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Clones IAC são 38% mais produtivos do que o material mais plantado no Estado de São Paulo
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Os clones de seringueira do Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, da série 500 serão expostos durante a Agrishow 2014. O IAC 500, IAC 502, IAC 503, IAC 505 e IAC 511 são materiais precoces, que reduzem de sete para cinco anos o tempo para início da extração do látex. Os clones desenvolvidos pelo IAC também são mais produtivos que o material mais plantado em São Paulo atualmente, o importado da Ásia RRIM 600, que tem produtividade de 1.250 kg, aproximadamente.
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O IAC 500 – o mais produtivo dos selecionados – gera cerca de 1.731 kg de látex por hectare, 38% a mais. São ganhos de cerca de 500 kg de borracha seca por ano. A abertura de painel se dá quando as árvores alcançam perímetro do caule acima de 45 cm do solo e 1,5 m de altura. “Geralmente esse procedimento é feito quando mais de 50% das árvores do seringal apresenta essa média. Se o procedimento é feito antes dos sete anos, isso é muito bom para o produtor porque ele terá o retorno financeiro mais cedo”, afirma Paulo Gonçalves, pesquisador responsável.
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A produtividade é outro atrativo para os produtores rurais. A média de quatro anos de produção dos clones IAC 500 e IAC 502, por exemplo, mostrou-se alta em relação ao clone mais plantado no Estado, o RRIM 600, produzindo, por ano, 1.731 kg por hectare e 1.607 kg, respectivamente.
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São Paulo possui os seringais mais produtivos do mundo com produção média de 1.200 kg por hectare, por ano. Na Tailândia, Indonésia e Malásia, a produção chega a 1.100 kg, 1.000 kg e 900 kg, respectivamente, por hectare, por ano.
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Outra característica importante é a casca espessa existente nos clones IAC 503, IAC 500 e IAC 509. Os dois primeiros podem ser vistos na Agrishow 2014. Essa característica diminui o risco de o seringueiro atingir o lenho do caule da árvore. Os três clones apresentam também maior número de anéis de vasos laticíferos, revelando que são bons produtores de látex. “Existe uma alta correlação entre o número de anéis de vasos laticíferos e a produção de borracha”, explica o pesquisador.
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Os clones IAC 505 e IAC 511 apresentam ainda maior incremento do caule na pós-sangria. Isso significa que, mesmo após o procedimento de extração, as plantas apresentam crescimento. “Aqueles clones que não possuem esse caráter, geralmente crescem na pré-sangria e depois param na pós-sangria, tornando-se suscetíveis à quebra pelo vento”, explica Gonçalves.
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Os clones IAC foram desenvolvidos para cultivo na região do Planalto, onde não há incidência da pior doença da seringueira na América Latina, o mal-das-folhas. Parte dos clones selecionados pelo IAC é tolerante à antracnose, doença causada pelo fungo Colletotrichum gloeosporioides, que atinge as folhas, também no Planalto Paulista.
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De acordo com o pesquisador, os dois objetivos principais do melhoramento genético da seringueira do IAC estão relacionados ao aumento de produtividade das plantas e à “resistência ao mal-das-folhas na região do litoral. “Com o objetivo de atender às peculiaridades próprias dessas regiões, o programa de melhoramento do IAC considerou o fato de o Planalto Paulista, pelo menos até agora, não ter mostrado ataques epidêmicos da doença. Nessa região verifica-se um período seco na época de reenfolhamento das plantas”, explica. São Paulo é o Estado que mais produz borracha no Brasil — 90% dos seringais paulistas encontram-se no Planalto, justamente por conta da doença.
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Esses materiais expostos na Feira fazem parte do grupo de 15 clones lançados mais recentemente. Por trás desses resultados existem mais de 20 anos de pesquisas desenvolvidas pelo Instituto Agronômico na área de heveicultura. O IAC desenvolve clones adaptados às diversas regiões do Estado e leva para os heveicultores a melhor forma de plantio e o manejo de seringueiras, incluindo a sangria, etapa mais onerosa da atividade.
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