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Cultivar mil do IAC é aprovada por produtores rurais e pelo gestor de suprimentos da Camil

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Por Fernanda Domiciano – Assessoria de Imprensa – IAC
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A cultivar mil desenvolvida pelo Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, e apresentada ao público durante as comemorações do 126º aniversário do Instituto gera interesse de produtores rurais e da indústria. Isso porque o novo material de feijão carioca, o IAC Milênio, tem um pacote tecnológico composto por qualidade de grão de alto padrão no mercado, com caldo espesso e alto rendimento de panela, elevada produtividade, porte ereto que viabiliza a colheita mecanizada, resistência à antracnose e à murcha de Fusarium. A antracnose éuma doença que danifica folhas e vagens, depreciando o produto, a murcha de Fusarium, principal doença da raiz, leva a planta à morte.
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A qualidade do grão de alto padrão do IAC Milênio é a mesma do IAC Alvorada, lançado em 2008, que apresenta grãos claros e inteiros após o cozimento, com tamanho e formato almejados pela indústria, além de caldo encorpado apreciado pelo consumidor. Entretanto, o IAC Alvorada é suscetível à murcha de Fusarium e por essa razão, hoje é produzido em áreas novas do feijoeiro, onde não há infestação da doença e em propriedades com alta tecnologia. O pesquisador do IAC, Alisson Fernando Chiorato, afirma que o IAC Alvorada seria um dos feijões mais plantados no Brasil, se não fosse a suscetibilidade à doença que ataca a raiz.
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Na década de setenta, o IAC desenvolveu o tipo de feijão carioca, o mais consumido no Brasil até hoje. De lá, para cá, foram 42 cultivares de feijão do tipo carioca desenvolvidos pelo Instituto. Produtores e indústria aprovam esses materiais!
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Confira os depoimentos abaixo dos produtores Altair Muller Corrêa e Mariana Figueiredo Bergamo Salvador, além do gestor de suprimentos da Camil, João Carlos de Castro Alves,sobre as variedades de feijões desenvolvidas pelo IAC.
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Altair Muller Corrêa, produtor rural de Manduri, São Paulo
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O senhor Altair tem uma fazenda de 80 hectares. Nela, já plantou o Feijão IAC Alvorada, há cerca de cinco anos, e o IAC Formoso, há dois anos. “Deixei de trabalhar com o Alvorada porque ele dava muita doença na raiz, mas ele tem ótima qualidade de grão e é tolerante a outras doenças. Se tivesse uma variedade do Alvorada resistente a doença de raiz, vixi, eu teria muito interesse em plantar.  Para o consumidor ele é muito bom. O Formoso era bom também, mas ele dava muita doença bacteriana na folha. Mas ele tem mais proteína e tem isoflavona também”, afirma.
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Além de feijão, o senhor Altair também produz soja, milho e trigo. Ele já plantou as variedades de trigo IAC 370 e IAC 375.
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Ele tem relação com a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), que planta experimentos do IAC em sua propriedade. “O IAC é muito forte em pesquisa. Toda a vida o IAC foi muito bom”, afirma.
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Mariana Figueiredo Bergamo Salvador, produtora rural de Avaré, São Paulo
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Mariana tem uma propriedade em Avaré, no interior de São Paulo. O forte de sua produção é o feijão. São  443 hectares plantados da leguminosa irrigada e 255 hectares de sequeiro plantado com soja, trigo IAC e milho.
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“Plantei por dois anos a variedade IAC Alvorada, mas parei porque ela era muito sensível a doenças e eu não tinha mais terra para colocar. O Alvorada era um feijão com grãos, qualidade e produtividade excelente. Até hoje foi o feijão com maior produtividade na minha propriedade. Se não fosse a sensibilidade das raízes à doença eu continuaria plantando. No ano passado plantei o IAC Formoso porque ele é mais resistente a doenças”, conta.
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Mariana afirma que  se tivesse sementes de um feijão parecido com o IAC Alvorada, mas resiste a doenças, plantaria com certeza.
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Além de utilizar variedades desenvolvidas pelo Instituto, a produtora também planta feijões experimentalmente para o IAC. Há mais de três anos tem contato com o diretor-geral do Instituto Agronômico, Sérgio Augusto Morais Carbonell, e o pesquisador do IAC, Alisson Fernando Chiorato, que vão até a sua propriedade para observar os campos.
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 “Conheci o IAC quando fiz mestrado na área de mecanização. Acho o trabalho desenvolvido pelo Instituto muito legal. Gosto muito, principalmente o trabalho com variedade de feijão. É muito bom. Ainda mais porque é um Instituto de pesquisa do Estado. Gosto bastante”, afirma.
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João Carlos de Castro Alves, gestor de suprimentos da Camil
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Segundo o João Carlos de Castro Alves, o consumidor faz algumas análises antes de adquirir o feijão. Primeiramente, ele reconhece a marca de sua confiança, depois visualiza pela embalagem o tamanho, a coloração e a limpeza dos grãos, sendo a última característica de responsabilidade da indústria.  “Tonalidade e grãos graúdos são características muito desejadas pelo consumidor”, afirma.
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Depois de adquirir o produto, o consumidor espera que ao cozinhar o feijão ele tenha caldo espesso e encorpado, os grãos sejam graúdos e uniformes e que não haja resíduo de película na boca. Outra característica importante para o consumidor é o aroma ao cozinhar o grão na panela de pressão.
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“O IAC Milênio é uma cultivar de feijão carioca que em suas características extrínsecas e intrínsecas atende plenamente aos anseios de todos os elos da cadeia produtiva do feijão”, afirma Alves.
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 De acordo com o superintendente da Camil, a partir de agosto haverá uma safra abundante de feijão, quanto melhor a qualidade, melhor será o escoamento da produção. “O produtor que tem mais qualidade impõe preço ao produto, o que não tem, aceita preço. O produtor que tem qualidade vende, o outro, espera que comprem sua produção”, afirma.
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“O agricultor que planta semente IAC com certeza vai colher um produto de excelente qualidade e terá mais escoamento e, consequentemente, maior fluxo de caixa. Todas as sementes do IAC têm interesse da Camil, todos eles têm qualidade, que é o que priorizamos em nosso portfólio”, explica Alves.
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A Camil compra feijões de produtores que plantam IAC no Estado de São Paulo inteiro, além de Minas Gerais, Goiás, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso e Bahia. A Camil trabalha com o IAC há mais de 20 anos.
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“O trabalho do IAC em feijão foi uma inovação, desde o desenvolvimento do feijão carioca. O Instituto mudou totalmente o gosto do consumidor, que estava acostumado com feijões do tipo mulatinho e rosinha, por um com listas, que ninguém conhecia e que hoje faz com que o feijão tenha condições de consumo equilibrado”, afirma.
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Para Alves, o Instituto vislumbrou que a pesquisa não deveria atender apenas a aspectos agronômicos, mas também à qualidade culinária. “Visualizou não só a importância da genética para o produtor, mas também para quem vai consumir e se aquele produto teria ou não aceitação dos consumidores. A pesquisa não ficou apenas no aspecto agronômico. Hoje, o IAC trabalha em aprimorar e incorporar maior teor de proteína e outros nutrientes ao feijão. O consumidor ainda não tem essa preocupação nutricional, mas a indústria, que pensa à frente, para ver o que pode oferecer de melhor ao consumidor, sim”, afirma.
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