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Em 28 de julho, Dia do Agricultor, IAC expõe variedades e pacotes tecnológicos no Parque da Água Branca, em São Paulo
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O evento tem o objetivo de homenagear esses profissionais e aproximar o campo da população da cidade
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Por Mônica Galdino (MTb 47045) – Assessora de Imprensa IAC e Fernanda Domiciano e Raquel Hatamoto – Estagiárias
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Das mãos do homem do campo brotam os resultados dos estudos desenvolvidos em laboratórios e campos do Instituto Agronômico (IAC), de Campinas. Em celebração ao Dia do Agricultor, comemorado em 28 de junho, o IAC apresenta variedades e pacotes tecnológicos no Parque da Água Branca, em São Paulo, em exposição montada pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. O objetivo do evento é homenagear o relevante trabalho realizado por esses profissionais, além de aproximar a cidade do campo. Na ocasião, o IAC vai expor materiais como: feijão IAC Formoso, rico em isoflavona, alho negro, antúrio, cana-de-açúcar, laranja de polpa vermelha, tangerina sem semente, variedades comerciais de citros, abacaxi, pêssego nêspera e mandioca, além de sementes e o Programa de Cafés Especiais do Instituto. O público também terá acesso a informações sobre sustentabilidade hídrica.
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De acordo com o diretor-geral do IAC, Hamilton Humberto Ramos, a agricultura é uma das profissões com o maior desafio para as próximas décadas, considerando-se a expectativa de crescimento populacional e a necessidade de produção de alimentos para atender às demandas, sem expansão das áreas agricultáveis. Esse desafio é reforçado pela exigência de preços acessíveis e exigências ligadas à qualidade dos produtos e segurança alimentar. “O agricultor terá que produzir mais, na mesma área e com custo menor”, diz. Dados recentes apontam que em 1940 um agricultor produzia alimento para 19 pessoas, enquanto que em 1970 para 73 e em 2010 para 155.
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Nesse cenário, Ramos considera que o conjunto de tecnologias agrícolas — envolvendo variedades mais produtivas e resistentes e tratos culturais adequados, como espaçamento e poda recomendados, além de aplicação de agrotóxicos com segurança e eficiência, constitui o melhor recurso para o agricultor. O diretor-geral do IAC ressalta que agricultor não está sozinho nessa missão. Ele pode e deve contar com a ciência agrícola. “O Instituto é uma fonte de informações e soluções tecnológicas nessa área e está aberto aos agricultores das diversas cadeias de produção e de todas as regiões brasileiras”, afirma.
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Na exposição de 28 de julho, o IAC vai mostrar variedades e tecnologias que atendem do pequeno ao grande produtor rural. A ideia do evento é homenagear esses profissionais, transmitir informações e ainda aproximar os visitantes do Parque da Água Branca, localizado em uma grande metrópole, do campo. A exposição pretende passar à população da cidade a relevância do trabalho realizado pelos agricultores, além de mostrar como a ciência agrícola está inserida no cotidiano popular.
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O IAC vai apresentar ao público sua mais recente descoberta a nível mundial: a presença da isoflavona no feijão. Os visitantes do parque da Água Branca poderão conhecer a variedade de feijão IAC Formoso, laçada em 2011, que é uma importante fonte do fitoestrógeno que pode prevenir doenças coronárias e crônicas, bem como ser usado na reposição hormonal pelas mulheres.
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O principal alimento fonte de isoflavona é a soja. A leguminosa, porém, não é tão consumida pelos brasileiros como o feijão. Nos estudos do Instituto Agronômico, foi constatado que a quantidade de isoflavona encontrada no feijão pode variar de 1% a 10%. O IAC Formoso tem o nível máximo encontrado até agora. “A quantidade encontrada na cultivar de feijoeiro Pérola, que é padrão no mercado, foi de 0,8 mg/kg de isoflavona, enquanto no IAC Formoso, foi de 8,92 mg/kg. Este teor é alto, pois o brasileiro come feijão e não soja”, afirma Alisson Fernando Chiorato, pesquisador do IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Os estudos para a descoberta da isoflavona levaram cerca de um ano e tiveram parceria da Universidade de São Paulo (USP).
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O material do IAC tem também 22,86% de proteína, enquanto outros têm cerca de 20%. O feijão desenvolvido pelo Instituto Agronômico tem ainda menor tempo de cozimento. Na panela de pressão, ele fica pronto em 20 minutos, enquanto as outras variedades levam entre 25 a 30 minutos.
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Para o agricultor, o IAC Formoso tem vantagens como a resistência a três das doenças mais comuns que atacam o feijoeiro – antractone, mancha-angular e fusarim solani. Com essa característica é possível diminuir em até 30% a aplicação de defensivos agrícolas. O material tem ainda potencial produtivo de 4.025 kg/ha, dependendo da prática de manejo, como adubação de solo, irrigação e controle efetivo de pragas e doenças.
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Confira os outros materiais que o IAC vai expor no evento:
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Abacaxi IAC Fantástico: Lançado em janeiro de 2010, a variedade desenvolvida pelo IAC é resistente a fusariose – principal doença que ataca a cultura do abacaxi no Brasil – e mais produtiva. Os frutos tem cor amarelo intenso, com sabor doce e pouco ácido. As plantas não têm espinhos, o que facilita a colheita.
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Alho Negro: A variedade pode ser utilizada de forma versátil na culinária, pois tem como características o sabor adocicado, levemente defumado e frutado, além da maciez. Esses atributos vêm ganhando a simpatia dos chefs de cozinha e
\r\ndos consumidores finais. Durante o evento, o público poderá degustar o produto desenvolvido pelo Instituto Agronômico.
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Antúrio: As variedades IAC de antúrio são as mais produzidas no Brasil. Só a chamada Eidibel/IAC tem cerca de 500 mil plantas cultivadas atualmente no País, segundo a pesquisadora do IAC, Roberta Pierry Uzzo. A Eidibel/IAC é seguida pelas outras variedades desenvolvidas pelo Instituto, a Cananéia, que é branca, Juréia e Rubi.
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Cana-de-açúcar: Nos últimos anos o IAC desenvolveu 19 variedades de cana-de-açúcar para o setor sucroalcooleiro, acompanhadas de pacotes tecnológicos que têm viabilizado a canavicultura em 11 Estados brasileiros e também no exterior.
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A competitividade paulista tem sido transferida para outros países, que buscam no IAC parcerias para o desenvolvimento do setor. É o caso do México, que ao adotar variedades e tecnologias do IAC já alcançou o dobro da produtividade em seus canaviais, comparando com resultados obtidos com as variedades até então plantadas no País. Países da América Central e Angola também já mantêm contato com o Instituto com o interesse na recepção de tecnologias paulistas.
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Programa IAC de Cafés Especiais: No evento serão expostas mudas e grãos desenvolvidos pelo Programa de Cafés Especiais do IAC. Os cafés especiais são aqueles que além da elevada qualidade de bebida tem atributos sensoriais distintos e marcantes, com ênfase no sabor e aroma.
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A ideia do Programa IAC de Cafés Especiais é oferecer ao setor da cafeicultura uma “carta de cafés” — opções variadas de cultivares diferenciadas pela qualidade sensorial — com possibilidade de reorientações nas pesquisas científicas que possam resultar em materiais específicos para as demandas apresentadas pelas regiões geográficas onde se pretende cultivá-los. A qualidade do café é muito sensível às variações de ambiente, as constituição genética da cultivar e à forma de processamento na pós-colheita.
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Segundo o pesquisador do IAC, Gerson Silva Giomo, há potencial para produção de cafés com nuances de sabor e aroma floral, frutado, achocolatado, cítrico, entre outros.
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O trabalho de seleção é focado nas características qualitativas que interessam ao café especial, como tamanho do grão e qualidade de bebida. As inúmeras características qualitativas que podem ser exploradas para o desenvolvimento de cafés com qualidade sensorial diferenciada só são viáveis graças ao Banco de Germoplasma mantido pelo IAC — um dos mais completos do mundo.
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Laranja de polpa vermelha: Apresenta coloração intensa devido à presença do licopeno e de maiores teores de betacaroteno. “A variedade apresenta de 275% a 675% mais licopeno que a laranja Pêra, que tem 0,1 mg deste carotenoide por litro de suco”, afirma o pesquisador do IAC, Rodrigo Rocha Latado.
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Segundo Latado, quanto mais intensa a coloração do suco, maior valor é agregado à fruta e ao suco. “O custo de produção é o mesmo, assim como a receita, mas o consumidor prefere o suco de cor intensa. É possível agregar valor à produção das laranjas e de suco produzido no Brasil com o uso de laranjas de polpa vermelha”, diz o pesquisador.
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Mandioca: A variedade de mesa IAC 576-70 é a campeã de produção no Estado de São Paulo, representando quase 100% do plantio. A variedade, lançada em 1984, é mais produtiva, com maior nível de resistência genética a doenças e com alto teor de carotenóides, precursores da vitamina A. A pesquisadora do IAC, Teresa Losada Valle, recebeu o Prêmio Péter Murányi 2012 – Alimentação pelo trabalho “A variedade de mandioca de mesa IAC 576-70 como agente transformador na segurança alimentar de populações de baixa renda, pequenos agricultores e patrimônio genético”.
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Tangerina sem sementes: Desde 2007, o Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, têm disponibilizado aos produtores rurais três variedades de tangerinas sem sementes selecionadas. São elas: Clementina Nules IAC 1742, Nova IAC 1583 e Ortanique IAC 554. O IAC também disponibiliza pacote tecnológico para o cultivo das variedades. A pesquisa é pioneira no Estado de São Paulo.
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Os materiais se destacam pela coloração, sabor, ausência de sementes e grande apelo comercial se comparada às tradicionais variedades comercializadas, como a Ponkan e Murcott. Além de atender às exigências dos consumidores internos, as variedades sem sementes abrem importante opção de exportação para os produtores, já que no mercado europeu, os consumidores só adquirem frutas sem sementes. Esse nicho sempre esteve no foco das pesquisas Instituto, iniciadas em 2003, sob coordenação da pesquisadora do IAC, Rose Mary Pio.
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Sementes: Os visitantes poderão conhecer algumas sementes desenvolvidas pelo o Instituto Agronômico, como aveia, cevada, triticale, trigo, arroz agulhinha, aromático, preto e arbóreo, amendoim, gergelim, crotalárea, mucuna, tremoço, feijões, soja, milho-pipoca, milho, mamona e girassol.
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Serviço
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Exposição do Dia do Agricultor
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Data: 28 de julho de 2012
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Horário: 9h às 16h
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Local: Parque da Água Branca
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Endereço: Av. Francisco Matarazzo, 455 - Água Branca, São Paulo – SP.
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