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IAC promoveu Dia de Campo sobre técnica de pós-colheita em café, em Franca

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 Por Mônica Galdino (MTb 47045) – Assessora de Imprensa –  IAC

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Um bom café exige atenção desde a escolha da cultivar, das  técnicas adequadas no manejo, da pós-colheita e do preparo correto da bebida. O Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, possui  longo histórico de sucesso de pesquisas em café, sendo responsável por 60% das cultivares registradas no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). O Instituto, criado inicialmente para desenvolver pesquisa em café, possui longa experiência em desenvolver cultivares e técnicas adequadas para o manejo e pós-colheita. Em 23 e 24 de maio, o IAC, em parceria com a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) e a Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas (Cocapec), promoveu o Dia de Campo sobre pós-colheita e qualidade do café. O evento foi uma iniciativa multi-institucional para disponibilizar aos cafeicultores familiares conhecimentos técnicos que contribuem para aprimorar a  qualidade do café da região de Franca, em São Paulo.
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De acordo com o pesquisador do IAC, Gerson Silva Giomo, para preservar a qualidade pré-definida na lavoura, o café necessita ser colhido corretamente e bem manejado na pós-colheita. Caso isso não ocorra, pode haver uma queda na qualidade. O investimento na colheita pode representar até 35% do custo de produção de café. O maior estimulo para a produção de qualidade fica evidente quando comparados os preços médios das sacas de café beneficiado de excelente qualidade, que está entre R$430,00 a R$395,00, enquanto as sacas de café de baixa qualidade ficam por volta de R$320,00 e R$350,00. “Qualquer cultivar de café arábica pode produzir cafés de boa  qualidade, mas para que se obtenha a excelência do produto as condições ambientais e de  processamento pós-colheita precisam ser favoráveis”, afirma o pesquisador do IAC, da Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
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Os preços têm levado os produtores a investir na melhoria constante da qualidade. “O valor agregado dos produtos pode ser de 50% a 100% quando comparado ao do café comum. Neste caso, fica visível a diferença de preço entre um café  de baixa qualidade e um de boa qualidade”. O café  especial é mais valorizado à medida que o seu diferencial de  qualidade for superior em relação aos demais cafés. Assim, quanto mais raro e mais  exótico maior será o seu preço no mercado. Existe também a questão da produção em quantidade limitada (microlote), o que  contribui para elevar o preço, diz Giomo.
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Os produtores mais  próximos dos mercados que valorizam a qualidade do café perceberam  que o investimento em melhoria de qualidade é um processo continuo, mas que traz benefícios diretos e indiretos à propriedade, agregando valor ao produto.
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O Dia de Campo buscou capacitar as pessoas que trabalham no processamento e na secagem do café, conhecidos como terreireiros. O pesquisador explica que os trabalhadores precisam entender todo o processo de  secagem para poder tomar as melhores decisões e adotar procedimentos  que contribuam para preservar a qualidade do café durante a secagem.

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