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Pesquisadores do IAC participam de encontro sobre preservação do Cerrado
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Bioma está presente na região de Campinas
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Por Jhonatas Simião – Estagiário – Assessoria de Imprensa – IAC
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Em comemoração ao Dia Nacional do Cerrado, 11 de setembro, o Centro de Engenharia e Automação do Instituto Agronômico (IAC), em parceria com o Jardim Botânico de Jundiaí e a Associação Mata Ciliar, promove o Encontro sobre preservação do bioma Cerrado. O evento será no auditório da Unidade de Desenvolvimento Ambiental (UNIDAM), no Jardim Botânico de Jundiaí, a partir das 8h. O objetivo é discutir a importância, as implicações e as necessidades da preservação dos remanescentes do Cerrado em nível regional.
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Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, o Cerrado brasileiro é o segundo maior bioma da América do Sul, com uma rica biodiversidade de fauna e flora e grande vegetação histórica. No entanto, apesar de sua importância, é o bioma que mais sofreu alterações com a ocupação humana nos últimos anos e hoje tem espécies extintas e diversas ameaçadas de extinção.
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Nesse contexto, os pesquisadores do IAC, Afonso Peche Filho, José Eduardo de Arruda Bertoni e Renato Ferraz de Arruda Veiga, participam do encontro para discutir a importância do Cerrado em nível regional e debater ações e estratégias para proteção, preservação e conservação desse bioma. De acordo com o pesquisador do IAC, Afonso Peche Filho, o Cerrado está presente em diversas cidades da região de Campinas. “Estamos inseridos numa transição entre o bioma Mata Atlântica e o bioma Cerrado, e a população da região precisa entender a importância desse bioma para a preservação no contexto da expansão urbana”, diz.
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Segundo o pesquisador, o Cerrado é muito frágil e a relação do homem com a natureza é desleal e brutal, pois a degradação é contínua. “Teoricamente, o Cerrado não existe para a população local, mas na prática a cidade está inserida no bioma e as relações ecológicas ocorrem sem ninguém perceber. Em São Paulo, o Cerrado está acabando e se continuar neste ritmo de degradação vai acabar, a natureza cedo ou tarde vai nos punir. O ecossistema sempre vai buscar o equilíbrio e quem altera parte do ecossistema somos nós, mudamos tudo muito rápido enquanto a natureza leva anos pra se reestabalecer”, afirma.
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De acordo com Peche, a informação e o conhecimento são as únicas formas de tentar minimizar os impactos sobre o Cerrado. “Precisamos fazer um pacto para proteger esse bioma tão importante. O maior problema é a falta de percepção para a importância do ambiente Cerrado. A conscientização é difícil, mas estamos evoluindo para saberes mais práticos, e assim, sensibilizando, conscientizando e capacitando a população”, explica o pesquisador do IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.
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Segundo o pesquisador do IAC e palestrante, José Eduardo de Arruda Bertoni, o Cerrado tem sua conservação amparada pela legislação ambiental. “A proteção é dada pela Lei Estadual 13550 e pela Resolução SMA – 64/09, que fez com que no Estado de São Paulo fossem adotados critérios mais rígidos no que diz respeito à utilização e preservação do Cerrado, porém nem sempre elas são cumpridas”. Para o pesquisador, o principal agente de degradação dos remanescentes de Cerrado é o fogo, acidental ou criminoso.
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O evento vem consolidar as ações realizadas em conjunto pelas três instituições para valorizar e preservar a biodiversidade do Cerrado na região. Segundo Peche, a integração de várias instituições e a união de saberes favorece a conscientização da população. “É muito importante a integração de instituições locais, regionais e federais. O IAC em conjunto com outras instituições pode promover o desenvolvimento humano com uma relação melhor com a natureza”, finaliza.
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Serviço
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ENCONTRO SOBRE CONSERVAÇÃO DO BIOMA CERRADO
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Data: 11 de setembro de 2013
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Horário: 8h
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Local: Auditório da Unidade de Desenvolvimento Ambiental (UNIDAM) - Jardim Botânico de Jundiaí, Rua Ernesto Gonçalves Rosa Júnior - Horto Florestal, Jundiaí-SP.
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