Notícias IAC

Pacotes tecnológicos e geração de conhecimento

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IAC apresentou protótipo inédito e mais eficiente para analisar a rugosidade do solo
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Aparelho serve de parâmetro para a conservação do solo e água, além de auxiliar na escolha de culturas e manejo adequado.
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O Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, apresentou na Agrishow 2012, o Rugosímetro, equipamento que analisa a rugosidade do solo. O aparelho foi desenvolvido pelo pesquisador do IAC, Antônio Carlos Loureiro Lino, com base na técnica óptica de moiré que, trabalhando com a projeção de retículos na superfície, permite a geração de Modelos Digitais do Microrrelevo do solo, com mais informações.
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A rugosidade é um parâmetro importante na conservação de solo e água, pois está diretamente ligada à infiltração de água no solo, escorrimento, selamento superficial e erosão. “O índice de rugosidade é um dos componentes da equação universal de perda de solo. Esta equação serve de parâmetro para a escolha das melhores práticas de conservação do solo”, explica o pesquisador do IAC.
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As práticas mais utilizadas para análise de rugosidade são os perfilômetros de varetas que embora sejam simples e fáceis de operar, são lentos, cansativos e trazem poucas informações. Por esse motivo, faz-se necessário o desenvolvimento de equipamentos precisos, rápidos e fáceis de serem levados ao campo, como o Rugosímetro. A técnica escolhida pelo pesquisador forma um conjunto de técnicas versáteis baseadas no fenômeno de moiré, empregadas na medição de deformações no plano e fora do plano, contornos topográficos, inclinação, curvatura e formas dos objetos.
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O protótipo desenvolvido pelo pesquisador do IAC é formado por uma estrutura metálica coberta por uma lona, criando uma tenda, para impedir a entrada de luz, permitindo a projeção das grades no seu interior. No seu topo, são fixados uma câmera CCD e miniprojetor LCD acoplados a um laptop. O equipamento trabalha engatado ao sistema hidráulico de um trator, o que permite seu deslocamento no campo. As imagens capturadas e tratadas por softwares para a geração do Modelo Digital que contêm mais informações que as linhas de perfil obtidas com perfilômetros de varetas. Os testes realizados em laboratório resultaram em maior rapidez e precisão do aparelho.
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O Rugosímentro é voltado para práticas acadêmicas, colaborando na escolha da cultura e melhor técnica de manejo. Segundo Lino, a leveza do equipamento possibilita que ele seja levado ao campo sem muita dificuldade. Além disso, a medição 3D propicia a construção de modelo digital do microrrelevo do solo, disponibilizando maior número de informações, quando comparadas com os perfilômetros de varetas. “O aparelho foi desenvolvido para obter a rugosidade de qualquer tipo de solo”, diz o pesquisador do IAC.
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IAC gera conhecimento sobre sustentabilidade hídrica
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Abrir uma torneira é um ato tão corriqueiro que poucos pensam como aquela água, que vem de rios e lagos doces muitas vezes a quilômetros de distância, chega limpa e em abundância até as casas dos brasileiros. Ainda que o tema sustentabilidade seja pauta constante na mídia, pouco se fala sobre o conceito voltado para a preservação de mananciais, nascentes e aquíferos.
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O Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, é uma das poucas instituições de pesquisa que desenvolve projetos na área. Em 2012, o público da Agrishow pôde conhecer parte desses estudos e conversar diretamente com a técnica de apoio à pesquisa científica do IAC, Ana Carolina Martins Fantin. No Brasil, o setor agrícola é o grande campeão no consumo de água através da irrigação. Esse fato ocorre porque muitos Estados ainda não têm mecanismos de controle do uso dos recursos hídricos. Além disso, não existe uma cultura forte de preservação. “O Brasil é considerado um País privilegiado em recursos hídricos, porém, ainda não detém sustentabilidade hídrica”, afirma.
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Fantin explica que o Brasil tem muita água se comparado a outros países, mas todo esse potencial está mal distribuído entre as diferentes localidades. Regiões de alta densidade populacional, índice elevado de produção agrícola e pátio industrial desenvolvido não podem contar apenas com o potencial natural da rede hidrológica. “A tendência hoje é o aumento da demanda por água, tanto nas cidades como nas células rurais. A produção da própria água é fundamental para garantir o bem estar e a estabilidade social e econômica”, informa.
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A produção de água, à primeira vista, parece impossível, mas a técnica do IAC explica que existem inúmeras medidas relativamente simples capazes de aumentar a permeabilidade do solo, o que implica maior infiltração de água. Esse processo aumenta o potencial de abastecimento das nascentes, que é o início de todo o complexo hidrológico. “Essa manipulação não é, necessariamente, o reflorestamento. Práticas agrícolas adequadas, que atendam as especificidades de cada propriedade, podem aumentar muito a permeabilidade do solo”, esclarece.
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Segundo Fantin, o processo de degradação já instaurado nos ecossistemas hoje é de difícil neutralização e as medidas corretivas demoram muitos anos para surtirem efeitos. A principal medida a ser tomada é cessar imediatamente o despejo de qualquer carga poluente. “Não só resíduos industriais, mas também orgânicos, como os esgotos domésticos”, completa.
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Estratégias de Sustentabilidade Hídrica
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Existem duas estratégias de sustentabilidade hídrica que podem ser utilizadas: o gerenciamento restritivo e o gerenciamento de provisão. No Brasil, somente o primeiro é utilizado. Como o próprio nome já diz, o gerenciamento restritivo evoca o racionamento da água a partir da economia do consumo. “Essa estratégia, apesar de válida e racional, embute cerceamento e policiamento. Podem gerar incômodo e desconforto”, diz o pesquisador do IAC, Rinaldo de Oliveira Calheiros.
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Ele explica que esse modelo de sustentabilidade, mais convencional, se baseia no princípio dos 5 Rs: Reduzir, Reciclar, Reutilizar, Repensar e Recusar. Os projetos do IAC, no entanto, pensam o conceito de sustentabilidade hídrica a partir do gerenciamento de provisão, em que se preconiza o aumento da produção de água no âmbito e para o município. “Essa forma de gerenciamento visa disponibilizar mais água ao usuário e revitalizar ecossistemas aquíferos”, esclarece Calheiros.
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O gerenciamento de provisão é importante uma vez que hoje, a rede hídrica preconiza a captação de água de mananciais cuja origem quase sempre é fora dos municípios que abastece. Segundo o pesquisador, isso acarreta em problemas como a priorização do abastecimento público, deixando indústria e lavoura para o segundo plano.
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O IAC elabora projetos adequados às características específicas dos locais que buscam alcançar a sustentabilidade hídrica. São trabalhos desenvolvidos pensando na recarga das águas subterrâneas, na otimização dos processos de reuso, nos acordos de créditos de água e nos Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA).
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Textos
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Assessoria de Imprensa – IAC
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19-2137-0613/ 2137-0616
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Assessora de Imprensa: Carla Gomes (MTb 28156) – midiaiac@iac.sp.gov.br
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Assessora de Imprensa: Mônica Galdino (MTb 47045) – comunicacao@iac.sp.gov.br
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Estagiárias: Fernanda Domiciano e Raquel Hatamoto
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www.iac.sp.gov.br

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