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Pós-Graduação do IAC defende sua 1.º tese de doutorado em 2012
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A estudante do Instituto, Ludmila Bardin-Camparotto, defendeu o estudo, em 6 de agosto de 2012
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Por Mônica Galdino (MTb 47045) – Assessora de Imprensa – IAC
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O estágio pode ser uma boa alternativa para o estudante aplicar e aprimorar os conhecimentos adquiridos em sala de aula. O Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, disponibiliza o Programa de Estágio há 28 anos. Atualmente, 217 estudantes realizam estágio no Instituto.
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O destaque do entrosamento pesquisa, ensino e prática pode ser ilustrado pela trajetória de Ludmila Bardin-Camparotto. A estudante de doutorado na Pós-Graduação do IAC (PG-IAC), iniciou sua carreira profissional como estagiária, em 2000, no Centro de Ecofisiologia e Biofísica do Instituto, quando cursava o 3.º ano do ensino médio e continuou o estágio ao ingressar no curso de Engenharia Ambiental, em 2001. Em 6 de agosto de 2012, ela se tornou a primeira aluna de doutorado da PG-IAC a defender a tese pela instituição. A defesa ocorre no ano do 125.º aniversário do Instituto, e o curso de doutorado foi criado, em 2009. A estudante se dedicou por três anos ao tema: “Regiões climáticas e qualidade natural de bebida do café arábica no Estado de São Paulo”, cuja orientação ficou a cargo do pesquisador do IAC, Marcelo Bento Paes de Camargo.
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Bardin-Camparotto afirma estar feliz e honrada em ser a primeira aluna a defender a primeira tese de doutorado do IAC. “Posso dizer que sou apaixonada por este lugar e que tenho muito orgulho de ter passado todo esse tempo aqui. Espero que não somente eu, mas todos os alunos que passaram pelo IAC e se sentiram em casa tenham a oportunidade de trabalhar e seguir uma carreira neste renomado Instituto”, completa a doutoranda.
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A estudante explica que o objeto de pesquisa foi escolhido devido ao crescente mercado de cafés especiais e “gourmet”, tornando importante a identificação de áreas com alto potencial climático para a produção de bebidas de qualidade. “A utilização de modelos agrometeorológicos associados a sistemas de informações geográficas podem auxiliar na indicação de áreas mais favoráveis à expansão da lavoura cafeeira”, diz Bardin-Camparotto.
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A doutoranda esclarece que a qualidade final da bebida é influenciada pelos tratos culturais, cultivar, plantio, controle de pragas e doenças, tipo de colheita, processamento dos grãos, tipo de secagem, armazenamento entre outros. Entretanto, durante o estudo,Bardin-Camparotto teve como foco delimitar áreas com diferentes potenciais climáticos à produção de cafés com qualidade de bebida natural superior. Com isto, o mapa final de Índice Climático de Qualidade (ICQ) indicou uma estimativa do potencial de qualidade das principais áreas produtoras de café no Estado de São Paulo com base em parâmetros climáticos. “Regiões do Estado de São Paulo como da Alta Mogiana, Montanhas da Mantiqueira de São João da Boa Vista e de Bragança Paulista possuem áreas com alto potencial climático”, afirma a estudante.
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Seu trabalho resultou em novas equações para estimativa de temperaturas médias mensais para o Estado de São Paulo e em mapas de épocas prováveis de maturação para as cultivares do IAC Mundo Novo, Catuaí e Obatã. Em um segundo momento, os resultados indicaram áreas com diferentes potenciais climáticos para a produção de bebidas com qualidade superiorno Estado de São Paulo. “A espacialização dos valores de ICQ evidenciou áreas mais favoráveis à expansão da lavoura cafeeira visando à produção de bebidas com qualidade superior no Estado”, afirma a estudante. Bardin-Camparotto acredita que a variação do ICQ no Estado ajudará os produtores a planejar o sistema produtivo do café. Além disso, o aumento do cultivo do café em áreas com esse alto potencial climático poderá melhor suprir o mercado interno e externo com cafés especiais.
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Pós-Graduação do IAC
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O IAC possui curso de Pós-Graduação, desde 1999, sendo referendado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).
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Em 27 de junho, o Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, completou 125 anos de ininterrupta pesquisa agrícola. Em um ano tão especial para o Instituto, a PG-IAC realiza a sua 1.º defesa de tese de doutorado, e o tema a ser defendido – café – foi a cultura motivadora para a criação do IAC durante o império.
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Para a coordenadora da Pós-Graduação do IAC, Adriana Parada Dias da Silveira, é um grande marco para o Instituto. “Esta defesa abre muitas oportunidades para a Pós-Graduação do IAC e ao Instituto, pois cria maiores oportunidades de internacionalização do curso, incremento nas produções científicas e técnicas e consolidação do curso, que são pontos importantes para elevá-lo ao nível de excelência”, afirma a pesquisadora do IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
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A experiência no estágio
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A doutoranda afirma que o estágio no IAC serviu para mostrar a importância da pesquisa voltada para a agricultura e para o meio ambiente. Além disso, foi por meio do estágio que surgiu o interesse em seguir a carreira acadêmica. Para se qualificar, ela iniciou o mestrado em “Mapas de risco climático de ocorrência de doenças fúngicas para a videira Niagara Rosada no circuito das frutas”, umano após a conclusão da graduação. O mestrado também foi realizado na PG-IAC. “Escolhi continuar os estudos no IAC devido à credibilidade desta instituição. Diversas tecnologias voltadas à agricultura foram desenvolvidas por alunos da Pós-Graduação do IAC e hoje são aplicadas por produtores de todos os portes”, afirma Bardin-Camparotto.
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A estudante afirma que a experiência do estágio em climatologia foi importante porque, a partir daí, realizou estudos na área de meio ambiente e sustentabilidade ambiental, além de interagir com outras áreas como: solo, geoprocessamento e fitopatologia.
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