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IAC desenvolve método inédito no combate das moscas-das-frutas em produção de ameixa

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 Por Mônica Galdino (MTb 47045) – Assessora de Imprensa – IAC

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A ameixa é uma espécie que sofre com o ataque das moscas-das-frutas, uma das pragas da fruticultura mundial, que inviabiliza totalmente o consumo como fruta fresca ou qualquer outro uso. Para combater esse mal, o Instituto desenvolve pesquisas com ameixa orgânica, utilizando a técnica de cultivo protegido.
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O sistema consiste em ensacar ramos inteiros ou vários ramos da planta ao mesmo tempo. Essa é uma iniciativa inédita, de acordo com José Luiz Hernandes, pesquisador do IAC, que diz não ter localizado nenhum relato em revisões bibliográficas. O material utilizado, chamado TNT (Tecido Não Tecido) impede o acesso da mosca aos frutos, sem interferir na fotossíntese e evapotranspiração das plantas. “Protegemos ramos inteiros com todos os frutos ali existentes. Mesmo que alguns ramos fiquem desprotegidos e sejam atacados pela mosca das frutas, outros ficam protegidos”, diz o pesquisador do IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
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Outro diferencial está na praticidade. “Houve uma redução de tempo no ensacamento dos frutos, resultando em grande economia de mão de obra, uma vez que com, outros tipos de sacos, praticamente é necessário o ensacamento individual de cada fruto. Com o uso de grandes embalagens é possível o ensacamento de vários ramos das plantas”, explica Hernandes. Na pesquisa, foi adotado o cultivo de orgânico, com adubação orgânica e caldas autorizadas pelas certificadoras de Agricultura Alternativa.
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A larva da mosca-das-frutas cria galerias que, posteriormente, se transformam em uma área úmida, em decomposição, de cor marrom. Os frutos atacados amadurecem precocemente e caem no solo, onde as larvas deixam os frutos e prosseguem seu ciclo de vida provocando reinfestações. O ensacamento individual é utilizado em pomares de várias frutíferas, que são destinadas ao mercado in natura.
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Outra vantagem observada foi a persistência dos frutos na planta após o início da maturação, permitindo que o produtor estenda o período de colheita em até 30 dias. Esse benefício é especialmente importante para pequenos produtores, que não têm como comercializar grandes volumes em pouco tempo, permitindo também melhor negociação do preço. As ameixas são frutos climatéricos, que podem ser colhidas desde o início da maturação e completarem o processo de maturação depois de colhidas, e como os frutos estão protegidos pelo ensacamento, é possível estender o período de colheita. Embora não tenha comprovação, Hernandes acredita que deva ter uma redução de doenças causadas por fungos.Apesar de,ainda não ter desenvolvido experimentos com outras fruteiras como pêssego, goiaba, nêspera e anonas, Hernandes acredita que o método pode ser adaptado para essas espécies. “A redução da incidência deve variar em função das características de cada cultura, mas se devidamente adaptada provavelmente, promove controle acima de 90 % de infestação”, afirma o pesquisador.
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O pesquisador do IAC informa que essa técnica de cultivo protegido pode ser adotada por outros estados brasileiros. Atualmente, o maior Estado produtor de ameixa é o Rio Grande do Sul, com produção anual estimada de 12.200 toneladas, seguido por Santa Catarina, com 11.000 toneladas, o Paraná com 7.000 toneladas, São Paulo com 6.000 toneladas e Minas Gerais, com 1.600 toneladas.
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