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Pesquisador do IAC apresenta os benefícios da adubação no milho safrinha

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As técnicas de adubação nitrogenada e inoculação de Azospirillum serão apresentadas, em 27 de novembro, no Seminário Nacional de Milho Safrinha.
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Por Mônica Galdino (MTb 47045) – Assessora de Imprensa – IAC
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A safra brasileira de milho 2012/13 foi de 81 milhões de toneladas. O pesquisador do Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, Aíldson Pereira Duarte, afirma que 2012 e 2013 foram os primeiros anos que a produção da segunda safra ou safrinha foi superior à da primeira safra (verão).  Nos últimos 20 anos, a área de milho safrinha aumentou dez vezes, atingindo aproximadamente 8 milhões de hectares e a produtividade duplicou, alcançando valores superiores a 5 toneladas por hectare. Para o pesquisador, parte desse ganho se deve ao desenvolvimento e emprego de adubação adequada a esta modalidade de cultivo do milho. Em 27 de novembro, Duarte apresenta suas pesquisas em adubação nitrogenada e inoculação em Azospirillum, no Seminário Nacional de Milho Safrinha. O evento ocorre de 26 a 28 de novembro, na Universidade Federal da Grande Dourados, no Mato Grosso do Sul.
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Atualmente, a adubação nitrogenada é amplamente utilizada pelos produtores de milho. Para melhor eficácia, o pesquisador recomenda que a adubação deve ocorrer durante a semeadura do milho safrinha, aplicada preferencialmente no sulco. “A resposta do milho não é tão boa quando a adubação não é realizada nesse período”, afirma o pesquisador do IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
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O plantio de milho safrinha é realizado após a colheita da soja, sendo os resíduos deixados no solo ricos em nitrogênio, porém insuficientes para atender toda a demanda  do milho, por isso é necessário complementar com mais nitrogênio. Em relação ao investimento, o pesquisador do IAC comenta que o valor de um quilo de nitrogênio em São Paulo e Paraná é equivalente ao de 8 quilos de milho. “Em experimentos de milho safrinha realizados pelo IAC, foi constatado que a aplicação de 30 quilos por hectare de nitrogênio possibilita aumento de 14 a 24 kg de grãos por kg de nitrogênio, ou seja, lucro médio de 100% referente à adubação”, diz.
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Duarte afirma que para a recomendação da adubação fosfatada e potássica é necessária a análise de solo. Porém, no caso do nitrogênio, deve-se verificar o histórico de uso da área e a textura do solo para prever a resposta do milho safrinha.  A dose de nitrogênio deve ser maior nos solos de textura intermediária comparado aos argilosos.
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Sobre a técnica de inoculação com  Azospirillum, o pesquisador do IAC explica que essa bactéria  existe naturalmente nos solos, mas as estirpes aplicadas nos inoculantes são  mais eficientes. Essa bactéria pode ser misturada às sementes ou pulverizada no sulco da semeadura nas culturas de milho e trigo.  “A Azospirillum auxilia o milho na obtenção do nitrogênio, porém ela não supre totalmente a demanda da planta, sendo necessária a adubação”, afirma o pesquisador do IAC.
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Duarte afirma que a utilização correta pode proporcionar aumento de até 5% de produtividade do milho safrinha. “O inoculante tem efeito como promotor do crescimento vegetal, além de fornecer o nitrogênio”, conclui o pesquisador do IAC.
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