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IAC tem dois trabalhos premiados no 8º Congresso Brasileiro de Algodão
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Por Carla Gomes (MTb 28156) – Assessora de Imprensa – IAC, Fernanda Domiciano - Estagiária
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O Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, teve dois trabalhos premiados durante o 8º Congresso Brasileiro de Algodão & Cotton Expo 2011, realizado de 19 a 22 de setembro, em São Paulo. Em cada um dos três dias de Congresso foram expostos 100 pôsteres e o público escolheu o melhor deles apresentado no dia. O trabalho “Efeito de genótipos e do ambiente na formação de Neps na fibra de algodão”, desenvolvido pelo IAC foi o escolhido do dia 22. Pela quarta vez o trabalho “Comportamento de genótipos de algodoeiro na presença de patógenos e nematóides em 2010”, do IAC foi o melhor avaliado pela comissão científica. No evento também foi lançado o Boletim Científico “Desempenho de cultivares e linhagens de algodoeiro em face das ocorrências de doenças e nematóides”, que foi idealizado e coordenado pelo IAC e contou com a participação de 17 entidades de caráter público e privado.
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Ao todo, o evento teve a inscrição de 300 trabalhos e dentre estes, 24 foram escolhidos para a apresentação oral por uma comissão científica. Desses, três eram do IAC como o primeiro autor, produzido inteiramente dentro do Instituto. Em outros dois apresentados, o IAC participou como colaborador. O Instituto Agronômico levou dez trabalhos ao evento.
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Durante as atividades do congresso, outros dois pesquisadores aposentados do IAC, Imre Lajos Gridi-Papp e Nelson Machado da Silva, foram homenageados por suas contribuições para a cotonicultura.
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Na abertura do Congresso, o diretor-geral do IAC, Hamilton Humberto Ramos lembrou que o Instituto é pioneiro nas pesquisas com algodão e que agora segue gerando contribuições tecnológicas na companhia de outras instituições relevantes. “Quando em 1929 a crise do café abalou o setor agrícola, o IAC dedicou-se ás pesquisas com algodão a fim de que a fibra pudesse proporcionar à agricultura paulista recursos financeiros para a manutenção da população que vivia da atividade. Hoje, para estimular a produção de São Paulo, o IAC se empenha em estudos com o plantio adensado com o foco na redução dos custos e também com regulador de crescimento no adensamento”, afirmou.
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Ramos lembrou também em seu discurso que a pesquisa, além de movimentar a cadeia do algodão, está muito presente no cotidiano da população. “Basta observar que em cada brasileiro tem um pouco de nossa ciência, uma parte de nossos experimentos, um fragmento de nossos esforços e uma porção de investimentos financeiros e humanos que movimentam a pesquisa ao longo de décadas”, afirma o diretor-geral.
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Estudos do IAC sobre mudanças climáticas e os efeitos dessas alterações no agronegócio e no algodão brasileiro também foram apresentados ao público. O conhecimento reúne estudos atuais embasados em registros históricos do mais antigo banco de dados – o do IAC, que tem informações sobre o clima desde 1890.
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O IAC compartilhou com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) a coordenação da programação cientifica do Congresso. “A rigor, sempre temos participado da Comissão Científica do Congresso do Algodão. Nossa manutenção nessa posição, agora com mais visibilidade ainda, nos obrigou a dobrar esforços para garantir a melhor programação científica para o congressista e contribuir com mais ênfase para o sucesso do evento”, afirma o pesquisador do IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Edivaldo Cia.
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Os pesquisadores do IAC participaram como coordenadores e palestrantes de salas especializadas e também com a exposição de pôsteres e apresentações orais, principalmente na área de melhoramento genético visando à resistência no comportamento dos materiais genéticos no contexto fitossanitário, como a variabilidade do patógeno da Ramularia no Brasil.
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Boletim Técnico
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De acordo com o Boletim Científico “Desempenho de cultivares e linhagens de algodoeiro em face das ocorrências de doenças e nematóides”, distribuído no 8º Congresso Brasileiro de Algodão & Cotton Expo 2011, as doenças e nematóides destacam-se entre os principais problemas técnicos da cotonicultura brasileira.
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A publicação, lançada pelo Instituto Mato-Grossense do Algodão, aborda o desempenho de cultivares e linhagens de algodoeiro disponíveis desenvolvidas por entidades que realizam o melhoramento genético no Brasil, diante das doenças e nematóides durante os anos agrícolas de 2007/2008 e 2008/2009.
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Os componentes de produção, a qualidade da fibra e outros atributos que determinam o valor de cultivo e uso de variedades do algodão também foram analisados.
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O IAC participou como idealizador e coordenador do projeto da publicação que contou com 17 entidades, entre instituições públicas e privadas, e 42 profissionais que atuam no setor.
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