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Programa Aplique Bem é agraciado com o Prêmio Produz Brasil 2010

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É o quarto reconhecimento em três anos de estrada
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Por Fernanda Domiciano – Estagiária – Assessoria de Imprensa – IAC
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Mais de 15 mil produtores beneficiados, 500 propriedades rurais visitadas e 15 estados brasileiros. Essa é a contribuição do Aplique Bem, programa desenvolvido pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC) em conjunto com a empresa Arysta LifeScience. Neste mês de novembro, o Aplique Bem foi agraciado com o Prêmio Produz Brasil 2010, na categoria Integração Empresa Produtor. A cerimônia aconteceu em 8 de novembro, em Goiânia. É o quarto prêmio que o Programa recebe em seus três anos de estrada.
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            Segundo o site da revista Produz – promotora do Prêmio, com apoio da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (FAESP), o Prêmio Produz Brasil 2010 é um reconhecimento às empresas que movimentam o agronegócio brasileiro e investem em sustentabilidade. A iniciativa tem como objetivo valorizar o trabalho profissional e competente das organizações que contribuem para que o agronegócio represente 1/3 da economia brasileira.
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            O Aplique Bem tem como objetivo melhorar a qualidade da aplicação de defensivos agrícolas e a segurança do trabalhador rural. Para alcançar a meta, dois veículos equipados, os Tech Móvel, visitam propriedades rurais e capacitam os trabalhadores para aplicarem corretamente os defensivos.
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O Prêmio Produz 2010 é o quarto reconhecimento do ineditismo e importância do Aplique Bem. Em seus três anos na estrada, o programa já foi agraciado com outros dois prêmios nacionais - o Mérito Fitossanitário 2008, como melhor projeto de uso correto e seguro; e o Prêmio Mário Covas em 2010, como melhor projeto de inovação em gestão pública. No cenário internacional, ficou entre os finalistas no Agrow Award.
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Segundo o pesquisador do IAC e responsável pelo projeto, Hamilton Humberto Ramos, a falta de informação dos produtores pode acarretar prejuízos econômicos, danos à saúde e ao ambiente. Para se ter uma ideia, os gastos com aplicação de defensivos para produção de tomate, por exemplo, somam cerca de 60% dos custos totais. Essas despesas poderiam se reduzir à metade caso a aplicação fosse feita de maneira correta. Os altos valores de produção afetam os bolsos dos agricultores, que gastam mais para produzir, e também dos consumidores, que pagam mais pelos produtos no supermercado.
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            Os danos à saúde constituem outro problema causado pela má aplicação dos defensivos. Os alimentos que chegam ao consumidor final podem estar contaminados, o que pode acarretar em problemas sérios. Para os agricultores, há ainda outro agravante: por não lavarem as mãos de maneira adequada após o uso dos defensivos, contaminam a si e as pessoas com as quais convivem. Para demonstrar esse erro, os técnicos do Aplique Bem utilizam no treinamento participativo a luz ultravioleta para mostrar aos participantes que a maneira como estão acostumados a lavar as mãos está errada. “Nós simulamos uma contaminação e pedimos que eles lavem as mãos, como sempre fazem. A surpresa é geral quando eles descobrem que os produtos permanecem no corpo, ou seja, aquela limpeza que eles acreditavam ser suficientes, geralmente não é.”, explica o pesquisador do IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento.
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            A conotação que o erro ocorre pela falta de informação está na demonstração de interesse dos participantes em mudar seus antigos hábitos depois do treinamento. Segundo o pesquisador do IAC, após a realização do treinamento, observou-se, em algumas regiões, o aumento da venda de equipamentos de proteção individual. Em Minas Gerais, por exemplo, a procura por pontas de pulverização aumentou, quando o programa revelou a necessidade de trocar as pontas já gastas. “Os agricultores visitados se mostraram dispostos a mudar o comportamento depois que mostramos os benefícios da prática correta”, diz o pesquisador.

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