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Pesquisadora do IAC participa de Conferência Internacional sobre Ensaios de Tratores

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Por Jhonatas Simião – Estagiário – Assessoria de Imprensa – IAC
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O Centro de Engenharia e Automação, do Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, esteve representado na 17ª Conferência dos Engenheiros de Ensaios da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), realizada na Itália. A pesquisadora do IAC e diretora do Centro, Ila Maria Corrêa, participou do evento de 8 a 11 de outubro como membro observador, acompanhada do professor da Faculdade de Ciências Agronômicas da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” de Botucatu (UNESP), Kleber Pereira Lanças. O IAC e a UNESP têm realizado esforços para o Brasil se tornar membro pleno da OCDE.
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A programação da Conferência incluiu visitas a laboratórios de ensaios de tratores agrícolas nas cidades de Milão, Treviglio, Turim e Bolonha, com demonstrações e discussões, além de duas fábricas de tratores da região.
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A OCDE é uma organização que agrupa 31 países, dentre eles alguns que não fabricam tratores, e tem a finalidade de promover políticas para o crescimento econômico e social, expansão do emprego, melhoria do padrão de vida e liberação do comércio. Os quatro programas de atuação da organização estabelecem regras e facilitam o comércio de tratores entre os países participantes.
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O IAC e a UNESP estão empenhados na melhoria de seus laboratórios para poderem se candidatar a um credenciamento pela OCDE. Segundo Corrêa, o Centro de Engenharia e Automação do IAC tem interesse em retomar a atividade de ensaio de tratores agrícolas, que é uma de suas áreas de atuação. “Nos ensaios de tratores são levantadas características de desempenho e de segurança. Por meio das informações colhidas no ensaio, o fabricante pode buscar a melhoria da qualidade do seu produto”, diz a pesquisadora do IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento.
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Embora participe de algumas comissões, o Brasil ainda não é membro pleno da OCDE. A Organização incentiva há anos a adesão do País como membro pleno do comitê aos códigos de ensaios de tratores.
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De acordo com Corrêa, o Brasil é o maior produtor de tratores agrícolas da América Latina e precisaria ser representado nesses fóruns internacionais. “É importante para o Brasil estar inserido nesse sistema, principalmente considerando o papel de nossa agricultura na economia do País, onde a mecanização agrícola é um dos pilares do agronegócio”, afirma.
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Ainda segundo Corrêa, a participação na Conferência foi uma oportunidade de mostrar que o Brasil tem conhecimento, experiência e condição de realizar ensaios. “Chama a atenção que a Itália disponha de quatro laboratórios credenciados e o Brasil, nenhum”, afirma. A indústria de tratores agrícolas tem mostrado interesse que o País disponha de Centros de Ensaios reconhecidos pela OCDE. “No caso de exportação de seu produto para um país membro, os ensaios feitos em território nacional serão aceitos no exterior com redução de custos para o fabricante”, afirma a pesquisadora do IAC.
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 Corrêa considera positiva a participação na Conferência, pois foi possível conhecer as particularidades das estações de ensaio da Itália com relação aos tipos de determinações que cada uma faz, os equipamentos que usam e a que organismos estão vinculadas. “Algumas funcionam dentro de instituição de pesquisa, outras em universidades. Também permitiu fazer contato com representantes de diversos países cujos laboratórios já são credenciados”, afirma.
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No Programa Tratores da OCDE são tratadas questões relativas aos métodos de ensaio, onde se decide sobre revisões, alterações e inclusão de novos procedimentos. Os ensaios são conduzidos a pedido dos fabricantes para uma estação de ensaio credenciada pela organização e aceitos oficialmente em diversos países. Os resultados fornecem ao usuário informações técnicas de comparação e em alguns países servem para atender a legislação vigente.
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As questões sobre ensaios de tratores agrícolas são discutidas por um grupo de trabalho técnico, que se reúne duas vezes ao ano e as propostas são aprovadas ou não pelas Autoridades Nacionais Designadas, que se reúnem anualmente, em Paris, sempre no final de fevereiro. Os países não membros podem participar da reunião anual na condição de observadores. Há também, a cada dois anos, uma Conferência de Engenheiros das estações de ensaio.
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