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IAC comemora 123 anos
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IAC comemora 123 anos com resultados reconhecidos em nove prêmios neste primeiro semestre
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A cerimônia de aniversário do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) será nesta quinta-feira, 24, a partir das 15h30, na Sede, em Campinas. Durante a cerimônia, será entregue o “Prêmio IAC”, como ocorre todo ano, desde 1994, em reconhecimento à dedicação e competência de seus servidores. Este ano, serão agraciados Ignácio José de Godoy e Rosino Rodrigues da Silva, respectivamente, nas categorias Pesquisador Científico e Servidor de Apoio.
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Godoy ingressou no Instituto em 1975 e desde então dedica-se às pesquisas com amendoim. Os campos paulistas respondem por cerca de 70% da produção nacional de amendoim e 80% das lavouras são plantadas com variedades IAC. Muito desse resultado se deve ao trabalho do pesquisador agraciado. “Minha carreira tem como ponto de destaque a preocupação em fazer pesquisa que produza resultados tecnológicos que atinjam diretamente o agricultor”, avalia Godoy.
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O servidor homenageado é Rosino Rodrigues da Silva, funcionário aposentado e atualmente ligado ao Centro de Comunicação do IAC. Ele começou a trabalhar no IAC em 1966 e hoje atua na gráfica interna do Instituto. “Através dos impressos que produzimos aqui são exteriorizados os resultados das pesquisas feitas pelos pesquisadores do Instituto Agronômico de Campinas. Assim, posso dar uma pequena parcela de minha contribuição à nossa sociedade”, diz.
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Fundado em 27 de junho de 1887, o IAC desenvolve atualmente 470 projetos de pesquisas em diversas áreas da agricultura. O trabalho é realizado por 195 pesquisadores – 80% deles têm doutorado e 16%, mestrado. A equipe científica é apoiada por 346 servidores. Em 123 anos de atuação, o IAC já desenvolveu 917 variedades de plantas de 66 espécies, além de tecnologias relacionadas ao plantio, manejo, colheita e pós-colheita dessas culturas. O Instituto também oferece curso de Pós-Graduação em Agricultura Tropical e Subtropical, com mestrado e doutorado.
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Mérito e Reconhecimento – IAC recebe nove prêmios nos primeiros seis meses de 2010 e outros cinco no segundo semestre de 2009. São 14 manifestações de reconhecimento em um ano.
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Confira um retrato dos reconhecimentos (em ordem cronológica decrescente).
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Prêmio Centro de Citricultura 2010 vai para José Orlando de Figueiredo, pesquisador do IAC que acaba de se aposentar (junho de 2010)
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O reconhecimento no meio citrícola insere-se em contexto de alta excelência e competitividade que faz do Brasil o maior produtor mundial de citros. É nesse cenário que se destaca o trabalho de José Orlando de Figueiredo, pesquisador do Instituto Agronômico de Campinas, que se aposentou recentemente e leva na bagagem da rica trajetória profissional a homenagem do Centro de Citricultura “Sylvio Moreira”. Com quatro décadas de dedicação à pesquisa e mais de uma centena de trabalhos técnico-científicos publicados sobre limas ácidas e laranja de mesa, participou de congressos nacionais e internacionais e foi sócio fundador e membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Fruticultura por mais dez anos. Agora, o homenageado encerra um ciclo no IAC, onde começou como estagiário, após a formatura pela Esalq, em 1969. “Ainda na faculdade me apaixonei pelo IAC e pela citricultura”, revela o homenageado. A sensibilidade e simplicidade dessa declaração revelam um pouco da simpatia característica do doutor José Orlando. “É uma honra enorme receber este prêmio, é o coroamento pelos 40 anos em que me dediquei ao IAC e à citricultura. É algo inesquecível. Vou levar para o resto de minha vida essa recordação”, declara.
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CNPq oferece Prêmio Menção Especial de Agradecimento ao IAC
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(maio de 2010)
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Ser reconhecido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, do Ministério de Ciência e Tecnologia, é uma demonstração da competência e da relevância do Instituto Agronômico de Campinas à pesquisa agrícola nacional. Esse prêmio reforça a extensão das contribuições do IAC, que vão muito além de São Paulo e tem presença marcante no cenário brasileiro. Importante financiador junto ao IAC, o CNPq oferece a Menção pelos “significativos serviços prestados ao crescimento, desenvolvimento, aprimoramento e divulgação do CNPq no ano anterior à entrega do título.” A Menção Especial refere-se então aos resultados de 2009.
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Prêmio Paulo Gonçalves – nome do pesquisador do IAC é homenagem ao melhor seringal e seringalista do Brasil (abril de 2010)
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Os seringais paulistas são os mais produtivos do mundo e esse desempenho tem a atuação das pesquisas IAC — pelas mãos do pesquisador Paulo Gonçalves. O Prêmio Paulo Gonçalves foi oferecido pela primeira vez, este ano, ao melhor seringal e seringalista do Brasil. Mérito de quem pode levar para casa este nome. Com quase quatro décadas de pesquisas com seringais, Paulo Gonçalves é uma referência em heveicultura. Professor do Curso de Agricultura Tropical e Subtropical do Instituto Agronômico na área de Genética, Melhoramento e Biotecnologia Vegetal, o pesquisador sente mais uma vez o dever de continuar contribuindo. “Há 38 anos dedico-me à pesquisa com seringueira e sinceramente não esperava um prêmio com o meu nome. Além de ser uma grande honra, é muita responsabilidade para mim...o prêmio representa o melhor seringalista, bem como o melhor seringal do Brasil no biênio, referência para outros seringais”, avalia o homenageado.
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Prêmio Frederico de Menezes Veiga vai para Jorgino Pompeu Júnior, pesquisador do IAC (abril de 2010)
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Almejado no meio científico, o reconhecimento oferecido pela Embrapa teve, em sua 32ª edição, o tema “Valorização dos recursos genéticos para a inovação tecnológica na agricultura”. Em mais de 40 anos de trabalho, o pesquisador do IAC contribuiu para fazer do banco de germoplasma de citros do IAC o maior do mundo – ampliando-o, estudando e preservando. Um terço da coleção de citros do IAC chegou pelas mãos de Jorgino Pompeu. Atualmente, ele avalia 240 porta-enxertos para conhecer a resistência dos materiais à tristeza dos citros, declínio e morte súbita. “Desde meu ingresso no IAC, em 1966, fiquei apaixonado pela coleção de citros, na época com quase 800 variedades. Desde então, venho avaliando e ampliando essa coleção, visando ao desenvolvimento de copas mais produtivas, à ampliação do período de safra das frutas cítricas e também à seleção de novos porta-enxertos, mais resistentes à seca e a doenças e pragas” – assim resume sua trajetória.
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Instituto Penido Burnier homenageia IAC (abril de 2010)
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Reconhecimento pelas contribuições do IAC junto ao cenário de ciência e tecnologia que caracteriza Campinas. “Assim como o Penido Burnier, fazemos uso das ferramentas da ciência e da tecnologia para melhorar a qualidade de vida da população. Nesse aspecto, atuamos com objetivo comum”, Marco António Teixeira Zullo – diretor-geral do IAC.
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Dissertação de mestrado desenvolvida na Pós-graduação IAC recebe Prêmio Jayme Vazquez (abril de 2010)
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A premiação oferecida pela empresa Borracha Natural Brasileira reconhece nacionalmente trabalhos de pós-graduação em mestrado e doutorado sobre heveicultura no Brasil. A pesquisa do engenheiro agrônomo, Juliano Quarteroli Silva, orientado pelo pesquisador do IAC, Paulo de Souza Gonçalves, resultou em sistema de extração de látex mais eficiente. A busca do melhor método para explorar o látex da seringueira tem forte justificativa: o alto custo da extração da borracha é um dos principais problemas na heveicultura paulista. A solução desenvolvida reflete diretamente nos lucros do produtor.
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Associação dos Produtores de Café da Bahia homenageia o IAC pelas contribuições à cafeicultura (março de 2010)
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O pioneirismo e as relevantes pesquisas desenvolvidas pelo Instituto Agronômico foram ressaltados pela Associação dos Produtores de Café da Bahia (Assocafé), que homenageou o IAC. Referência nacional em cafeicultura, o Instituto Agronômico já desenvolveu 62 variedades. Dos cafezais brasileiros do tipo arábica, cerca de 90% são plantados com materiais IAC. As pesquisas geram também sistemas de produção mais eficientes, com foco em aumentos na produção com eficiência econômica.
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Programa “Aplique Bem” do IAC conquista Prêmio Governador Mario Covas (março de 2010)
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O Prêmio Governador Mario Covas – Excelência e Inovação em Gestão Pública, uma iniciativa do Governo do Estado de São Paulo, veio reconhecer o ineditismo e a efetiva contribuição junto a trabalhadores rurais de São Paulo e do Brasil. O Programa Aplique Bem do IAC tem mudado o cenário de pulverizações, contribuindo para a segurança alimentar, minimizando impactos à saúde ambiental e humana e baixando custos sociais e econômicos. Coordenado pelo pesquisador do IAC, Hamilton Humberto Ramos, e desenvolvido em parceria com a empresa Arysta LifeScience, o Aplique Bem já atendeu cerca de 270 municípios, em dez Estados brasileiros, treinando 8.500 trabalhadores rurais. Reconhecimento mundial - em novembro de 2009, o Aplique Bem ficou entre os cinco melhores Programas de Educação e Treinamento do mundo, pelo Agrow Awards.
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Pesquisadores e bolsistas do IAC recebem Prêmio “Victória Rossetti” pelo melhor trabalho apresentado no XXXIII Congresso Paulista de Fitopatologia (fevereiro de 2010)
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Reconhecimento se deve à nova metodologia IAC que reduz período de quarentena. A diminuição do período em que plantas importadas ficam em observação fitossanitária para evitar o ingresso de pragas e doenças no País faz reduzir também no tempo de pesquisa. A ferramenta viabiliza o diagnóstico de doenças antes do aparecimento dos sintomas – basta que a planta apresente folhas em tamanho e quantidade suficientes para as análises.
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O marcador específico para a doença do carvão — que ataca a cana — ainda não existia na literatura. O resultado da pesquisa do Centro de Recursos Genéticos Vegetais vem otimizar o uso do quarentenário do IAC, que é um dos dois existentes no Brasil destinados a receber plantas, inclusive transgênicos. “Diminuímos os custos, já que o quarentenário é um ambiente controlado, livre de doenças. No caso da cana-de-açúcar, a liberação mais rápida agiliza também os processos posteriores de melhoramento genético na obtenção de cultivares elite”, avalia Haiko Enok Sawazaki, pesquisadora do IAC e integrante do grupo agraciado.
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Ano de 2009
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Prêmio “Profissionais do Ano” vai para Marcos Landell, pesquisador do IAC (dezembro de 2009)
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Com a experiência de trinta anos dedicados à pesquisa e a vivacidade de um iniciante, Landell trabalha exaustivamente no presente com olhos para o futuro. “Queremos participar do desenvolvimento do novo tipo de cana que será produzida no cenário que se desenha quando o etanol virar commodity“. “Esses prêmios são indicativos do reconhecimento do setor ao trabalho do IAC. O resultado é fruto de um trabalho em equipe. Pouco conseguiria realizar se não contasse com uma equipe de excelência como a do Programa Cana IAC”, avalia o agraciado.
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Programa Cana IAC agraciado com o Prêmio Mastercana, na área de Tecnologia (Outubro de 2009)
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Programa Cana IAC recebe Master Cana Centro-sul 2009 – distinção aos Melhores do Ano no Setor Sucroalcooleiro, na categoria “Inovação Tecnológica” (agosto de 2009)
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O Programa Cana IAC — um dos maiores programas brasileiros de desenvolvimento de variedades — já resultou em 17 variedades de cana. Mantém cerca de 700 campos experimentais, em dez Estados brasileiros. Nos últimos quatro anos, lançou oito novas variedades de cana-de-açúcar que atendem a diferentes condições de clima e solo do Centro-Sul do Brasil, região responsável por cerca de 85% da cana brasileira. Sem fronteiras – além do projeto de seleção de variedades para o México, o IAC tem contato com outros países, especialmente Oceania e Ásia, para que a canavicultura tenha suporte em outras nações e não fique reservada ao Brasil.
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Prêmio de Melhor Trabalho em Ecofisiologia do XII Congresso Brasileiro de Fisiologia Vegetal vai para pesquisa do IAC (setembro de 2009)
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A pesquisa premiada envolve o efeito do frio noturno sobre a fotossíntese. O estudo faz parte de tese de mestrado desenvolvido no Curso de Pós-Graduação do IAC, por Daniela Favero São Pedro Machado, sob orientação do pesquisador Eduardo Caruso Machado. O trabalho mostrou que o porta-enxerto que confere maior tolerância ao frio também é mais eficiente nessas condições sob o aspecto da fotossíntese. A relevância prática do resultado é ampliada em função da expansão da citricultura para regiões paulistas mais frias.
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Pesquisador do IAC, Valdir Atsushi Yuki, recebe Prêmio "Grupo Paulista de Fitopatologia" (fevereiro de 2009)
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Uma carreira dedicada à “saúde” das plantas e o reconhecimento com o Prêmio "Grupo Paulista de Fitopatologia" chega para o pesquisador do Instituto Agronômico, Valdir Atsushi Yuki. Mais que merecido: sanidade é condição para a expansão das culturas e dos negócios. Os 35 anos de carreira aliados à investigação científica e à aproximação dos setores de produção resultaram em bons frutos, ou melhor, boas hortênsias – sadias, livre de vírus. Pesquisa liderada por Valdir Yukiidentificou vírus que deixava menores as flores de hortênsias azuis e manchava as folhas. O IAC fez a “limpeza” da variedade chamada “Renat Blue”, a principal no mercado. É a pesquisa científica resolvendo problemas práticos e sérios de pequenos floricultores. Mas não são só flores. Yuki dedica-se à virologia em meio a várias culturas de importância econômica, como alface, algodão, batata, citros, feijão, maracujá e plantas ornamentais.
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Textos: Assessoria de Imprensa – IAC
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Carla Gomes (MTb 28156) – Assessora de Imprensa – IAC, Fernanda Domiciano e Luan Antunes – estagiários
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19-2137-0613/0616
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