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IAC realiza o Brazilian Zinc Day nesta terça, 6

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Evento, que nesta terça, 6, no IAC, busca divulgar a importância do zinco na produção agrícola para a nutrição humana e animal
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Por Carla Gomes (MTb 28156) – Assessora de Imprensa – IAC, Mônica Galdino (MTb 47045) – Assessora de Imprensa – IAC
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Uma alimentação rica e variada é uma das recomendações médicas para uma vida saudável. Nesse contexto estreitamente ligado à agricultura, o Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, ao longo dos seus 124 anos procura desenvolver estudos para uma produção de alimentos de alta qualidade nutricional para a saúde da população. Essa característica envolve o uso de zinco e de outros nutrientes na adubação. Devido à importância do tema, o IAC promove o Brazilian Zinc Day, no dia 06 de dezembro de 2011, a partir das 8h, na Sede do Instituto, em Campinas. O evento busca divulgar a importância do zinco na produção agrícola para a nutrição humana e animal, expondo os riscos para a saúde humana que a ingestão de quantidades abaixo do recomendado pode causar. O evento é voltado para os profissionais de instituições públicas e privadas, que trabalham na geração e transferência de novas tecnologias e assessoria ao produtor rural.
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O Instituto é pioneiro em pesquisas sobre adubação com micronutrientes visando aumentar a produtividade das culturas, destacando os estudos com gramíneas, café, citros e cana-de-açúcar. Os registros de pesquisa de seleção de extratores, método que avalia a quantidade de nutrientes do solo para fornecimento da planta, datam de 1940, sendo a primeira referência da análise de manganês em solos paulistas. A partir de 1993, com a oficialização do Estado de São Paulo no método de extração de nutrientes Ácido Dietileno Triamino Pentacético (DTPA) incluindo o zinco, a análise de micronutrientes em solos assumiu uma posição central, servindo de elemento básico na transferência de informações, no planejamento das adubações e no monitoramento do ambiente. Em 2008, o IAC passou a integrar a HarvestZinc —rede internacional de pesquisa sobre biofortificação com zinco. O processo de biofortificação consiste no enriquecimento da cultura com algum nutriente essencial para o ser humano. A maioria dos estudos realizados no IAC, no momento, envolve enriquecimento das culturas com zinco e selênio.
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Roberto Antônio Thomaziello, engenheiro agrônomo do IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, apresentará dados de pesquisas do IAC e de outras instituições em zinco na cultura do café.Durante o evento o coordenador mundial do projeto HarvestZinc, Ph.D em Nutrição Mineral de Planta, Ismail Cakmak, apresentará os resultados do projeto, incluindo outros estudos e experimentos do IAC. “O IAC tem como meta nos estudos aumentar teores de zinco em milho, trigo, soja e feijão, em aproximadamente 30%, por meio de adubações via solo e pulverização da parte aérea das plantas”, diz o pesquisador Aildson Pereira Duarte, do Programa Milho IAC—APTA, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, um dos organizadores do evento.
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No Brasil, assim como em outros países, a biofortificação pode colaborar no combate a doenças da população. O método mais adotado pelo IAC é a biofortificação de alimentos por meio da adição do nutriente via solo, como fertilizante mineral. O Instituto também desenvolve pesquisas para lançar variedades com melhor qualidade nutricional.
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Frutos da pesquisa
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Desde 1935, o Instituto Agronômico realiza trabalhos de melhoramento de mandioca. Em 1970, uma equipe de pesquisadores do IAC iniciou estudo de melhoramento da cultura da mandioca para obter variedades com raízes amarelas e melhoria na qualidade nutricional nas mandiocas de mesa. “Esse trabalho resultou no lançamento da variedade IAC 576-70, em 1990 com aproximadamente 400 (μg.100g-1) de carotenóides e 230 UI/100g de vitamina A”, diz a pesquisadora do IAC, Teresa Losada Valle. Essa variedade possui alto teor de betacaroteno, vitamina A e cor amarela. “As variedades disponíveis anteriormente tinham raízes brancas, quantidade de carotenóides e vitamina A insignificante”, afirma Valle. O betacaroteno é um dos precursores da vitamina A, nutriente essencial para o bom funcionamento da visão e do sistema imunológico do organismo. “Essa variedade mudou o perfil do consumo, pois antes havia o consumo da mandioca branca e agora aumentou o consumo da mandioca amarela”, diz a pesquisadora.
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Outros estudos do IAC em biofortificação estão em andamento, sendo que há três anos o Instituto desenvolve pesquisas para o aumento de selênio em arroz, brócolis e rabanete. Os estudos em selênio são desenvolvidos pelos pesquisadores do IAC, Ronaldo Severiano Berton e Aline Renée Coscione Gomes, e pela mestranda Kelly Francine Fernandes. O método de enriquecimento da planta consiste na adição do nutriente via solo. O objetivo, no caso do selênio, é dobrar a concentração desse elemento nas partes comestíveis da planta, respeitando o limite máximo de tolerância para o alimento, estabelecido pelo Decreto n. 55.871 do Ministério da Saúde. “O IAC foi o pioneiro no Brasil para os estudos com selênio em arroz, brócolis e rabanete”, afirma Berton.
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Esses estudos possuem impacto direto na população, pois tanto o zinco como o selênio são antioxidantes que atuam no combate aos danos causados pelos radicais livres nas células do organismo humano. Uma dieta carente desses nutrientes pode causar diversas doenças, como as do sistema cardiovascular e imunológico, e câncer. “As análises de solo para selênio têm mostrado um teor baixo deste elemento na camada superficial do solo em várias regiões do País”, diz o pesquisador. Para Berton, cabe aos órgãos de pesquisas estudarem os melhores meios de aumentar a concentração desses elementos nas plantas, pois o consumo de vegetais é o modo mais eficiente de suprir as quantidades necessárias desses componentes para os seres humanos.
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Berton explica que alguns elementos, como selênio e crômio, não são essenciais para as plantas, mas importantes para o organismo humano para um completo desenvolvimento. De acordo com o pesquisador do IAC, em vários países, como na China, Austrália e Reino Unido, e no Leste Europeu, foi constatado que as quantidades ingeridas desses elementos estavam abaixo das exigidas pelo organismo humano. Por isso procurou-se aumentar a concentração desses componentes nas plantas por meio da adição ao solo ou de um programa de melhoramento genético para produzir variedades que consigam absorver esses elementos do solo em maiores quantidades.
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No Brasil, ainda não há regulamentação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para alimentos biofortificados. Embora ainda seja incipiente os estudos em selênio no País, o pesquisador acredita que a incorporação por parte dos agricultores não será onerosa, pois as quantidades a serem aplicadas normalmente variam de 20 a 100g/ha. A maior dificuldade é a distribuição uniforme em áreas extensas. Os países que comprovaram deficiência do selênio passaram a incorporar o elemento ao adubo para distribuição no solo, como é realizado hoje no Brasil com o zinco. Berton afirma que a adição de selênio a adubos é proibida no País até a comprovação de sua necessidade.
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Serviço:
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Brazilian Zinc Day
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Local: Avenida Barão de Itapura, 1.481 – Instituto Agronômico (IAC)
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Data: 06 de dezembro de 2011
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Horário: das 8h às 18h
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Programação
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8h - 9h Inscrições e Credenciamento
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9h - 9h30  Abertura
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9h30 Mesa-redonda: zinco  na nutrição humana  Moderador: Manoel Evaristo Ferreira (Unesp - Jaboticabal)
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9h30 - 10h Papel do zinco na saúde humana Cristiane Cominetti (Universidade de São Paulo - USP)
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10h - 10h30 Importância da produção de alimentos biofortificados para o Brasil Marilia Nutti (Embrapa Agroindústria de Alimentos )
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10h30 - 10h45 Discussão
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10h45 - 11h15 Coffee Break
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11h15 - 11h45 Disponibilidade de zinco nos solos brasileiros  Alfredo Scheid Lopes (Universidade Federal de Lavras - UFLA)
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11h45 -12h30 Zinco em fertilizantes: fontes e perspectivas José Francisco da Cunha (Tec-Fertil)
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12h30 - 12h45 Discussão
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12h45 - 13h45 Brunch
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13h45 - 14h ZNI - Iniciativa Nutriente Zinco   João Moraes (IZA)
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14h - 15h  Por que as plantas necessitam de zinco? Ismail Cakmak (Universidade de Sabanci - Turquia)
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15h - 15h10 Discussão
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15h10 Mesa-redonda: zinco na nutrição das culturas Luis Prochnow (IPNI)
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15h10 - 15h30 Café Roberto Antonio Thomaziello (IAC)
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15h30 - 15h50 Cana-de-açúcar Estêvão Vicari Mellis (IAC)
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15h50 - 16h20 Coffee Break
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16h20 - 16h40 Frutíferas William Natale  (Unesp - Jaboticabal)
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16h40 - 17h Citros Rodrigo Marcelli Boareto (IAC)
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17h -17h30 Aplicação de zinco via foliar em culturas anuais Valter Casarin (IPNI)
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17h30 -18h Discussão
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18h Encerramento
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Para mais informações acesse -


Sede do Instituto Agronômico (IAC)
Avenida Barão de Itapura, 1.481
Botafogo
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