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Por Mônica Galdino (MTb 47045) – Assessora de Imprensa – IAC e Fernanda Domiciano – Estagiária
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O Programa Aplique Bem desenvolvido pelo Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, em parceria com a empresa Arysta Lifescience, completou cinco anos na Agrishow 2012 e como presente de aniversário ganhou mais um Tech-móvel – veículo adaptado para percorrer as propriedades de todo País e ensinar a maneira correta do trabalhador rural aplicar agrotóxico, além de avaliar os pulverizadores utilizados na aplicação. O anúncio ocorreu, em 3 de maio, pelo CEO da Arysta Lifescience, Flávio Prezzi, durante a apresentação do banco de dados inédito sobre a qualidade dos pulverizadores do Brasil, no estande da Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Estiveram presentes na cerimônia a secretária de Agricultura, Mônika Bergamaschi, o coordenador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), Orlando Melo de Castro, e o diretor-geral do IAC, Hamilton Humberto Ramos.
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Cada Tech-móvel tem a capacidade de realizar 200 treinamentos por ano. O objetivo é aumentar os atendimentos em 50%. “Quando decidimos fazer parte do projeto, não tínhamos grandes ambições. Tínhamos uma van, mas no mesmo ano percebemos que precisávamos de mais e adquirimos outro Tech-móvel. Na comemoração desses cinco anos de Programa, anunciamos que o novo veículo está sendo adaptado e começará a rodar o Brasil em breve”, afirmou Prezzi.
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De acordo com Hamilton Humberto Ramos, coordenador do Programa e diretor-geral do IAC, o Aplique Bem é voltado preferencialmente para os trabalhadores paulistas, mas atua em todo o Brasil e caminha para a internacionalização. “Seu diferencial é a difusão de tecnologia para um público que vai desde pequenos produtores, na agricultura familiar, até as grandes propriedades, onde se utilizam pulverizadores automotrizes. A notícia do terceiro veículo é excelente. Ela é tudo que alguém que trabalha com aplicação de defensivos sonha”, afirmou.
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Durante o evento, o diretor-geral do IAC lembrou que a parceria entre o Instituto e a Arysta não tem qualquer fim comercial. “Durante os treinamentos não falamos sobre produtos e marcas. Explicamos apenas o processo de aplicação”, explicou.
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De acordo com Prezzi, o interesse da Arysta no Programa é construir relações de confiança. “Queremos aumentar a qualidade da aplicação e evitar desperdícios. Precisamos produzir mais alimentos de forma saudável para atender a população mundial e, para isso, precisamos pensar em quantidade e também em qualidade. É por isso que apoiamos esse projeto”, afirmou.
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Castro lembrou do ineditismo do Aplique Bem e afirmou que ele só deu certo devido à “boa vontade e boa intenção de fazer a coisa certa”. “Em nossos Institutos não medimos esforços para fazer uma agricultura melhor e uma das formas de atingir esse objetivo é transferir tecnologia para os vários segmentos do setor. Só conseguiremos criar uma agricultura diferenciada e de vanguarda se ensinarmos os produtores a usar da melhor forma os equipamentos. Que a gente não atinja apenas 30 mil produtores, mas outros milhares em todo o País”, afirmou o coordenador da APTA.
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Em seu discurso, Bergamaschi disse que “quem trabalha com agricultura trabalha pelo outro e é isso que a pesquisa paulista tem feito”. A secretária lembrou que o Brasil tem condições de produzir para atender a demanda por alimento e energia. “Precisamos produzir respeitando a sustentabilidade econômica, social e ambiental”, afirmou.
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Em cinco anos, cerca de 30 mil trabalhadores rurais já foram treinados pelo Programa nos seguintes Estados: Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro, Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Norte, São Paulo, Sergipe, Paraíba e no Distrito Federal.
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Banco de dados
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O Aplique Bem percorreu o Brasil para ensinar de modo prático o trabalhador rural a aplicar defensivos agrícolas. Nesses cinco anos, foram avaliados cerca de 900 pulverizadores usados na aplicação de agrotóxico o que rendeu um banco de dados inédito sobre a qualidade das máquinas de aplicação usadas no País. Segundo Ramos, as informações são importantes principalmente para as empresas fabricantes de pulverizadores, para os técnicos do próprio Aplique Bem e também para aqueles que trabalham com segurança na aplicação.
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O banco de dados vai gerar relatórios em formato PDF, no Excel e em gráficos. Os interessados deverão solicitar as informações para o IAC e a Arysta, que repassará apenas os dados da empresa solicitante. “Teremos o cuidado para que as empresas não utilizem esses dados de forma comercial, mas sim, como ferramenta para melhoria dos seus equipamentos. O banco tem a finalidade de ajudar as empresas na área de desenvolvimento, de forma que possibilite melhorias na engenharia”, explica.
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Os dados poderão ser analisados por tipo de pulverizador e por marca, por região e por tamanho da propriedade agrícola, além de informações sobre desgaste de pontas, de barras e outros componentes, que poderão contribuir na identificação das causa dos problemas dos implementos.
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