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Novo Laboratório de Biotecnologia do Centro de Cana do IAC incrementa pesquisa

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Por Carla Gomes (MTb 28156) – Assessora de Imprensa – IAC
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Nem todas as flores impactam positivamente. Quando o canavial floresce, é um mal sinal para o setor. E por quê? Porque a planta consome sacarose para gerar flor e o melhor para a produção é que essa energia seja poupada para produzir açúcar ou para desenvolvimento da lavoura. Para evitar essa ocorrência, é preciso conhecer os mecanismos do florescimento da cana-de-açúcar — objetivo que a pesquisa do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) vem perseguindo e ganhou reforço na infraestrutura para realizá-la. O IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, inaugurou, em setembro de 2010, o Laboratório de Biotecnologia do Centro de Cana do IAC. O novo espaço de 550 m² possibilita a ampliação de estudos, da capacitação de recursos humanos e de parcerias com o setor de produção. Além do laboratório, foi inaugurada a primeira Câmara de Fotoperíodo do Brasil, que viabiliza o sincronismo do florescimento. O IAC também lançou três variedades IAC de cana-de-açúcar.
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O Laboratório de Biotecnologia, construído com recursos do Governo do Estado e da FAPESP, abrange as áreas de sequenciamento de DNA, microscopia, diagnóstico molecular e expressão gênica. De acordo com a pesquisadora do IAC, Silvana Aparecida Creste Dias de Souza, a nova infraestrutura permite desenvolver grandes projetos e atrair profissionais altamente qualificados. Além da equipe do Instituto, o Laboratório conta com grupo de jovens pesquisadores vindos de outras instituições e que encontram no Centro de Cana do IAC espaço privilegiado para a prática científica, onde as informações sobre biotecnologia são aplicadas ao melhoramento genético. “Essa oportunidade é rara no Brasil, eles estão deslumbrados”, diz a pesquisadora. “O conhecimento precisa ser aplicado ou ele morre por falta de conexão, é preciso atrelar as ferramentas da biotecnologia a um programa de melhoramento competitivo, capaz de incorporar as informações”, afirma.
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O novo laboratório integra a estrutura de melhoramento genético do Programa Cana IAC, responsável pelo desenvolvimento de 20 variedades IAC nos últimos oito anos. As pesquisas abordam, em sua maioria, aspectos multidisciplinares que envolvem melhoramento genético, fisiologia, fitossanidade, nematologia, irrigação e estudos do clima e solos. Os projetos buscam atender às demandas e, para Silvana, uma necessidade imediata está em conhecer o florescimento da cana.
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A pesquisadora explica que com os novos recursos trazidos pelo novo laboratório e com o funcionamento da Câmara de Fotoperíodo será possível induzir o florescimento da cana em Ribeirão Preto. Ela ressalta que essa possibilidade não elimina as ações da equipe na estação de hibridação do IAC, em Uruçuca, na Bahia, onde as condições ambientais são ideais para o florescimento visando ao desenvolvimento de novas variedades. “Precisamos entender os mecanismos envolvidos no florescimento para controlá-lo nos processos de hibridação e inibi-lo nas lavouras, já que o florescimento reduz a produção de açúcar”, explica.
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Há estudos sobre esse estágio com data de 1940, quando foi iniciado o melhoramento de cana no mundo. “Os novos recursos vão permitir realizar novos cruzamentos entre representantes da espécie de Saccharum, pouco exploradas até o momento”, diz. Segunda a pesquisadora, essas espécies são fontes valiosas de novos genes para características importantes para o melhoramento genético, como sacarose, seca, fibra e biomassa. “Precisamos conhecer as condições de florescimento e as ferramentas moleculares são muito úteis para entender esse mecanismo”, avalia.
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