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Governador do Estado de São Paulo participa das comemorações do aniversário de 125 anos do IAC

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Instituto celebrou a data, em 27 de junho, com a entrega do restauro do prédio D. Pedro II e a apresentação de pesquisa inédita no mundo
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Por Fernanda Domiciano – Estagiária – Assessoria de Imprensa – IAC
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O Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, completou, em 27 de junho, 125 anos de pesquisas agrícolas ininterruptas. A comemoração do aniversário começou às 10h, com a entrega do restauro do prédio D. Pedro II. Às 11h, houve sessão solene com a entrega de prêmios e homenagens a pesquisadores, servidores de apoio, autoridades, produtores rurais e instituições externas. Estiveram presentes na cerimônia o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, a secretária de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Mônika Bergamaschi, deputados federais, deputados estaduais e políticos. O IAC apresentou também no aniversário uma pesquisa inédita no mundo: a descoberta de quantidade expressiva de isoflavona no feijão.
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Na cerimônia Alckmin disse que o IAC foi o responsável pelos avanços na agronomia, agroecologia e no agronegócio. “Para onde nós olharmos, no clima, solo, produtos da cana, arroz, trigo, em todas as áreas, seja nas frutas e nas flores, nós vamos verificar a ação do conhecimento da pesquisa e do avanço da tecnologia trazidos pelo IAC”, afirmou. O governador do Estado de São Paulo comentou ainda sobre a beleza do prédio D. Pedro II do IAC. “É uma alegria comemorar os 125 anos do IAC. Este prédio é maravilhoso, mas mais importante que isso, é o capital de conhecimento gerado nele”, afirmou Alckmin. O restauro do prédio D. Pedro II do IAC foi feito com recursos exclusivos do Governo do Estado de São Paulo.
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Em seu discurso, o diretor-geral do IAC, Hamilton Humberto Ramos, falou sobre as conquistas realizadas pelo Instituto Agronômico nesses 125 anos, como o desenvolvimento do feijão carioca, que é o mais consumido no Brasil, o de clones de seringueira IAC que fazem de São Paulo o maior produtor brasileiro de borracha, a produção elevada de amendoim, café e mandioca, além do acervo meteorológico do Instituto que data de 1890. Ramos falou ainda sobre o conhecimento na área de solos, as pesquisas com citros, a “tropicalização” das frutas que só iam bem em clima frio, estudos com cana-de-açúcar que expandiram as fronteiras paulistas e hoje o Instituto disponibiliza variedades e pacotes tecnológicos no México e em Moçambique e a formação de recursos humanos, gerada pela Pós-Graduação do Instituto. O diretor-geral lembrou ainda das pesquisas na redução de aplicação de defensivos agrícolas, o que gera vantagem para os produtores e consumidores. “Mas não vivemos só de passado e não queremos apenas resolver problemas. Temos que antever oportunidades, já que a solução do problema apenas restaura a normalidade. Na busca desse avanço, temos mais de 600 projetos de pesquisa em desenvolvimento. Nosso grande desafio é alimentar e vestir 3 bilhões de pessoas com elevada qualidade nutricional e respeito ao meio ambiente”, disse Ramos.
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Durante o evento, a secretária de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Mônika Bergamaschi, falou ainda sobre o a importância dos investimentos em pesquisa do agronegócio para São Paulo e para o País. “Somos o Estado que mais produz cana-de-açúcar, suco de laranja, frutas e seringueira. Isso não é nada além das pesquisas e do trabalho extenso dos pesquisadores, que tem o IAC como pioneiro. Cada um real investido em pesquisa se converte de R$ 12,50 a R$ 27. Hoje, 27 de junho de 2012, podemos considerar o dia nacional do progresso”, disse a secretária.
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O coordenador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), Orlando Melo de Castro, comentou que desde 2008 foram investidos mais de R$ 50 milhões nos institutos de pesquisa agrícola de São Paulo e hoje existem mais de 40 laboratórios dos Institutos da APTA que possuem algum tipo de certificação. “Tivemos maiores investimentos em infraestrutura, maquinário, equipamentos... é uma nova dinâmica que só não percebe quem não quer. E isso tem acontecido porque somos bons no que fazemos e temos conseguido sensibilizar nossos governantes sobre o nosso valor. O governador Geraldo Alckmin esteve presente para valorizar o trabalho que o IAC faz para o agronegócio de São Paulo e também do exterior”, afirmou.
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IAC descobre quantidade expressiva de isoflavona no feijão
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            Todos os dias, seja no almoço, seja no jantar, o feijão não falta na mesa dos brasileiros. Que ele é a principal fonte de proteína da população do País, muitos já sabiam. O que não era conhecido é o fato de a leguminosa ser também uma importante fonte de isoflavona, fitoestrógeno que pode prevenir doenças coronárias e crônicas, bem como usado na reposição hormonal pelas mulheres. Em artigos internacionais, os pesquisadores afirmam que há quantidade inexpressiva de isoflavona no feijão, porém, em estudos desenvolvidos pelo Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, foi comprovado que na variedade de feijão IAC Formoso, há 10% da isoflavona encontrada na soja. O material do IAC tem ainda 20% a mais de proteína quando comparado com as outras variedades de feijão. A descoberta é o primeiro passo e pode resultar em maior valor agregado ao feijão, além de servir de base para outros estudos de enriquecimento dos alimentos.
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            O principal alimento fonte de isoflavona é a soja. A leguminosa, porém, não é tão consumida pelos brasileiros como o feijão. Nos estudos do IAC, ficou constatado que a quantidade de isoflavona encontrada no feijão pode variar de 1% a 10% da quantidade disponível na soja. “A quantidade observada na cultivar de feijoeiro Pérola, que é padrão no mercado, foi de 0,8 mg/kg de isoflavona, enquanto no IAC Formoso, foi de 8,92 mg/kg. Este teor é alto, pois o brasileiro come feijão e não soja”, afirma Alisson Fernando Chiorato, pesquisador do IAC, da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo.  
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Entrega do restauro
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             A entrega do restauro do prédio D. Pedro II do IAC, em 27 de junho, às 10h, na Sede do IAC, em Campinas, marcou o início da cerimônia de aniversário do Instituto. Projetado por Henrique Florence, em estilo art nouveau, o edifício foi construído em 1888 e passou por reformas e ampliações antes de ser tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (CONDEPACC) e pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (CONDEPHAAT). Mesmo com as modificações – que estão diretamente ligadas à evolução do IAC – o prédio mantém a fachada original há 100 anos.
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O anúncio de restauração do prédio foi feito pelo governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, em 11 de novembro de 2011. A obra foi iniciada em dezembro do mesmo ano e realizada pela empresa La Forma – contratada por Pregão Eletrônico realizado em 30 de novembro de 2011. O investimento foi da ordem de R$ 756.500,00 e o recurso, disponibilizado exclusivamente pelo Tesouro do Estado de São Paulo.
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O Prédio D. Pedro II é considerado um dos cartões postais de Campinas e símbolo do período imperial na cidade. O edifício foi o primeiro local a abrigar a Sede do IAC. A escolha de sua localização foi estratégica: um terreno plano, próximo de um gasômetro, o que possibilitava a obtenção de gás de forma mais fácil. Campinas, na época, não possuía água e esgoto encanados. “O IAC nasceu no prédio D. Pedro II. Essa edificação é a pedra fundamental do Instituto. Em um País sem memória, como o Brasil, nós podemos nos orgulhar de preservarmos nosso passado. Porém, nunca deixamos de olhar para frente e gerar soluções para a agricultura paulista e brasileira. O IAC sempre teve característica vanguardista”, afirma o diretor-geral do IAC, Hamilton Humberto Ramos. O diretor-geral relembra que o Estado de São Paulo passou por grandes transformações devido à cafeicultura, da qual o IAC foi pioneiro em pesquisa, mas quando houve a quebra da bolsa de valores em 1929, o Instituto já pesquisava o algodão, o que serviu para dar suporte aos agricultores afetados pela crise.
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125 anos
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           Durante os 125 anos de atuação, o IAC desenvolveu mais de 900 variedades de 66 espécies de plantas, de elevada qualidade nutricional, alta produtividade, resistência fitossanitária e menor exigência hídrica.
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O Instituto dedica-se ao melhoramento genético convencional de plantas agrícolas e aos pacotes tecnológicos que envolvem essas espécies, desde o plantio à colheita, incluindo estudos de solo, clima, pragas e doenças e segurança e eficiência na aplicação de agrotóxicos. São soluções tecnológicas que atendem desde o pequeno até o grande produtor rural.
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