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IAC realiza 3ª Oficina sobre Gestão Ambiental Comunitária
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O evento potencializa a participação da comunidade na elaboração e execução de políticas públicas ambientais
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Por Raquel Hatamoto, Estagiária da Assessoria de Imprensa – IAC
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Com o intuito de aumentar a participação da comunidade na elaboração e gestão de políticas públicas relacionadas com a temática ambiental, o Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, realizou, no dia 05 de agosto, das 13h30 às 17h30, a terceira edição da Oficina sobre Gestão Ambiental Comunitária. Com participação gratuita, o evento foi em Jundiaí, no Centro de Engenharia e Automação do IAC. O objetivo envolve desde a sensibilização até a capacitação de pessoas da comunidade para a administração de questões ambientais. O evento é direcionado a voluntários e simpatizantes de causas comunitárias relacionadas com questões ambientais.
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A gestão ambiental comunitária visa ordenar as ações do homem, tanto no meio rural como no urbano para uma melhor qualidade de vida, contribuindo para a conservação e a preservação da biodiversidade, a reciclagem e a redução de impactos ambientais. “A prática da gestão ambiental comunitária introduz a variável ambiental nas diferentes formas de organização da comunidade, impondo boas práticas ambientais no uso e ocupação do território”, explica Afonso Peche Filho, pesquisador do IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.
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Os projetos de gestão ambiental comunitária englobam o conjunto de ações participativas, que envolvem tanto o poder público como empresas particulares e a comunidade, na aplicação de políticas ambientais em escala local, além de incentivar a apropriação de modelos de preservação pelos moradores e usuários locais. O foco não é apenas a preservação e recuperação de água, mananciais e manejo de embalagens de agrotóxicos. “Estão envolvidos também os recursos denominados ‘riquezas comunitárias’, ou seja, áreas públicas como praças, escolas, ruas, prédios e qualquer outro elemento valorizado pela comunidade local”, explica.
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A participação do grupo se dá a partir da definição do que será considerado “riquezas comunitárias”. “A partir dessa constatação, as organizações comunitárias presentes no local passam, juntos e de forma participativa, por uma busca de elementos para um plano de gestão ambiental”, explica Peche. Dessa forma, os participantes das ações se tornam multiplicadores de informações.
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O Instituto Agronômico já reúne várias participações em congressos e eventos científicos, além de teses e trabalhos publicados sobre o assunto. O IAC desenvolveu metodologias e protótipos de equipamentos especificamente para a gestão ambiental, como é o caso do “Índice IAC”, para medir a eficiência de “modelos de gestão ambiental”; do “disco de Secchi”, que é uma ferramenta utilizada para medir a transparência e o nível de turbidez de rios e lagos; e do “separador de resíduos orgânicos”, para compostagem. “Temos dados relacionados com a qualidade da água, com riscos de erosão, quantificação de Áreas de Preservação Permanentes, com tipos de ocupação de solo, entre muitos outros. Também dados relacionados com o meio físico, com o biótico e com o social e econômico”, diz o pesquisador.
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O IAC desenvolve vários projetos de gestão ambiental tecnológica destinados para tipos específicos de agricultores, como fruticultores, cafeicultores, entre outros. Além disso, existem dois grandes projetos financiados pela FAPESP: o “Projeto Anhumas” e o “Diagnóstico Agroambiental para Gestão e Monitoramento da Bacia Rio Jundiaí-Mirim”. “O IAC também participou ativamente de ações com a comunidade da Bacia do Rio Jundiaí-Mirim, realizando pesquisas sobre os impactos ambientais provocados pela ação do homem e como revertê-los”, afirma Peche.
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O IAC ainda está envolvido com o CONDEMA (Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente), de Jundiaí, e com as iniciativas de gestão Ambiental dos bairros Caxambu, Eloy Chaves, Serra do Japi, Colégio Agrícola, Jardim Botânico e da Associação Mata Ciliar. Essas experiências demonstram que as metodologias desenvolvidas em pesquisas e iniciativas como a 3ª Oficina sobre Gestão Ambiental Comunitária podem ser aplicadas na prática e geram resultados importantes para o desenvolvimento de novas políticas públicas ambientais. “A pesquisa estuda e examina as interações entre as dinâmicas locais com os impactos gerados pelo uso e ocupação do solo, possibilitando entendimento de ações relacionadas com boas práticas ambientais”, afirma Peche.
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Segundo o pesquisador, a 3ª Oficina sobre Gestão Ambiental Comunitária contribui para obter melhores condições de sucesso em investidas voluntárias pelas causas ambientais ligadas diretamente no espaço de vida dos envolvidos. A própria comunidade obtém treinamento para participar não só da execução de políticas públicas de preservação, mas também da criação das mesmas. “É uma oportunidade de melhorar o entendimento da complexidade dinâmica que envolve as ações comunitárias, o ambiente e a qualidade de vida”, diz Peche.
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O evento é dividido em três etapas. Inicialmente, os participantes têm contato teórico com o tema, abordando desde fundamentos de gestão ambiental até as diretrizes para a prática da gestão ambiental comunitária. Na segunda fase, as atividades acontecem no campo, onde são apresentadas técnicas para o desenvolvimento da percepção e da leitura ambiental de paisagens. A etapa final é destinada para o debate sobre a gestão ambiental e as necessidades de ações futuras.
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