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IAC faz curso para agentes da Defesa Civil sobre hidrometeorologia
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Por Carla Gomes (MTb 28156) – Assessora de Imprensa – IAC, Renato Piovesan – Estagiário
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O que explica o tempo tão seco ultimamente? Por que a umidade relativa do ar frequentemente vem registrando índices tão baixos? Para entender um pouco sobre essas e outras situações que envolvem o clima, além de obter informações sobre meteorologia, radar e redes hidrológicas, o Instituto Agronômico de Campinas (IAC) irá realizar, nesta sexta-feira, 10, o Curso Informações Hidrometeorológicas para Suporte à Defesa Civil. As palestras acontecem das 9 às 12 horas, na Sede do IAC, em Campinas. O evento é direcionado à Defesa Civil da Região Metropolitana de Campinas e de outras regiões do Estado. A participação é gratuita.
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O pesquisador do IAC, Orivaldo Brunini, irá ministrar palestra, às 9h05, sobre “Gestão e uso de Informações Meteorológicas”. Na sequência, às 10h15, a professora do Instituto de Pesquisas Meteorológicas e da Universidade Estadual Paulista (IPMet/UNESP), Ana Maria Gomes Held, irá falar sobre o uso de informações de radar meteorológico. Às 11h, o engenheiro do Departamento de Águas e Energia Elétrica e do Centro Tecnológico de Hidráulica (DAEE/CTH), Sérgio Roberto Cirne de Toledo, irá debater sobre Rede Hidrológica Básica.
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Desde 2002, o IAC tem parceria com a Defesa Civil, que tem acesso aos dados gerados pelo Instituto desde 1890. Essa parceria estende os benefícios da pesquisa em meteorologia para além do setor do agronegócio, fazendo-os chegar à população em geral. “Transferimos informações adequadas e damos suporte a um trabalho contínuo de alerta e monitoramento”, diz Brunini.
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Nas últimas semanas, as informações sobre clima têm se destacado em função da estiagem e da baixa umidade relativa do ar em todo o Estado de São Paulo, com exceção do Litoral. A umidade do ar baixou consideravelmente, chegando a atingir índice de 12%, enquanto o normal para o período é de 15 a 18%.
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Os arquivos do IAC revelam que em 1894 não houve chuva no mês de agosto. O mesmo ocorreu nos anos de 1906, 1910, 1925, 1939, 1944, 1949, 1950, 1954, 1975, 1988, 1994, 1999 e 2004. Este ano, apesar de superar os 50 dias sem chuva acima de 10mm, o pesquisador comenta que já houve anos mais secos, como 1961 e 1963. “E mesmo em 1998 o índice chegou a 77 dias”, diz.
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Segundo Orivaldo Brunini, a estiagem e a baixa umidade do ar refletem diretamente na agricultura. “Algumas culturas como o cafeeiro, citros e pastagens, que têm elevada demanda de irrigação, sentem os reflexos”, afirma. Sobre as consequências para o plantio de grãos em setembro, Brunini considera que ainda é cedo para avaliar, pois nos últimos anos as chuvas têm iniciado com atraso, geralmente em outubro.
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Além de interagir com instituições paulistas, a área de climatologia do IAC tem parceria com vários países, como Estados Unidos, Canadá, Espanha e Austrália. “Pelo fato de fazermos parte da Área de Agrometeorologia da Organização Meteorológica Mundial, estamos em contato com 180 países”, diz o coordenador do CIIAGRO (Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas), do IAC, da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo.
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Monitoramento
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Além desse trabalho junto à Defesa Civil, o IAC tem uma atuação fundamental para a agricultura paulista. O trabalho de monitoramento agrometeorológico realizado pelo Instituto é baseado em uma rede de estações meteorológicas com postos em todo o Estado de São Paulo, onde são coletadas informações. A partir desses dados, o IAC gera o boletim agrometeorológico. Com informações sobre chuva e temperatura, o agricultor avalia, por exemplo, se deve irrigar a plantação e a condição da colheita. São informações que viabilizam o gerenciamento da produção. Além desse serviço, é produzido também o Alerta Agroclimatológico. Esse informe contém dados sobre umidade relativa do ar, além de chuva e temperatura.
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Serviço:
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Curso Informações Hidrometeorológicas para Suporte à Defesa Civil
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Data: 10/09/2010
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Horário: 9h às 12 horas
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Inscrições: grátis
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Local: Salão Nobre doInstituto Agronômico, no 2º andar. Avenida Barão de Itapura, nº 1481.
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