preços e o fortalecimento da cadeia produtiva. O programa também estimula a geração de renda no campo, especialmente entre pequenos agricultores, e contribui para a redução da pobreza rural.
O Programa Feijão IAC está alinhado aos seguintes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS):
- ODS 2 – Fome Zero e Agricultura Sustentável: cultivares produtivas, resistentes e mais nutritivas.
- ODS 3 – Saúde e Bem-Estar:alimentos com maior teor de ferro e proteína, auxiliando no combate à anemia.
- ODS 6 – Água Potável e Saneamento: variedades de ciclo precoce que reduzem a necessidade de irrigação.
- ODS 8 – Trabalho Decente e Crescimento Econômico: fortalecimento da cadeia produtiva e geração de renda rural.
- ODS 12 – Consumo e Produção Responsáveis: menor uso de defensivos e aproveitamento de resíduos de fertilizantes.
- ODS 13 – Ação Contra a Mudança Global do Clima: práticas agrícolas de baixo carbono e adaptação a estiagens.
- ODS 15 – Vida Terrestre: conservação do solo e incentivo à rotação de culturas.
- ODS 17 – Parcerias e Meios de Implementação: cooperação científica e transferência de tecnologias sustentáveis para o campo.
Programa Macaúba
O Programa Macaúba do IAC é pioneiro na domesticação e no melhoramento genético da macaúba no Brasil, consolidando bases científicas e tecnológicas para o uso dessa palmeira nativa em sistemas produtivos sustentáveis. Suas pesquisas integram agricultura, energia e meio ambiente, resultando em cultivares adaptadas, geração de renda para agricultores familiares e produção de biocombustíveis renováveis. O programa representa uma referência nacional e apoia a transição para sistemas produtivos sustentáveis e de baixo carbono.
O Programa Macaúba do IAC é pioneiro na domesticação e melhoramento genético da macaúba no Brasil, consolidando bases científicas e tecnológicas para o uso dessa palmeira nativa em sistemas produtivos sustentáveis. Integrando agricultura, energia e meio ambiente, o programa gera cultivares adaptadas, renda para agricultores familiares e insumos para biocombustíveis renováveis, conectando-se diretamente às metas da COP30 e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
O programa tem produzido impactos sociais, econômicos e ambientais expressivos, com destaque para a inclusão de agricultores familiares e pequenos produtores rurais em cadeias produtivas integradas e sustentáveis. O cultivo da macaúba promove geração de emprego e renda, valorização da biodiversidade e recuperação de áreas degradadas, transformando pastagens improdutivas em ecossistemas restaurados e economicamente ativos.
Nos setores de alimentos e energia, a macaúba se destaca como uma das principais alternativas para produção de biodiesel e bioprodutos renováveis, com produtividade de óleo comparável ao dendê e até seis vezes superior à soja. Sua biomassa diversificada possibilita a geração de coprodutos aplicáveis à bioenergia, biochar e novos materiais industriais, fortalecendo cadeias de valor sustentáveis e de baixo impacto ambiental.
No campo científico, o Projeto Acrobreeding, conduzido pelo IAC, é referência global no melhoramento genético e domesticação da macaúba. A iniciativa integra coleta, conservação e caracterização genética de populações naturais, estabelecendo a base para o desenvolvimento de cultivares adaptadas às demandas alimentares, energéticas e ambientais do século XXI. O projeto também impulsionou o avanço da cadeia produtiva, com conquistas como:
- Estudos de germinação e superação de dormência, que viabilizaram a produção comercial em larga escala;
- Criação da empresa ACROS, incubada no IAC e hoje maior produtora de mudas de macaúba do Brasil;
- Caracterização genética de mais de 100 populações naturais, das quais 10 foram priorizadas como fontes de sementes comerciais;
- Desenvolvimento de novos ingredientes alimentícios a partir das tortas de polpa e amêndoa, ricos em fibras e proteínas, resultando em patentes e inovação industrial.
Essas ações reforçam a macaúba como símbolo da bioeconomia tropical brasileira, evidenciando o potencial da biodiversidade nacional em gerar soluções de baixo carbono, que conciliam sustentabilidade ambiental, inclusão social e inovação tecnológica. O programa também atua em cooperação internacional com instituições da América Latina e Europa, fortalecendo a pesquisa colaborativa e a difusão de tecnologias sustentáveis.
O Programa Macaúba IAC está alinhado aos seguintes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS):
- ODS 1 – Erradicação da Pobreza: inclusão produtiva e geração de renda em comunidades rurais.
- ODS 2 – Fome Zero e Agricultura Sustentável: produção de óleos e coprodutos nutritivos e sustentáveis.
- ODS 7 – Energia Limpa e Acessível: matéria-prima para biocombustíveis e bioenergia renovável.
- ODS 8 – Trabalho Decente e Crescimento Econômico: geração de empregos e fortalecimento da bioeconomia.
- ODS 12 – Consumo e Produção Responsáveis: uso integral da biomassa e valorização de resíduos agrícolas.
- ODS 13 – Ação Contra a Mudança Global do Clima: sequestro de carbono e práticas regenerativas.
- ODS 15 – Vida Terrestre: restauração de vegetação nativa e conservação da biodiversidade.
- ODS 17 – Parcerias e Meios de Implementação: cooperação científica internacional e inovação agrícola e energética.
Programa Mandioca
O Programa de Melhoramento de Mandioca de Mesa do IAC é referência nacional no desenvolvimento de variedades adaptadas, produtivas e de alto valor nutricional. Com destaque para a cultivar IAC 576, presente em mais de 90% das áreas de cultivo em São Paulo, o programa alia inovação genética e sustentabilidade, gerando impacto direto na renda de pequenos produtores, na oferta de alimentos mais nutritivos e na redução do uso de insumos. Suas pesquisas fortalecem a segurança alimentar, a economia rural, ampliando o acesso a tecnologias agrícolas sustentáveis.
O Programa de Melhoramento de Mandioca de Mesa do IAC é referência nacional na inovação genética, sustentabilidade agrícola e segurança alimentar. Com foco em variedades adaptadas, produtivas e de alto valor nutricional, o programa contribui para o fortalecimento da agricultura familiar, a redução do uso de insumos químicos e a promoção da economia circular, conectando-se diretamente às metas da COP30 e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Entre suas conquistas, destaca-se a variedade IAC 576, que revolucionou o cultivo de mandioca de mesa no estado de São Paulo e em outras regiões do país. Com polpa amarelada, rica em carotenoides — precursores da vitamina A —, a cultivar se consolidou pela produtividade, resistência a doenças e pragas, e pela excelente qualidade culinária das raízes, utilizadas tanto in natura quanto na forma descascada. Atualmente, mais de 90% da área cultivada com mandioca em São Paulo utiliza essa variedade.
O programa tem impacto direto na renda de pequenos e médios produtores rurais, especialmente agricultores familiares e assentados, ao permitir novos modelos de comercialização e agregação de valor. A IAC 576 também atende a programas de alimentação escolar e políticas públicas de segurança alimentar, fortalecendo a presença da mandioca nas dietas urbanas e contribuindo para a melhoria da nutrição da população.
Estudos estimam que o impacto econômico da adoção da cultivar no estado de São Paulo seja de cerca de R$ 91 milhões por ano, resultado do aumento da produtividade e da valorização comercial do produto.
Do ponto de vista ambiental, o Programa Mandioca IAC promove sistemas produtivos de baixo impacto, com menor exigência de insumos químicos e ampla adaptabilidade a diferentes condições de solo e clima. Além disso, a mandioca apresenta uso integral da planta, cujos subprodutos são aproveitados para energia térmica, produção de etanol e alimentação animal, fortalecendo práticas de economia circular e uso racional dos recursos naturais.
As ações do programa são conduzidas em parceria com instituições públicas de pesquisa e extensão rural, como Apta e CATI (SP), AGRAER (MS) e IDR-Paraná, fortalecendo redes de cooperação técnica e transferência de tecnologia. Essa atuação colaborativa amplia o alcance social e econômico das variedades IAC, gerando benefícios diretos aos produtores, às cadeias agroindustriais e à sociedade.
O Programa Mandioca do IAC está alinhado aos seguintes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS):
- ODS 2 – Fome Zero e Agricultura Sustentável: desenvolvimento de variedades nutritivas e resistentes para garantir segurança alimentar.
- ODS 3 – Saúde e Bem-Estar: mandioca enriquecida com vitamina A, contribuindo para nutrição e prevenção de deficiências alimentares.
- ODS 7 – Energia Limpa e Acessível: matéria-prima para biocombustíveis e bioenergia renovável.
- ODS 8 – Trabalho Decente e Crescimento Econômico: aumento da renda rural e estímulo à agricultura familiar.
- ODS 12 – Consumo e Produção Responsáveis: redução do uso de insumos e aproveitamento integral da planta.
- ODS 13 – Ação Contra a Mudança Global do Clima: variedades adaptadas e de baixo impacto ambiental.
- ODS 17 – Parcerias e Meios de Implementação: integração entre pesquisa, extensão e produtores para inovação sustentável.
Programa Seringueira
O Programa Seringueira do IAC é referência nacional em pesquisa e melhoramento genético de Hevea brasiliensis, com mais de oito décadas de contribuição à heveicultura brasileira. Pioneiro no zoneamento edafoclimático e na conservação de germoplasma, o programa consolidou a base tecnológica que permitiu a expansão da cultura para novas regiões e o desenvolvimento de clones produtivos e resistentes. Suas pesquisas integram conservação ambiental, geração de renda e uso sustentável de recursos naturais, reforçando o papel do IAC na bioeconomia e na adaptação climática.
O Programa Seringueira do IAC é um dos mais tradicionais e inovadores do país, com mais de 80 anos de atuação na pesquisa e no melhoramento genético da heveicultura. Sua trajetória é marcada pela integração entre ciência, sustentabilidade e desenvolvimento regional, conectando-se diretamente às metas da COP30 e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
O IAC foi pioneiro na elaboração do zoneamento edafoclimático brasileiro, o que permitiu a expansão do cultivo da seringueira para regiões fora da Amazônia, conhecidas como “áreas de escape” — locais adequados ao plantio e livres das principais doenças que limitavam a produção. Essa conquista foi decisiva para o fortalecimento da heveicultura paulista e nacional, garantindo produtividade e sustentabilidade em condições climáticas seguras.
Ao longo das décadas, o programa acumulou importante banco de germoplasma, composto por material genético de diferentes origens, essencial para a conservação da diversidade do gênero Hevea e para o desenvolvimento de clones superiores e resilientes. Esses avanços permitiram o surgimento de cultivares de dupla aptidão — para borracha natural e madeira —, mais produtivas, precoces e resistentes a moléstias, tornando a heveicultura uma atividade tecnicamente sólida e ambientalmente responsável.
A seringueira (Hevea brasiliensis) desempenha papel estratégico na bioeconomia e na transição para uma economia de baixo carbono, sendo fonte de matérias-primas essenciais e insubstituíveis, como a borracha natural e a madeira, utilizadas em diversos setores industriais, médicos e energéticos. Os seringais atuam como importantes sumidouros de carbono, com capacidade de sequestro comparável à de florestas nativas, contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas e a preservação da biodiversidade.
Aliando pesquisa científica, transferência de tecnologia e conservação ambiental, o Programa Seringueira do IAC promove sistemas produtivos consorciados e regenerativos, que protegem o solo, preservam a fauna e flora e fortalecem a inclusão socioeconômica de pequenos produtores. Essa abordagem tem impulsionado o desenvolvimento sustentável de comunidades rurais, especialmente em regiões de economia emergente, contribuindo para redução da pobreza e fixação do homem no campo.
O Programa Seringueira do IAC está alinhado aos seguintes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS):
- ODS 1 – Erradicação da Pobreza: inclusão socioeconômica de agricultores familiares.
- ODS 2 – Fome Zero e Agricultura Sustentável: clones produtivos e resistentes, adaptados a diferentes condições de cultivo.
- ODS 7 – Energia Limpa e Acessível: matéria-prima renovável para bioenergia e bioprodutos.
- ODS 8 – Trabalho Decente e Crescimento Econômico: geração de empregos e fortalecimento da cadeia produtiva.
- ODS 12 – Consumo e Produção Responsáveis: manejo sustentável e menor uso de defensivos.
- ODS 13 – Ação Contra a Mudança Global do Clima: sequestro de carbono e desenvolvimento de cultivares adaptadas ao estresse hídrico.
- ODS 15 – Vida Terrestre: conservação de recursos genéticos e sistemas agroflorestais regenerativos.
- ODS 17 – Parcerias e Meios de Implementação: cooperação científica e institucional para inovação sustentável.
Programa Viticultura
O Programa Viticultura do IAC é referência nacional em pesquisa e melhoramento genético de videiras, com foco na adaptação das cultivares às condições climáticas brasileiras e na sustentabilidade da produção. Com o BAG Vitis, segunda maior coleção de videiras do país, o programa desenvolve variedades e porta-enxertos mais resistentes a pragas, doenças e estresses ambientais. Suas pesquisas apoiam a expansão da vitivinicultura para novas regiões, fortalecem a competitividade do setor em alinhamento com os princípios de sustentabilidade e inovação agrícola.
O Programa Viticultura do IAC é referência nacional em pesquisa, melhoramento genético e inovação na viticultura brasileira, fortalecendo a resiliência climática e a sustentabilidade do setor. Com foco em novas variedades e porta-enxertos adaptados às condições tropicais e subtropicais, o programa integra ciência e tecnologia para aprimorar a produção de uvas e vinhos, conectando-se diretamente às metas da COP30 e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
A viticultura enfrenta desafios crescentes associados às mudanças climáticas, como secas prolongadas, aumento das temperaturas e ocorrência de pragas e doenças fúngicas, incluindo míldio (Plasmopara viticola) e oídio (Uncinula necator), que impactam a produtividade e elevam os custos de produção. Diante desse cenário, o IAC atua de forma estratégica no desenvolvimento de cultivares e porta-enxertos mais resistentes e adaptados, reduzindo o uso de defensivos e aumentando a eficiência agronômica.
O Banco Ativo de Germoplasma de Videira (BAG Vitis), localizado na Divisão Avançada de Pesquisa e Desenvolvimento de Frutas do IAC (Jundiaí, SP), é a segunda maior coleção ex situ de videiras do Brasil, com 450 acessos conservados e caracterizados em campo. Essa diversidade genética constitui a base dos programas de melhoramento genético e garante materiais adaptáveis às condições climáticas brasileiras, fundamentais para o futuro da viticultura nacional.
O programa investe em tecnologias de ponta, como estudos genômicos de associação ampla (GWAS) e fenotipagem de alto rendimento, que aceleram o desenvolvimento de variedades de alta produtividade e qualidade de frutos, resistentes a estresses bióticos e abióticos. Essas abordagens reduzem a dependência de insumos externos, promovendo uma produção mais sustentável e eficiente.
Além das uvas para vinho, o programa também valoriza a diversificação varietal, desenvolvendo composições de copa e porta-enxertos adaptadas às diferentes regiões do país. Essa diversificação amplia as oportunidades de produção de vinhos e sucos com identidade regional, fortalecendo a inovação e a competitividade da vitivinicultura brasileira no cenário internacional.
As pesquisas do Programa Viticultura do IAC beneficiam diretamente pequenos e médios produtores, que passam a contar com variedades mais produtivas e resilientes, garantindo estabilidade de renda e qualidade da produção. Ao mesmo tempo, técnicos, cooperativas e serviços de extensão rural dispõem de informações científicas para manejo e planejamento agrícola mais precisos, enquanto a sociedade se beneficia da oferta contínua de frutas e vinhos de qualidade, produzidos com baixo impacto ambiental.
O programa também atua em cooperação internacional com países como Itália e Alemanha, promovendo o intercâmbio de materiais genéticos, tecnologias e conhecimento científico, ampliando as bases de inovação e adaptabilidade da viticultura brasileira.
O Programa Viticultura do IAC está alinhado aos seguintes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS):
- ODS 2 – Fome Zero e Agricultura Sustentável: variedades resilientes e sustentáveis para a segurança alimentar e nutricional.
- ODS 8 – Trabalho Decente e Crescimento Econômico: geração de empregos e fortalecimento das cadeias produtivas locais.
- ODS 12 – Consumo e Produção Responsáveis: redução do uso de defensivos e manejo agrícola sustentável.
- ODS 13 – Ação Contra a Mudança Global do Clima: variedades adaptadas às condições climáticas e práticas de mitigação.
- ODS 15 – Vida Terrestre: conservação da biodiversidade e uso sustentável dos recursos genéticos.
- ODS 17 – Parcerias e Meios de Implementação: cooperação científica e tecnológica internacional.
Reconhecimento do IAC pela FAO
O Instituto Agronômico (IAC) está entre as 39 entidades reconhecidas pela FAO em 2025 por sua contribuição à transformação dos sistemas de cultivo nas últimas quatro décadas. O reconhecimento destaca o desenvolvimento e a adoção de variedades de citros resilientes ao clima, consolidando o papel do IAC como referência mundial em pesquisa agrícola, sustentabilidade e inovação alinhada às agendas globais de sustentabilidade e adaptação climática.
Em 2025, o Instituto Agronômico (IAC) recebeu reconhecimento técnico internacional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) pelo desenvolvimento e ampliação da adoção de variedades de citros aprimoradas e resilientes ao clima.
O reconhecimento reforça o papel do IAC como referência mundial em pesquisa agrícola e inovação voltada à adaptação climática e à sustentabilidade. Esse destaque técnico confirma a relevância das ações do Instituto na conservação da biodiversidade, na mitigação dos impactos das mudanças climáticas e na contribuição para sistemas produtivos mais resilientes.
O resultado é fruto de décadas de pesquisa contínua, que integra melhoramento genético de citros, manejo sustentável e parcerias institucionais estratégicas. Com esse reconhecimento, o IAC consolida sua liderança na geração de conhecimento científico e tecnológico que fortalece a agricultura brasileira, conectando-se diretamente às metas da COP30 e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
A Cerimônia de Reconhecimento Técnico Global foi realizada em 15 de outubro de, na sede da FAO, em Roma, Itália, durante o Fórum Mundial da Alimentação 2025. A homenagem celebra o trabalho de instituições e organizações que se destacam pela liderança técnica e pelo compromisso com sistemas agroalimentares sustentáveis.
Nesta edição, cerca de 300 indicações foram recebidas de todo o mundo, e apenas 39 entidades foram selecionadas por suas contribuições inovadoras à transformação dos sistemas de cultivo nas últimas décadas.
O reconhecimento concedido pela FAO destaca a excelência científica e o compromisso do IAC com o avanço da pesquisa agrícola sustentável. A homenagem reforça a importância do trabalho desenvolvido pela instituição ao longo de décadas, contribuindo para o fortalecimento da citricultura no Brasil e no mundo.
O programa Citros é sediado no Centro de Citricultura Sylvio Moreira e atua de forma estratégica junto à cadeia produtiva citrícola. As pesquisas abrangem melhoramento genético, biotecnologia, fitossanidade e fisiologia da produção, com o objetivo de elevar a produtividade e a qualidade dos pomares brasileiros. Além disso, o Centro mantém o maior banco de germoplasma de citros do mundo, de onde derivam as principais variedades de copa e porta-enxerto que sustentam a citricultura. Esse acervo é mantido em sistema protegido, garantindo a preservação da diversidade genética e agrícola para as próximas gerações.
Essa conquista simboliza o reconhecimento internacional do compromisso do IAC com a inovação, a sustentabilidade e a segurança alimentar. É o resultado do esforço coletivo de pesquisadores, técnicos e parceiros que dedicam seu trabalho para uma agricultura mais eficiente, sustentável e preparada para o futuro.














