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IAC inaugura Laboratório de Biotecnologia e Qualidade de Frutas

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Novo laboratório, em Jundiaí, irá agilizar pesquisas com melhoramento genético
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Por Carla Gomes (MTb 28156) e Fernanda Domiciano (estagiária) – Assessoria de Imprensa – IAC
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\"\"As pesquisas com melhoramento genético são de extrema importância para o desenvolvimento da fruticultura e seus benefícios não se restringem apenas ao produtor, mas se estendem à sociedade como um todo. Os ganhos são reforçados, especialmente, por ser o Estado de São Paulo o responsável por 42% da produção frutícola nacional e o maior consumidor do País. Com a meta de alcançar melhor qualidade de frutas e reduzir o tempo de pesquisa para obtenção de novas variedades, o Instituto Agronômico de Campinas (IAC) inaugurou o Laboratório de Biotecnologia e Qualidade de Frutas, no Centro de Frutas do IAC, em Jundiaí, em 30 de novembro. O IAC é um instituto da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
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A nova unidade serve às pesquisas que envolvem a qualidade de frutas e a área de biotecnologia, especificamente a parte de cultura de tecidos, que acelera as etapas do melhoramento genético no desenvolvimento de novas variedades e contribui para a produção de mudas de frutíferas com sanidade e qualidade.
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No aspecto da qualidade, o novo Laboratório realiza avaliações físicas, incluindo peso, textura e dimensões dos frutos, e também químicas, envolvendo fatores como pH, acidez, teor de sólidos solúveis, polifenóis, antocianinas e outros. O Laboratório é utilizado, principalmente, nos estudos com uva, pêssego, nectarina, ameixa, caqui, abacaxi e macadâmia. Estas são as frutíferas que reúnem o maior número de projetos de pesquisas em andamento no Centro de Frutas do IAC. As avaliações de qualidade são realizadas, normalmente, na colheita dos frutos. “Com o novo laboratório, pretende-se também estudar a curva de maturação, fazendo avaliações desde o seu início até a colheita dos frutos”, diz o pesquisador e diretor do Centro de Frutas do IAC, Marco Antonio Tecchio.
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De acordo com Tecchio, é possível reduzir o período necessário para obtenção de novas variedades. O ganho de tempo se deve à ferramenta de biotecnologia que viabiliza a obtenção de maiores quantidades de mudas de seleções promissoras, que são levadas a ensaios de competição regional.
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Na área de biotecnologia, são priorizados estudos com abacaxi, uva e pêssego. “Apesar de a cultura de tecidos ser uma técnica já utilizada, especialmente em frutíferas merece mais estudos, tendo em vista que compreende um conjunto de técnicas que podem ser usadas no melhoramento genético e também na obtenção de plantas livres de viroses e micro propagação em diversas espécies, inclusive com a finalidade de produção de mudas”, avalia Tecchio. No País, existem cerca de 50 laboratórios que trabalham com cultura de tecidos, mas praticamente todos pertencem à iniciativa privada.
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Segundo o pesquisador do Centro de Frutas do IAC, José Emilio Bettiol Neto, a cultura de tecidos permite o resgate do embrião imaturo e seu cultivo em condições de laboratório, viabilizando o desenvolvimento da planta. “Para o melhoramento genético de frutas de caroço, que visa principalmente à obtenção de cultivares de baixa exigência de frio, um dos grandes problemas é a imaturidade do embrião quando o fruto já se encontra maduro”. Segundo Bettiol Neto, na cultura do abacaxizeiro, é realizada micro propagação, visando à multiplicação rápida de mudas sadias.
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No caso da videira, a técnica é muito utilizada na limpeza de vírus de cultivares copa e porta-enxerto. “A técnica do resgate de embrião é aplicada ao melhoramento genético de uvas sem sementes, podendo-se utilizar genitores sem sementes tanto o feminino como o masculino, abreviando o tempo de obtenção de cultivares sem sementes”, explica a pesquisadora Mara Fernandes Moura.
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Segundo Tecchio, a técnica de cultura de tecidos foi desenvolvida em 1860, graças à capacidade que as células vegetais possuem de formar uma planta a partir de uma única célula, permitindo a rápida e segura multiplicação em ambientes assépticos e com condições controladas. “No Brasil a técnica começou a ser empregada na década de 90, sendo que pesquisadores de diversas instituições vêm buscando maneiras de reduzir o custo de produção desse tipo de muda”, diz Tecchio.
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Os recursos para a construção e compra de equipamentos para o Laboratório de Biotecnologia e Qualidade de Frutas vieram do Governo do Estado. A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) também contribuiu com a aquisição de parte dos equipamentos.
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Ganhos
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Os benefícios que a nova unidade traz para a pesquisa se refletem também para produtores e consumidores finais, alcançando toda a cadeia de produção. Com maior agilidade, a pesquisa pode desenvolver variedades de frutas mais produtivas e mais resistentes a pragas e doenças. O agricultor, por sua vez, tem variedades mais adaptadas às condições de solo e clima e, consequente, deve ter redução de custos com insumos e defensivos agrícolas. Com melhor produção, a expectativa é a ampliação da renda no campo. O consumidor também deve ser beneficiado com frutas de melhor sabor, qualidade, valor nutricional e, teoricamente, preços reduzidos, devido à diminuição dos custos de cultivo.
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