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Pós-Graduação do IAC reúne alunos do Oiapoque ao Chuí

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Aulas mais práticas e renome do Instituto motivam os estudantes
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Por Raquel Hatamoto e Fernanda Domiciano - Estagiárias
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A maioria dos estudantes do programa de Pós-Graduação do Instituto Agronômico (IAC) ainda é da Região Metropolitana de Campinas. Porém, os números começam a mudar. Os Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Piauí e até mesmo Amazonas são apenas alguns dos exemplos. Dentre os motivos que atraem os alunos estão as aulas que extrapolam o universo do laboratório, o quadro docente formado por alguns dos melhores pesquisadores do país e do mundo, e o reconhecimento mundial que Instituto Agronômico conquistou ao longo dos seus 124 anos de excelência em pesquisas voltadas para o desenvolvimento de tecnologia agrícola.
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A preferência na hora da graduação é a agronomia e eles sempre sonharam com a carreira acadêmica, mas as semelhanças param por ai. A aluna Kênia Carvalho de Oliveira, 23 anos e natural de Lavras, Minas Gerais, se formou engenheira agrônoma pela Universidade Federal de Lavras (UFLA) em 2009. Na hora de prestar o mestrado, inscreveu-se tanto na UFLA como no IAC e foi aprovada pelas duas instituições. “Meus professores da graduação disseram que buscar um novo olhar seria o melhor para a minha carreira, além disso, foi uma excelente oportunidade para conhecer um novo Estado”, diz Kênia.
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Uma nova linha de pesquisa e professores diferentes também foi importante para a decisão da manauense e também engenheira agrônoma Rafaely das Chagas Lameira, de 29 anos. Formada pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Rafaely procurou uma Instituição que pudesse fornecer o melhor ensino na área que tanto ama: a fisiologia na pós-colheita. “Eu queria conhecer outra instituição, ter professores diferentes com conhecimentos diferentes, outras visões. Além disso, o IAC é uma instituição muito reconhecida e faz parte do movimento agrícola do país”, diz.
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Khalil de Menezes Rodrigues, 29 anos, graduou-se agrônomo e tornou-se mestre na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Na hora de cursar o doutorado, ele também preferiu mudar de instituição. “Vim para Campinas pela possibilidade de desenvolver um projeto na área de geoestatística e pela oportunidade de estudar no Instituto Agronômico”, afirma. Quando informou à família que viria estudar do IAC, sua mãe perguntou sobre o renome do Instituto. “Eu disse que, no mundo agrícola, todo mundo conhece o IAC, não tem como não conhecer”, completa.
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Khalil trouxe a esposa Régia Maria Reis Gualter e os três cachorros. Uma vez em Campinas, Régia descobriu que o IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, também oferecia curso de Pós-Graduação na área de microbiologia do solo. “Antes mesmo de o Khalil ser aprovado aqui, eu já tinha ouvido falar muito bem do IAC”, afirma.
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Régia é mais uma das alunas do IAC que veio de muito longe, mas a mudança não foi novidade para ela, que nasceu em Teresina, cursou a graduação e o mestrado no Rio e se desbancou para Campinas para o Doutorado. São três Estados completamente diferentes em apenas 25 anos de vida. Para ela, o histórico de pesquisa do IAC, contribuiu para gerar conhecimento agrícola para todo o país. “Todo o conhecimento construído aqui ajuda o Brasil e o mundo”, diz.
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Outra similaridade entre os alunos é a certeza de que a oportunidade de conhecer o funcionamento de uma instituição de pesquisa como o Instituto Agronômico é única. Muito disso se dá pelos pesquisadores que compõem o corpo docente da Pós-Graduação do IAC. Para a aluna Kênia, o Instituto Agronômico é uma ótima instituição de pesquisa, com boa estrutura e bons professores.
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Atualmente, ela desenvolve projeto na área da genética, trabalhando com detecção de variação somaclonal em cafeeiros sob a orientação do pesquisador e diretor do Centro de Café Oliveiro Guerreiro Filho. “Ele é muito dedicado e atencioso. Passa segurança para os alunos”, afirma.
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Professores são o diferencial da Pós-Graduação do IAC
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A mestranda Rafaely, que pesquisa fisiologia na pós-colheita na cultura da carambola, declara que os professores do IAC são excelentes. “Sempre gostei da área de fisiologia na pós-colheita. Com as disciplinas que cursei no IAC, tive certeza que era com isso que iria trabalhar. Primeiro com os professores de fisiologia, Rafael Vasconcelos Ribeiro, Eduardo Caruso Machado e Ana Maria Magalhães Andrade Lagoa e depois com os professores de fisiologia na pós-colheita, a Patrícia Cia e a Ilana Urbano Bron, que é minha orientadora”.
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O carioca Khalil destaca dois aspectos importantes para o programa de Pós-Graduação do IAC. “Os professores daqui são bem mais rígidos do que os que eu tinha na minha cidade, exigem mais e muito disso é voltado para a prática agrícola. Pude ver a realidade do campo”, afirma. Ele ainda acrescenta que a história do IAC no Brasil é muito bonita. “Muitos produtos que estão sendo cultivos do norte ao sul do país saíram daqui, o feijão carioca, por exemplo, saiu daqui”, completa.
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São justamente esses pesquisadores, responsáveis pelo desenvolvimento de importantes tecnologias agrícolas, que orientam os projetos de mestrado e doutorado. Khalil, por exemplo é orientado pela pesquisadora e diretora do Centro de Solos e Recursos Ambientais, Sonia Carmela Falci Dechen. “Ela exige excelência e eu gosto muito dela. Às vezes sinto que vou ganhar o mundo”, afirma o aluno.
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Para Régia a prática deve andar ao lado da teoria. “A teoria é importante porque, às vezes, você realiza algum trabalho prático e nem sabe o porquê. Faz tudo automaticamente”, argumenta. É justamente esse o tipo de aprendizado que ela afirma receber no IAC. A orientadora da piauiense é também a coordenadora do programa de Pós-Graduação do Instituto Agronômico, Adriana Parada Dias da Silveira. “Sempre que pedi socorro, ela me ajudou. Ela está sempre disposta para os alunos”, afirma.
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A rotina dos alunos da Pós-Graduação do IAC é semelhante a de qualquer pesquisador do Instituto. Kênia, por exemplo, só tem aulas teóricas na terça-feira. Os outros dias são gastos em um dos laboratórios do Centro de Café “Alcides Carvalho”. Nos fins de semana, além de estudar, ela procura se divertir com os amigos que fez na Pós. “Sempre vamos a bares que tocam música sertaneja. Também estudo inglês e faço academia”, conta.
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Já Rafaely afirmou passar a maior parte do seu tempo livre estudando. “Saio pouco e sempre com o pessoal da Pós”, diz. É raro a aluna voltar para sua cidade natal. “Minha casa é muito longe. Ano passado, por exemplo, só voltei duas vezes para Manaus”.
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Khalil gosta da sua vida em Campinas, mas sente falta da família e amigos que ficaram pelo Rio. “Em outubro, vai fazer um ano que não vejo a minha mãe e a minha vó”, diz. Paty de Alferes, sua cidade natal, tem apenas 28 mil habitantes. “Campinas é uma cidade muito mais cultural, com mais possibilidades de lazer”. 
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Kênia Carvalho de Oliveira termina o mestrado em abril de 2012. Ela pretende prestar algum concurso público e continuar com a pesquisa. “Gostaria de retornar para Lavras, onde mora toda a minha família”, diz. Rafaely, Khalil e Régia ainda não decidiram o que pretendem fazer após concluírem o curso. Para Régia, o próximo passo vai depender das oportunidades. “Se eu conseguir algo que permita que eu me mantenha em São Paulo, fico por aqui”, diz.
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Já para seu marido, o carioca Khalil, é muito difícil falar sobre o futuro. “Como já dizia Raul Seixas, ‘nesse caminho que eu mesmo escolhi, é tão fácil seguir por não ter para onde ir’, pois trilhamos caminhos pensando que chegaremos a tal local e a vida nos leva para outros tão interessantes quanto aqueles que pretendíamos inicialmente”, afirma.

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