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IAC auxilia municípios paulistas na criação de diretrizes ambientais

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Mapeamento ambiental realizado pelo Instituto em Campo Limpo Paulista apontou que a cidade possui de 45% a 73% de vegetação natural em área de preservação ambiental
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Por Mônica Galdino (MTb 47045) – Assessora de Imprensa – IAC
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O uso e a ocupação adequada do solo é um dos indicadores que pode colaborar para a preservação do meio ambiente e o monitoramento de áreas de risco. Porém, para isso ocorrer é necessária a criação de um plano municipal de gestão ambiental. O Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, possui qualificação técnica para a elaboração de pesquisas que auxiliam os municípios na gestão territorial, não só em desenvolvimento agrícola, mas também enfatizando a preocupação com a preservação de recursos naturais. O Instituto já auxiliou os municípios paulistas de Limeira e Jundiaí na criação de diretrizes ambientais.
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A última cidade atendida pelo IAC foi Campo Limpo Paulista, em 2009, quando o Instituto realizou um minucioso levantamento do uso e da ocupação das terras do município para a elaboração de um plano municipal de gestão dos recursos hídricos. O projeto foi uma parceria entre o IAC, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e a Organização Não Governamental (ONG) Caminho Verde. O Instituto ficou responsável pela execução do projeto, a Unicamp com os estudos socioeconômicos e a ONG Caminho Verde, pelos trabalhos de divulgação e educação ambiental junto à comunidade.
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O pesquisador do IAC, Jener Fernando Leite de Moraes, explica que o levantamento possibilitou a descoberta da atual situação de preservação das matas ciliares do município, áreas que têm papel importante na conservação dos recursos hídricos. O estudo colheu dados do solo, fornecendo informações sobre o potencial agrícola e das áreas sujeitas a deslizamentos de terra, e também revelou a qualidade da água dos rios que passam pelo município, indicando os locais que necessitam de ações de melhoria. O projeto possibilitou que o município adquirisse equipamentos hidrometeorológicos para monitoramento de temperatura, precipitação e vazão dos rios. “Para auxiliar a prefeitura na gestão ambiental do município, o IAC elaborou um zoneamento agroambiental que mostra as áreas que devem ser preservadas e as que precisam passar por processo de recuperação ambiental, pois já estão degradadas”, diz Moraes.
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A pesquisa constatou que menos da metade da área daquela cidade tem vegetação natural. “Este é um bom índice se comparado à média do Estado de São Paulo. A conservação das matas em áreas de preservação permanente (APP), em cada sub-bacia, revelou que a porcentagem de ocupação dessas áreas variou de 45% a 73%, nas diferentes sub-bacias hidrográficas, que representa boa preservação dessas áreas”, afirma o pesquisador do IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Outro tópico analisado foi o solo e o relevo: o diagnóstico mostrou que o município tem áreas com alto risco de deslizamento de terras e que devem ser objeto de políticas públicas, tanto na parte de recuperação de áreas de risco como também na orientação da população quanto ao risco de se realizar obras sem os cuidados necessários.
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As informações referentes à qualidade da água não foram tão animadoras quanto aos outros quesitos. A expansão urbana desordenada gerou muitos problemas de contaminação por coliformes fecais em áreas de grande adensamento populacional.
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Moraes explica que para realizar a pesquisa subdividiu a bacia hidrográfica do Rio Jundiaí, que delimita Campo Limpo Paulista, para facilitar o estudo. “A subdivisão pode servir para demarcar os municípios. Entretanto, nesse caso, a divisão em sub—bacias obedece à drenagem das águas, o que facilita a gestão ambiental de cada área. Nessa subdivisão, pode-se identificar as áreas que estão mais preservadas, áreas com ausência de matas ciliares e também os principais focos de poluição dos recursos hídricos”, afirma o pesquisador do IAC.
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A pesquisa rendeu homenagens, no início de 2012, no 6.º Fórum Mundial da Água, que ocorreu em Marselha (França), o qual concedeu o prêmio para o município de Campo Limpo Paulista de cidade campeã pelo trabalho realizado visando à preservação e ao gerenciamento de seus recursos hídricos. Em setembro de 2012, o município foi o único brasileiro convidado para participar da Andong International Waterfront City Summit, na Coreia do Sul.
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