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Diretor do IAC fala sobre o Dia do Agricultor, responsável pela alimentação no mundo
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Por Carla Gomes (MTb 28156) – Assessora de Imprensa – IAC
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“O agricultor é a base da economia porque a alimentação é o alicerce de todos os sistemas”. Assim o diretor-geral do Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, resume a relevância desse profissional no Dia do Agricultor, comemorado em 28 de julho.
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Na avaliação de Ramos, a agricultura é uma das profissões com o maior desafio para as próximas décadas, considerando-se a expectativa de crescimento populacional e a necessidade de produção de alimentos para atender às demandas, sem expansão das áreas agricultáveis. Esse desafio é reforçado pela exigência de preços acessíveis e exigências ligadas à qualidade dos produtos e segurança alimentar. “O agricultor terá que produzir mais, na mesma área e com custo menor”, diz.
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Nesse cenário, Ramos considera que o conjunto de tecnologias agrícolas — envolvendo variedades mais produtivas e resistentes e tratos culturais adequados, como espaçamento e poda recomendados, além de aplicação de agrotóxicos com segurança e eficiência, constitui o melhor recurso para o agricultor. O diretor-geral do IAC ressalta que agricultor não está sozinho nessa missão. Ele pode e deve contar com a ciência agrícola. “O Instituto é uma fonte de informações e soluções tecnológicas nessa área e está aberto aos agricultores das diversas cadeias de produção e de todas as regiões brasileiras”, afirma.
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Ramos comenta que o perfil do agricultor vem mudando ao longo dos anos, mas que aspectos regionais ainda definem características. Por exemplo, no Sul do Brasil há predomínio de agricultores que mantêm atividades familiares tradicionais, passadas de geração para geração. Já na região Central, estão grandes propriedades. No interior de São Paulo, na região de Jundiaí, considerada o Circuito das Frutas, concentram-se pequenos agricultores.
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Ramos afirma que nas pequenas propriedades, que caraterizam a fruticultura, há necessidade de se alcançar renda por hectare, daí a importância da adoção de tecnologias capazes de gerar rentabilidade por área plantada. Por outro lado, culturas como a soja, por exemplo, trazem retorno em grandes extensões. Em qualquer um desses panoramas, a adoção de conhecimento, planejamento e tecnologias agrícola torna-se cada vez mais fundamental para o bom desempenho no campo. Ele insiste que o agricultor tem que conhecer também, além de tratos culturais, preços e exigências de mercado. “O agricultor é necessariamente um empresário”, diz o diretor-geral do IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.
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Diversificação agrícola
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Hamilton Humberto Ramos sugere aos pequenos agricultores a diversificação de culturas. Ele se baseia na experiência como pesquisador científico do IAC há 17 anos, com atuação em várias localidades do País, incluindo Jundiaí, por onde leva informações sobre tecnologia de aplicação de agrotóxicos. “Se você tem na propriedade mais de uma cultura, os tratos podem ser diferentes e isso requer conhecimento. Se investe só em uva, por exemplo, o produtor fica especializado, mas no ano em que o preço da uva não está bom, o prejuízo é maior”, diz. Ramos considera que ao diversificar, o agricultor amplia as possibilidades de renda, porque é difícil várias culturas sofrerem baixa de valor em período coincidente.
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Além desse benefício, a diversidade traz ainda a possibilidade de o produtor abrir a propriedade para a atividade de turismo rural, pois a presença de várias espécies possibilita a existência permanente de ao menos um pomar em condições de ser visitado.
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O diretor do IAC comenta que a região de Jundiaí é cercada por grandes cidades, onde boa parte da população se interessa por estar em contato com a natureza. “Se o agricultor tiver a mentalidade empresarial e conseguir associar o trabalho dele ao turismo rural, ele terá outra oportunidade de renda”, afirma. Para Ramos, o poder público pode funcionar com catalisador nesse processo. “Não é uma crítica, é uma sugestão. Já existem linhas de financiamento do próprio Estado que incentivam melhorias nas áreas rurais”, diz. Os cuidados nas propriedades são fundamentais não só para a atividade agrícola, mas também para quem pretende atuar com turismo rural. “Não dá para mostrar ao visitante um pomar no meio do mato”, considera.
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No caso de Jundiaí, Ramos acredita que abrir as propriedades para visitação seria uma forma de mostrar que a fruticultura local não apenas produz, mas o faz com qualidade e preservação. Esse investimento seria uma alternativa também para amenizar a pressão imobiliária exercida sobre os agricultores do Circuito das Frutas. “A tendência é a profissionalização, em pouco tempo o agricultor terá que se inserir em atividades com exigências cada vez mais elevadas.”
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