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Variedades de frutas IAC ilustram selos dos Correios

Desde julho de 2009, Correios levam imagens de variedades IAC (11/03/2010)

Por Fernanda Domiciano - estagiária - Assessoria de Imprensa - IAC\r\n\r\n\r\n Três variedades de frutas do Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, estampam, desde julho de 2009, selos dos Correios, com o tema “Emissão Mercosul: Circuito das Frutas – Turismo Rural”. Ao todo, são dez modelos de selos, com tiragem de três milhões de exemplares. Cada modelo representa a fruta símbolo de um município do Circuito das Frutas, região de Jundiaí. Oito das dez fotos são de autoria de Fernando Picarelli Martins, pesquisador aposentado do IAC e ex-chefe da Estação Experimental de Jundiaí, atual Centro de Frutas IAC, da Secretaria de Agricultura de São Paulo.
As variedades Uva Máximo IAC 138-22, Pêssego Petisco-2 IAC 370-8 e Ameixa Centenária IAC SR-51 ilustram, respectivamente, as cidades de Vinhedo, Itupeva e Jarinu. As demais frutas presentes nos selos são: morango, acerola, caqui, uva Niágara Branca, maracujá e figo roxo e representam, respectivamente, as cidades de Atibaia, Indaiatuba, Itatiba, Jundiaí, Louveira, Morungaba e Valinhos.
Existem critérios rigorosos para a elaboração de selos pelos Correios, sendo escolhidos somente temas de relevância nacional ou internacional. Segundo informações dos Correios, o Circuito das Frutas se encaixa nesses critérios pela importância que tem a fruticultura para a exportação do Brasil. Ainda como consta no site oficial dos Correios, a Rússia é a maior importadora de frutas frescas brasileiras e esse mercado, com um grande potencial de crescimento, têm outros destinos como o Canadá, Emirados Árabes, China, Estados Unidos e países do Leste Europeu.
As frutas comercializadas contam com inúmeras contribuições do IAC, que atua no desenvolvimento de novas variedades de frutíferas e de tecnologias que contribuem para a expansão da fruticultura no Estado de São Paulo e em outras regiões brasileiras.
Dentre as contribuições do IAC, está o melhoramento genético de frutas de clima temperado, subtropical e tropical. Destacam-se os trabalhos com a cultura da videira, que também tem grande destaque na região do Circuito das Frutas. Obteve-se enormes avanços graças às pesquisas realizadas pelo IAC, com o lançamento de pelo menos 30 novas variedades, entre uvas para vinificação e para mesa. Inúmeros projetos são desenvolvidos visando ao aumento na produtividade e melhoria na qualidade da uva. Destacam-se os estudos na área de adubação, uso de reguladores vegetais, sistemas de condução e comportamento de variedades copa e porta-enxertos para uvas destinadas ao consumo in natura e para processamento e fabricação de vinho e suco.
Paralelamente ao trabalho de melhoramento genético, o IAC tem importante contribuição no aprimoramento de técnicas culturais para o cultivo de frutíferas, trazendo resultados relevantes no aumento da produtividade e qualidade dos frutos. No caso dos pessegueiros e ameixeiras, que ilustram os selos, as plantas são atacadas por um fungo que causa a podridão-parda que impossibilita o comércio para consumo in natura e para a indústria. A doença ataca desde o florescimento até a pós-colheita dos frutos e o fungo pode permanecer no pomar de um ano para o outro. Para evitar os prejuízos, é necessário podar, destruir as partes atingidas e utilizar defensivos agrícolas.
Esses aperfeiçoamentos contribuem para a otimização de mão de obra, redução do impacto ambiental e diminuição do uso de defensivos agrícolas, colaborando para a produção sustentável. Além de tudo isso, o IAC leva ainda informações por meio de congressos, simpósios, workshops e cursos possibilitando que produtores e trabalhadores rurais coloquem em prática todo o resultado do trabalho realizado pelos pesquisadores.

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