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Pesquisadora do Instituto Agronômico irá receber Prêmio Miklos Faust para Jovens Pomologistas
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Premiação é oferecida a um único pesquisador no mundo, a cada quatro anos
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Por Carla Gomes (MTb 28156) – Assessoria de Imprensa – IAC
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A pesquisadora do Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, Graciela da Rocha Sobierajski, foi agraciada em 2014 com o Prêmio Miklos Faust para Jovens Pomologistas (Miklos Faust International Travel Award for Young Pomologists), oferecido pela Sociedade Americana de Horticultura (ASHS). A premiação, oferecida a um único pesquisador no mundo, a cada quatro anos, tem o objetivo de incentivar cientista com menos de 40 anos de idade a buscar constante aperfeiçoamento profissional e estabelecer intercâmbio científico. A premiação foi realizada em agosto, na Austrália, durante o 29º Congresso Internacional de Horticultura. No evento, a pesquisadora apresentou sua pesquisa em uma audiência da ASHS.
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O Prêmio Miklos Faust para Jovens Pomologistas, área do conhecimento direcionado ao estudo de frutos, é oferecido a um jovem cientista ativamente envolvido em pesquisa científica na área da fruticultura. O agraciado recebe apoio financeiro para participar do Congresso Internacional de Horticultura, realizado quadrienalmente, ocasião em que apresenta o seu estudo.
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A pesquisadora do Centro de Frutas do IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, expôs o trabalho “Melhoramento genético de pêssego e nectarina de baixa exigência de frio hibernal no Estado de São Paulo”. No estudo, realizado pela equipe do Centro de Frutas do IAC, foram avaliadas características de frutos de 22 variedades de pêssegos e nectarinas, visando à seleção de materiais superiores, com base nos valores genéticos para a realização de futuras polinizações controladas. “As variedades Douradão, Ouro Mel-2 e nectarina Ouro Mel, desenvolvidas pelo Instituto Agronômico, foram as que apresentaram melhores resultados para as características de frutos avaliadas”, afirma Graciela. Além da apresentação na forma de pôster durante o evento e durante a reunião da ASHS, o trabalho foi publicado na íntegra na revista da Sociedade Internacional de Horticultura.
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Após o Congresso, Graciela fez visita técnica à Estação Experimental em Nambour (Queensland - Austrália), onde foi recepcionada pelo pesquisador Bruce Topp. “Este intercâmbio científico teve grande importância, pois o doutor Bruce realiza pesquisas com as mesmas frutíferas que estudo no IAC e em condições climáticas semelhantes”, diz a agraciada. Essa interação é mais um benefício trazido pela honraria, pois amplia os contatos durante a visita técnica.
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Na cerimônia da entrega do Prêmio, Graciela foi apresentada aos demais participantes do Congresso pelo pesquisador emérito do Instituto de Pesquisa de Agricultura do Canadá, Norman Looney, e pelo Diretor Executivo da Sociedade Internacional de Horticultura, Jozef Van Assche.
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Perfil
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Graciela da Rocha Sobierajski atua como pesquisadora do Centro de Frutas do Instituto Agronômico desde 2005, quando iniciou os estudos na área de fruticultura. De lá para cá, desenvolve trabalhos no programa de melhoramento de nozes e castanhas, em que resultados preliminares com macadâmia mostram a identificação de dois genótipos promissores que apresentaram florescimento precoce.“Estes genótipos estão florescendo aos três anos, em mudas de pé-franco, quando o esperado é que ocorra após o sexto ou sétimo ano. Isto é importante porque pode reduzir o tempo de espera para que o produtor tenha a colheita da primeira safra e reduz o tempo de pesquisa também”, explica a pesquisadora do IAC. Esses materiais serão objeto de novo estudo sobre genes responsáveis pelo florescimento precoce por meio de marcadores moleculares.
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Segundo Graciela, conhecendo o comportamento desses genes, é possível, ainda em fase de mudas no viveiro, realizar um teste e verificar quais mudas têm maior probabilidade de expressar o florescimento precoce. “Acredito que mais de um gene esteja envolvido na característica do florescimento precoce”, diz.
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Em julho de 2012, a pesquisadora assumiu a liderança do programa de melhoramento genético de frutas de caroço, especialmente, pêssego e nectarina. Em 2013, obteve a aprovação de projeto junto à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) para desenvolver e instalar novos testes de progênies de pêssegos e nectarinas de baixa exigência de frio.
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Graciela reúne em seu perfil ações inovadoras, ao adotar técnicas de genética molecular e modelos estatísticos avançados, e atividades interativas, ao manter contato contínuo com o setor de produção. “Tenho contato com produtores de pêssego, nectarina e ameixa na região de Jarinu e Atibaia, principalmente via Associação dos Produtores de Jarinu”, afirma. Graciela também interage com produtores de macadâmia em Dois Córregos, Limeira e Campinas, por meio da Associação Brasileira de Macadâmia, e produtores de castanha-portuguesa, em Campos do Jordão.
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Prêmio Miklos Faust
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O nome do Prêmio é uma homenagem a Miklos Faust, de origem Húngara, que recebeu seu título de doutor em Pomologia pela Universidade de Cornell. Miklos Faust dedicou sua carreira ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, em Beltsvill, Maryland, onde realizou diversos estudos nas áreas de fisiologia de frutíferas, que contribuíram significativamente para a modernização da fruticultura. Além do expressivo conhecimento na área de fisiologia, Faust atuou em estudos sobre produção e melhoramento genético. Desde a sua origem, o Prêmio tem o caráter de incentivo a jovens cientistas. A viúva de Milkos Faust, Maria Faust, doou parte de sua herança para iniciar um fundo para a premiação. Atualmente, pesquisadores de diversos países fazem doações para que o reconhecimento tenha continuidade.
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