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Sistema MPB chega ao exterior
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Odebrecht começa a usar a tecnologia do IAC em Angola. Outros países já manifestaram interesse no método
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Por Carla Gomes (MTb 28156) e Fernanda Domiciano – Assessoria de Imprensa – IAC
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Se o MPB, de Música Popular Brasileira, ganhou o Brasil e o mundo na década de 50, o novo MPB brasileiro, sistema de Mudas Pré-brotadas, está indo pelo mesmo caminho neste decênio. A tecnologia desenvolvida pelo Programa Cana do Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, para o setor sucroenergético, está começando a ser usado em Angola e tem despertado interesse da Costa Rica, Peru, Paraguai, Austrália, África do Sul, Estados Unidos e México. A empresa Odebrecht, por meio da Companhia de Bioenergia de Angola (Biocom), já plantou 22 hectares de cana-de-açúcar com o MPB no município de Cacuso, Província de Malanje. A expectativa da Empresa a partir da safra 15/16 é plantar 150 hectares com a tecnologia IAC.
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De acordo com José Carlos Caldeira Júnior, responsável pelo planejamento agrícola e apoio técnico da Biocom, a empresa iniciou a montagem de um viveiro do MPB no final de 2013 e desde março de 2014 está produzindo as mudas. “Já testamos diversos sistemas de multiplicação varietal e, finalmente, encontramos o melhor, mais simples e garantido. Digo isso porque não precisamos de muita especialidade para produção, além de produzir mudas de altíssimo vigor para plantio em campo”, afirma Caldeira Júnior.
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Desde o início da parceria com o IAC, em 2013, a Biocom plantou 22 hectares com o sistema MPB em Angola e produziu 293 mil mudas. Até o final da safra 2014/2015, a Empresa espera chegar a 34 hectares e 450 mil mudas com o método do IAC. A partir de 2015/2016, a área com a tecnologia paulista deve saltar para dois milhões de mudas por ano, volume suficiente para plantar 150 hectares de cana. “Nossa ideia é chegar a uma produção de dois milhões de mudas pelo MPB, aproximadamente 150 hectares por safra. Hoje, nosso plantio é totalmente manual, porém, já adquirimos uma plantadora, que dará maior eficiência no plantio”, explica. A área total da empresa ocupada com cana é de 8.051 hectares.
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O objetivo da Biocom é usar o MPB para multiplicar materiais genéticos testados e que apresentaram características promissoras de aclimatação ao ambiente de produção angolano, propiciando aumento de produtividade e qualidade de matéria-prima. “Para trazer materiais genéticos de outros países, há perda de vigor, devido aos riscos em tempo no transporte e na alfândega. Estamos em um País com a primeira unidade de produção de cana-de-açúcar na era pós-guerra, portanto, não temos materiais testados e aprovados aqui. O MPB encurta o tempo para assertividade no censo varietal”, afirma Caldeira Júnior.
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Uma parte do substrato usado na produção das mudas é importado do Brasil e a outra é comprada em Angola. Os demais insumos, como fungicidas, inseticidas e estimulantes de enraizamento, são adquiridos junto a fornecedores do País africano e, quando necessário, também são importados do Brasil e Europa.
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IAC leva tecnologia para primeira unidade de produção de cana em Angola no pós-guerra
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A Odebrecht, por meio da Biocom, é a única empresa produtora de cana-de-açúcar em Angola. Em 1974, foi fechada a última usina açucareira daquele país. “Em termos de variedade, usamos cinco materiais locais, que não sabemos a origem. A única informação que temos é que eles vieram de Portugal, na época da colonização. A Biocom está na primeira colheita de cana, com previsão de moagem de 160 mil toneladas. A expectativa é que na safra de 2019/2020, colheremos 2.200 mil toneladas de cana”, diz Caldeira Júnior. Cerca de 80% da cana-de-açúcar são usados para a produção de açúcar cristal e 20% para etanol, além de produção e cogeração de energia elétrica da biomassa.
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Segundo Caldeira Júnior, as características de solo e clima do país são parecidas com as do Centro-Sul do Brasil, com latitude semelhante com a encontrada no Nordeste brasileiro. As pragas da cultura em Angola são regionalizadas e há ocorrência de cupins, lagartas desfolhadoras e broca da cana. A ferrugem alaranjada – importante praga da cana – não foi identificada por lá.
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Sistema MPB
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O Sistema de mudas pré-brotadas (MPB) de cana é uma tecnologia de multiplicação que contribui para a produção rápida de mudas, associando elevado padrão de fitossanidade, vigor e uniformidade de plantio. Outro grande benefício está na redução da quantidade de mudas que vai a campo. Para o plantio de um hectare de cana, o consumo de mudas cai de 18 a 20 toneladas, no plantio convencional, para duas toneladas no MPB. “Isso significa que 18 toneladas que seriam enterradas como ‘mudas’ irão para a indústria produzir etanol e açúcar, gerando ganhos”, explica o pesquisador do IAC, Mauro Alexandre Xavier.
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A nova tecnologia desenvolvida pelo Programa Cana do IAC é direcionada a aumentar a eficiência e os ganhos econômicos na implantação de viveiros, replantio de áreas comerciais e possivelmente renovação e expansão de áreas de cana-de-açúcar. “Trata-se de um novo conceito de multiplicação da cana, reduzindo volume e levando para o campo efetivamente uma planta”, diz Xavier.
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