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IAC promove o 36.º Ciclo de Palestras: “Álvaro Santos Costa” Sobre Virose da Batata

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O evento contará com a participação do pesquisador escocês Colin Jeffries, um dos mais renomados nomes no trabalho de quarentena e viroses da batata na Europa
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Por Raquel Gomes Hatamoto – Estagiária – Assessoria de Imprensa – IAC
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            Que a batata é o legume mais bem aceito no prato de crianças, adolescentes e até mesmo muitos adultos não é nenhuma novidade. O que muita gente não sabe é que a batata é uma cultura propagada vegetativamente, ou seja, não nasce da semente e sim do próprio tubérculo, broto ou cultura de tecidos. É justamente por isso que a lavoura é mais suscetível a vírus, que apesar de não infectar sementes, passa facilmente pelo material de propagação usado para o plantio. Ciente da importância de sistemas de quarentena vegetal para a prevenção da introdução de novas viroses, o Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, promove, em 8 de outubro, o 36.º Ciclo de Palestras: “Álvaro Santos Costa” Sobre Virose da Batata.
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            O evento, a ser realizado em Iraí de Minas,MG, é composto de mesa redonda para discussão sobre os sistemas de quarentena vegetal como ferramenta redutora dos riscos da introdução de novas pragas, em especial viroses, transmitidas por insetos e perpetuadas pelo material de propagação vegetativa da cultura.
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O tema é de suma importância para o Brasil, país importador de batatas-sementes. “As viroses que infectam as plantas destinadas à produção do material de propagação, isto é, a ‘semente’, podem passar despercebidas pelos inspetores fitossanitaristas e, assim, atuar como portadora, introdutora e disseminadora de uma nova virose no país importador de um lote de batata-semente contaminado”, explica José Alberto Caram de Souza Dias, pesquisador do IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
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O vírus Y raça NTN, transmitido por pulgões, e o vírus da clorose do tomateiro (ToCV), transmitido pela mosca branca, são exemplos de viroses ausentes no Brasil, mas que foram introduzidos na bataticultura nacional pelos países exportadores de batata-semente. “Essas viroses causam perdas aos produtores não apenas pela redução na produção, que varia de 20% a 60%, mas principalmente pelos custos adicionais com aplicação de defensivos agrícolas e testes de diagnose para a certificação da batata-semente”, diz Caram.
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            Durante o 36.º Ciclo de Palestras: “Álvaro Santos Costas”, o pesquisador do IAC, especialista na área de viroses da cultura da batata há 34 anos, vai apresentar a realidade brasileira atual das viroses na bataticultura, além de expor como a tecnologia do Broto/Batata-Semente pode contribuir na prevenção da introdução e disseminação de viroses transmitidas pelo material de propagação.
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            A partir do broto da batata, é possível produzir, em estufa, batatas-semente livres de vírus. “Se o lote de tubérculos comprado como batata-semente é livre de vírus, seus brotos também estarão livres de vírus, isto é, não contaminados”, diz o pesquisador. Enquanto os tubérculos desbrotados são plantados normalmente em campo, para aumento do lote de batata-semente básica, os brotos são plantados dentro de ambiente protegido. Esses brotos dão origem a minitubérculos também livres de vírus. “Todo o processo de produção de batata-semente se beneficia com menor custo na produção e maior sanidade”, completa.
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            O evento também contará com apresentação do pesquisador Colin Jeffries, do Scottish Agricultural Acience Agency (SASA). O escocês, um dos mais renomados cientistas europeus na área de doenças de vírus na batata, vai apresentar o sistema de quarentena do SASA. “O sistema é considerado mundialmente como um dos mais bem estruturados e ativos no desenvolvimento de técnicas de diagnose e prevenção na movimentação segura de material de propagação livre de vírus e por isso tido como modelo a ser seguido”, explica Caram.
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36.º Ciclo de Palestras: “Álvaro Santos Costas” Sobre Viroses da Batata
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            Após as apresentações, a mesa redonda será aberta para discussão de temas relacionados à fitossanidade da bataticultura, com debate entre os palestrantes e participantes. “O foco é no intercâmbio de conhecimentos e tecnologias aplicadas na produção de batata-semente da Escócia e do Brasil”, afirma o pesquisador do IAC e coordenador da 36.ª edição do Ciclo de Palestras. Ele lembra que a intenção do debate é fazer uma análise crítica dos problemas enfrentados hoje pela cultura. “A ideia é discutir os problemas com viroses transmitidas por insetos que os produtores veem sentindo, economicamente, na bataticultura e, além disso, enfatizar os resultados dos trabalhos de quarentena na agricultura como vem acontecendo na Escócia”, completa.
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            O 36.º Ciclo de Palestras: “Álvaro Santos Costas” Sobre Viroses da Batata será realizado em 8 de outubro, às 19h, em Iraí de Minas,MG. O evento é patrocinado pela Syngenta e pelo Grupo Sérgio Soczek, com apoio da Fundação de Apoio a Pesquisa Agrícola (FUNDAG).
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Para se inscrever, os interessados devem entrar em contato com os coordenadores do evento, pelo telefone (34) 3845-1875 ou pelo e-mail solangemendanha@hotmail.com
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A inscrição é gratuita e pode ser feita até o dia anterior ao evento ou enquanto as 20 vagas não forem preenchidas.
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Álvaro Santos Costa
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            O 36.º Ciclo de Palestras: “Álvaro Santos Costa” Sobre Viroses da Batata foi batizado em homenagem ao ex-pesquisador do IAC, Álvaro Santos Costa, falecido em 1998. Dr Álvaro, como era mais conhecido, é reconhecido mundialmente pela sua contribuição à fitovirologia. Graduou-se engenheiro agrônomo em 1932 na Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (ESALQ-USP), retornando posteriormente para concluir o mestrado e doutorado, sempre na área da virologia.
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            Em 1934, entrou para o quadro de pesquisadores do Instituto Agronômico e foi responsável pela criação da Seção de Virologia do IAC, hoje Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Fitossanidade. “Seus trabalhos foram pioneiros na fitovirologia, sendo citados até hoje em artigos científicos e de revisão. É, ainda hoje, referência na área”, diz Caram.
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            Além do Ciclo de Palestras que leva seu nome, o pesquisador é lembrado anualmente, desde 2001, pelos congressos da Sociedade Brasileira de Fitopatologia, com o prêmio Bota do Dr. Álvaro Santos Costa. O troféu, idealizado pelo pesquisador do IAC, José Alberto Caram de Souza Dias, é outorgado a um fitopatologista que se destacou na área. “Desta forma, o IAC é lembrado anualmente na Sociedade Brasileira de Fitopatologia por meio desta personalidade científica”, afirma o pesquisador.       
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Serviço
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36.º Ciclo de Palestras: “Álvaro Santos Costas” Sobre Viroses da Batata
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Data: 8 de outubro de 2012, às 19h
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Local: Iraí de Minas-MG – Revenda Syngenta
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Telefone para contato: (34) 38451848
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Inscrição: solangemendanha@hotmail.com ou (34) 3845-1875

Para mais informações acesse -


Sede do Instituto Agronômico (IAC)
Avenida Barão de Itapura, 1.481
Botafogo
Campinas (SP) Brasil
CEP 13020-902
Fone (19) 2137-0600