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Aplicação correta de agrotóxico gera alta economia – ao invés dos 250 a 300 litros de herbicidas por hectare de cana, usa-se de 70 a 100 l/ha
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Por Carla Gomes (MTb 28156) – Assessora de imprensa – IAC - e Raquel Hatamoto – Estagiária
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“O produto que controla qualquer praga é aquele que chega ao alvo e não o aplicado” A frase é do engenheiro agrônomo, Marcelo da Silva Scapin, do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), que irá se apresentar aos participantes do XXXIV Congresso Paulista de Fitopatologia no dia 16 de fevereiro, às 8h, na Sede do IAC, em Campinas. A palestra trará os conceitos básicos da aplicação dos agrotóxicos, buscando a máxima eficácia no procedimento.
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De acordo com o agrônomo, o sucesso na aplicação de agrotóxicos depende da interação entre doença, produto, máquina, momento de aplicação e meio ambiente. Segundo Scapin, quando a aplicação é adequada, a economia é evidente. Na aplicação de herbicidas na cultura da cana-de-açúcar, o procedimento correto resulta no uso de 70 a 100 litros de agrotóxico por hectare, em comparação aos 250 a 300 litros normalmente usados.
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“Conhecer o alvo biológico, ou seja, os aspectos básicos da patologia, é fundamental para a escolha certa do produto e do pulverizador”, diz. Ele explica que o controle da praga depende da capacidade de redistribuição do agrotóxico na planta. Assim, nasce o alvo químico, local em que o produto deve ser aplicado para otimizar a ação.
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O pulverizador, quando mal regulado, pode se tornar um inimigo no combate às doenças. Regulagem e calibragem próprias à patologia que se busca combater são essenciais. Segundo Scapin, o excesso de agrotóxicos que fica em suspensão atinge outras plantações ou retorna para o solo por meio das chuvas.
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Na avaliação de pesquisadores, a falta de informação é a grande responsável pelo problema. Trabalhos realizados pelo IAC mostram que, ao ter acesso ao conhecimento, agricultores e trabalhadores rurais mudam o comportamento e adotam posturas adequadas que levam à proteção da própria saúde e do ambiente de produção agrícola como um todo. O IAC oferece treinamento realizado diretamente nas propriedades rurais por meio do projeto Aplique Bem, desenvolvido em parceria com a empresa Arysta LifeScience.
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Scapin discutirá também a relevância das condições climáticas. Temperatura e umidade relativa do ar, principalmente em países de clima tropical, afetam diretamente a eficácia do agrotóxico, uma vez que influenciam na evaporação das gotas nas superfícies a serem protegidas.
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Segundo o agrônomo, a grande maioria dos produtores aplica altos volumes de agrotóxicos. Porém, apesar de presente, o volume é facilmente perdido. “Como não se enxerga as gotas que evaporam ou o produto que fica em suspensão, tal perda, apesar de significativa, não é percebida pela grande maioria dos produtores”, diz Scapin.
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O agrônomo ressalta que situações com temperaturas acima de 30º e umidade relativa inferior a 55% são impróprias para a pulverização. Neste caso, são recomendados os períodos logo no começo do dia, fim da tarde ou início da noite. “O volume ideal de agrotóxico é sempre o menor necessário para eliminar o problema”, acrescenta.
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Prêmio Paulista de Fitopatologia 2010
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A pesquisadora Margarida Fumiko Ito, do IAC, receberá o Prêmio Paulista de Fitopatologia 2010, pelos relevantes serviços prestados ao setor. A outorga é feita com base em eleição junto aos sócios da APF e votação da comissão de premiação do XXXIV Congresso Paulista de Fitopatologia.“Fiqueimuito feliz com essa notícia. Meus agradecimentos a todos que participaram do trabalho e a todos que fazem parte de minha vida em fitopatologia”, declarou Margarida ao saber sobre o reconhecimento.
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A Comissão Organizadora informou que este Prêmio oferecido à Margarida faz jus à competência, dedicação e grande contribuição à área de doenças de plantas.
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O XXXIV Congresso Paulista de Fitopatologia acontece anualmente desde 1974 e tem como objetivo apresentar os avanços científicos e tecnológicos na área de doenças de plantas. O Congresso conta com a participação de profissionais de ensino, pesquisa e extensão do setor público e privado, estudantes de graduação e pós-graduação, além de representantes de órgãos reguladores, indústria, comércio e setor produtivo.
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Serão expostos cerca de 250 trabalhos científicos, além da participação de representantes dos vários segmentos das cadeias produtivas. A programação completa está disponível no site do Congresso. \r\n
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SERVIÇO
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XXXIV Congresso Paulista de Fitopatologia
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Data: 15 a 17 de fevereiro de 2011.
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Horário: 8h às 17h
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Local: Sede do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) – avenida Barão de Itapura, 1481, Guanabara, Campinas, SP.
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