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IAC tem novo Laboratório de Microbiologia e Fitopatologia Pós-colheita

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Focada em frutas e hortaliças, unidade viabiliza análises de microorganismos causadores de doenças transmitidas por alimentos
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Por Carla Gomes (MTb 28156) – Assessora de Imprensa – IAC
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\"\"A cadeia de produção de frutas e hortaIiças ganhou novo reforço na área de ciência agrícola e no acesso a serviços, especificamente a análises microbiológicas e fitopatológicas. O Instituto Agronômico de Campinas (IAC) inaugurou o Laboratório de Microbiologia e Fitopatologia Pós-colheita, no Centro de Engenharia e Automação do IAC, em Jundiaí, em 10 de dezembro de 2010.
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“O laboratório permite que pesquisas envolvendo o controle de podridões pós-colheita possam ser realizadas, bem como a quantificação de microrganismos causadores de doenças transmitidas por alimentos”, explica Patrícia Cia, pesquisadora do IAC, instituto da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. Além de servir à pesquisa agrícola, a nova unidade pode atender agricultores e empresas agrícolas das diversas regiões do Brasil. A obra foi financiada com recursos da Fapesp e a aquisição de alguns equipamentos necessários para a conquista da ISO 17.025 se deu com recursos do Governo do Estado.
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Segundo Patrícia Cia, pesquisas com fitopatologia e microbiologia podem ser desenvolvidas envolvendo o isolamento e a inoculação de patógenos, preservação e  quantificação de microorganismos causadores de doenças transmitidas por alimentos (DTA’s).
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O laboratório pode prestar serviços no atendimento de solicitações de análises microbiológicas, que englobam coliformes totais/E.coli, bolores e leveduras. Essas análises cobrem ainda a contagem total de aeróbios mesófilos – processo que avalia um produto alimentício e revela a qualidade da matéria-prima e as condições de processamento, manuseio e estocagem. A informação gerada permite estimar o tempo de prateleira do alimento.
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As análises fitopatológicas recaem sobre identificação e preservação de fungos e avaliação de métodos de controle químico e alternativo.
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O Brasil é o maior produtor de frutas in natura – produtos perecíveis que se deterioram em poucos dias. Em geral, a contaminação de frutas por microrganismos se origina das condições da matéria-prima e da lavagem feita nas frutas, além das condições de higiene de manipuladores, dos equipamentos e dos ambientes industriais em geral.
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Com relação às doenças transmitidas por alimentos, a pesquisadora explica que as frutas e hortaliças podem apresentar contaminantes microbiológicos e químicos, estes resultantes de resíduos de pesticidas, micotoxinas ou outros. As micotoxinas são compostos tóxicos gerados naturalmente e produzidos por fungos que infectam produtos agrícolas nas fases de desenvolvimento no campo, armazenagem ou processamento dos alimentos. “O cenário internacional aponta vários casos no setor agropecuário, relacionados com doenças e mortes provocadas por contaminações, como a doença da “vaca louca”, dioxina, contaminações químicas do ambiente, E. coli O157:H7, Salmonella spp.e Listeria monocytogenes”, diz Patrícia Cia . Há ainda vários tipos de fungos que atacam as frutas em geral, causando o aparecimento de sintomas de podridões que levam às perdas qualitativas e quantitativas.
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De acordo com a pesquisadora do IAC, a quantificação de microrganismos é importante por eles serem causadores de doenças transmitidas por alimentos. “O estudo de métodos convencionais e alternativos de controle de podridões em frutas pode contribuir para a redução de perdas qualitativas e quantitativas na fase de pós-colheita”, completa.
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