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Como cobrir as plantas com agrotóxicos sem aumentar o volume de calda
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Esse e outros assuntos serão tema de palestras de pesquisadores do IAC no XXXIV Congresso Paulista de Fitopatologia
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Por Carla Gomes (MTb 28156) – Assessora de imprensa – IAC - e Raquel Hatamoto – Estagiária
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Ao pulverizar as lavouras, o agricultor espera cobrir toda a extensão das plantas para garantir a proteção almejada. Mas como alcançar essa cobertura de fato? Por exemplo, quando a planta cresce, amplia-se a área a ser coberta. E então, como proceder? Aumentar o volume de agrotóxicos pode ser a primeira resposta a ser adotada. Mas só isso não resolve.
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De acordo com o pesquisador do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Hamilton Humberto Ramos, com o crescimento da planta, aumenta-se a área foliar existente no hectare. “Quando isso acontece, o produtor aumenta o volume de aplicação sem levar em consideração outros aspectos importantes, como fator de espalhamento e diâmetro da gota”, explica. O objetivo final, ou seja, a cobertura total do alvo é atingido, mas com custo maior para o produtor e o ambiente. “O rendimento operacional dos pulverizadores é bastante baixo, resultando na necessidade de investimento em um número maior de equipamentos por área ou em sistemas de transporte de água para abastecimento dos pulverizadores, elevando o custo da operação”, diz.
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Esse aspecto da tecnologia de aplicação de agrotóxicos será tema da palestra de Ramos no XXXIV Congresso Paulista de Fitopatologia, no dia 16 de fevereiro, às 8h40. O Congresso será realizado de 15 a 17 de fevereiro de 2011, na Sede do IAC, em Campinas, das 8h às 17h. O evento é uma parceria entre a Associação Paulista de Fitopatologia (APF), o IAC e o Instituto de Alimentos (ITAL), estes dois são institutos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo. O Congresso visa reforçar o desenvolvimento da cultura de sustentabilidade na agricultura moderna, com uso de tecnologias limpas e boas práticas agrícolas.
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O pesquisador irá falar sobre a melhor forma de usar o adjuvante do tipo tensoativo, o popular espalhante. O termo adjuvante, explica o pesquisador, vem da palavra ajudante. “Corretamente aplicado, pode reduzir em até 70% o volume de agrotóxico usado”, afirma o pesquisador do IAC.
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Ele explica que o adjuvante do tipo tensoativo (espalhante) age diretamente na molécula de água, diminuindo a força de atração existente. Como resultado, as gotas do caldo de pulverização têm seu tamanho aumentado, mas mantêm o volume tanto de água como de agrotóxico. A economia na cobertura do alvo é garantida.
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A falta de informação é a grande responsável pelos equívocos praticados. A alternativa de ampliar o volume para atingir a cobertura desejada é a mais antieconômica, porém, a que requer menor conhecimento técnico. E justamente por este motivo é a mais utilizada.
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Ao invés de adotar essa prática, Ramos sugere a utilização do espalhante, capaz de reduzir a tensão superficial da calda de pulverização, resultando em maior cobertura do alvo. Ramos adverte que é importante conhecer as características principais do adjuvante escolhido. “Todos eles têm uma dose mínima, a partir da qual são efetivos, e uma dose máxima. A partir desta, a tensão superficial e, consequentemente, o espalhamento não são mais alterados”, esclarece.
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Muitas vezes, o uso do espalhante deve ser acompanhado de redução no volume de calda para uma pulverização efetiva. O produto sempre deve vir acompanhado de informações técnicas e devidamente registrado como adjuvante do tipo tensoativo. O pesquisador ressalta que qualquer pulverização feita de forma inadequada pode causar danos para o ambiente e para a saúde dos trabalhadores, além dos prejuízos econômicos.
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A aplicação eficiente e econômica é aquela que considera a interação entre alvo, características do agrotóxico usado, pulverizador, momento da aplicação e condições ambientais. Neste contexto, o uso de adjuvantes pode ser um grande aliado do produtor, já que é uma substância capaz de aumentar a eficácia do agrotóxico escolhido. “Qualquer que seja o alvo selecionado, o sistema de pulverização deverá ser capaz de produzir a cobertura adequada do mesmo.”
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Prêmio Paulista de Fitopatologia 2010
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A pesquisadora Margarida Fumiko Ito, do IAC, receberá o Prêmio Paulista de Fitopatologia 2010, pelos relevantes serviços prestados ao setor. A outorga é feita com base em eleição junto aos sócios da APF e votação da comissão de premiação do XXXIV Congresso Paulista de Fitopatologia.“Fiqueimuito feliz com essa notícia. Meus agradecimentos a todos que participaram do trabalho e a todos que fazem parte de minha vida em fitopatologia”, declarou Margarida ao saber sobre o reconhecimento.
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A Comissão Organizadora informou que este Prêmio oferecido à Margarida faz jus à competência, dedicação e grande contribuição à área de doenças de plantas.
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O XXXIV Congresso Paulista de Fitopatologia acontece anualmente desde 1974 e tem como objetivo apresentar os avanços científicos e tecnológicos na área de doenças de plantas. O Congresso conta com a participação de profissionais de ensino, pesquisa e extensão do setor público e privado, estudantes de graduação e pós-graduação, além de representantes de órgãos reguladores, indústria, comércio e setor produtivo.
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Serão expostos cerca de 250 trabalhos científicos, além da participação de representantes dos vários segmentos das cadeias produtivas. A programação completa está disponível no site do Congresso. \r\n
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SERVIÇO
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XXXIV Congresso Paulista de Fitopatologia
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Data: 15 a 17 de fevereiro de 2011.
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Horário: 8h às 17h
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Local: Sede do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) – avenida Barão de Itapura, 1481, Guanabara, Campinas, SP.
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