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IAC remove duas árvores no parque da avenida Barão de Itapura
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Com autorização do CONDEPACC, CONDEPHAAT e Ministério Público do Estado de São Paulo, remoção será feita por profissionais do Instituto Florestal
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Por Carla Gomes (MTb 28156) – Assessora de Imprensa – IAC
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Em função de oferecerem riscos a pessoas, prédios do Instituto Agronômico (IAC) e veículos de servidores e visitantes do Instituto, duas árvores de grande porte serão removidas do parque do IAC, na avenida Barão de Itapura, em Campinas. A retirada será feita nos dias 16 e 17 de agosto de 2010, quando será interditado o entorno das árvores, próximo aos prédios “Alcides Carvalho” e “Franz W. Dafert”. Há possibilidade de a remoção exigir até cinco dias de trabalho, segundo profissionais do Instituto Florestal, de São Paulo, que farão a remoção e estiveram no Instituto nesta quarta-feira, 11, para avaliar as áreas.
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A retirada das plantas, que têm aproximadamente 45 anos, está aprovada pelo CONDEPACC (Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas), que determinou o plantio de outras árvores no local, e pelo CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado). Uma delas, a Tachigali multijuga Benth, está com fungos que causam morte rápida das raízes e apresenta uma abertura profunda no interior do caule. Com cerca de 40m de altura, esta árvore fica atrás do edifício “Alcides Carvalho”, onde funciona a Sede do IAC, na área do estacionamento. Em caso de queda, poderia atingir servidores, estagiários e alunos do curso de Pós-Graduação do IAC, que circulam pelo espaço não apenas nos momentos de início e término do expediente, mas também no horário do almoço, já que o local dá acesso ao restaurante interno. A árvore — conhecida como Ingá bravo — poderia atingir ainda a Sede do Instituto. A planta foi considerada condenada pela pesquisadora do Centro de Fitossanidade do IAC, Christina Dudienas, diagnóstico confirmado pela engenheira agrônoma Dionete A. Santin, pesquisadora do Nepam (Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais) da Unicamp. Os pareceres foram acatados pelo promotor de Justiça, José Roberto de Carvalho Albejante.
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A outra planta que será removida é uma Pterogyne nitens Tull, chamada também de Amendoim bravo. Com cerca de 20m de altura, suas raízes estão comprometendo o alicerce e provocando umidade no interior do Edifício “Franz W. Dafert”, recentemente restaurado. A avaliação é da engenheira civil da APTA (Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios), Célia Beatriz Gonçalves. Esse prédio também fica dentro do parque do IAC, próximo ao cruzamento das avenidas Barão de Itapura e Brasil. O parque do IAC integra o Jardim Botânico IAC, classificado na categoria B e o único agrícola do Brasil. Reúne muitas espécies vegetais de grande interesse, especialmente arbóreas e constitui um patrimônio não só do Instituto, mas de Campinas.
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Remoção e interdição de áreas
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Para que a retirada das árvores seja feita com segurança por profissionais do Instituto Florestal, de São Paulo, no dia 16 de agosto próximo, será interditada a área interna do parque, atrás do prédio “Alcides Carvalho”. No dia 17, será impedida a área em torno do Edifício “Franz W. Dafert”. A necessidade de novas interdições será determinada no decorrer das atividades.
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Prevenção
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A ação de remoção das árvores tem por objetivo evitar acidentes, como o ocorrido em fevereiro de 2008, quando uma planta de Pau-de-ripa caiu sobre a avenida Barão de Itapura, interditando a via. Por sorte, naquela ocasião, a queda ocorreu em um domingo à noite, quando havia pouco movimento na avenida e nenhuma pessoa foi atingida. Com 40m de altura, a árvore atravessou a Barão de Itapura e atingiu a guarita do prédio onde funcionava um hospital.
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Assessoria de Imprensa – IAC
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19-2137-0613/ 0616
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