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A constante renovação nos últimos 121 anos do IAC\r\n

Edição de maio, junho e julho de 2008

O Diretor-geral do Instituto Agronômico fala sobre a atual situação da agricultura no Estado de São Paulo (entrevista para a publicação Espaço Citrícola
O Instituto Agronômico (IAC), pertencente à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e sediado em Campinas, é o mais antigo Instituto de pesquisa na área da agricultura no país.
Nesta entrevista, o Diretor-geral do IAC, Orlando Melo de Castro fala sobre temas como o avanço da cana, a mudança no modelo de gestão de institutos de pesquisa no estado, os acordos entre iniciativa privada e órgãos públicos em pesquisas e, algo que atinge os pomares do estado, o greening.
ESPAÇO CITRICOLA (EC) - 1. O IAC tem um quadro de pesquisadores renovado após a contratação dos novos pesquisadores. Quais as linhas institucionais para formação de lideranças internas para atuação em ciência e tecnologia?
ORLANDO MELO DE CASTRO (OMC) ? De início, a maioria desses pesquisadores, praticamente 85%, já chegam ao Instituto Agronômico com uma formação acadêmica completa, com doutorado, muitos com pós-doutorado e alguns com mestrado ou em fase de conclusão de doutorado. Então, quanto à formação acadêmica, eu diria que esse pessoal tem uma qualificação muito boa. O que a gente pretende é que esses pesquisadores peguem experiência de pesquisa, já que muitos vieram direto das Universidades onde fizeram mestrado e doutorado, mas ainda não tem uma habilidade ou experiência de pesquisa ou em ambiente de pesquisa. Então, após essa vivência na Instituição, nos diferentes centros de pesquisa em que atuam, os pesquisadores são incentivados a fazer treinamentos, sejam de curta ou média duração, de três meses a um ano em centros de pesquisa no Brasil ou mesmo no exterior, em função da sua área de atuação, para que conheçam outros ambientes de pesquisa e adquiram experiência em novas técnicas de experimentação dentro da sua área de atuação, conseguindo uma inserção em outros ambientes, que possam vir a ser parceiros inclusive dentro de pesquisas da própria Instituição. A Instituição não pode ficar isolada ou atuar isoladamente com riscos de comprometer os resultados e a qualidade dos trabalhos aqui desenvolvidos, sem isso a gente não vai conseguir avanços e saltos no conhecimento como historicamente a Instituição sempre teve.
EC - Busca-se muito a formação de competências científicas que possam apresentar novos projetos para financiamento. Muitas vezes, os elos de ligação entre instituições no Brasil e no exterior são fundamentais nesse processo. Como o IAC tem fomentado esse desenvolvimento do seu quadro de pesquisadores?
OMC - Historicamente os nossos pesquisadores sempre participaram, desde um simples congresso a treinamentos em nível de pós-doutorado no exterior, isso sempre foi rotina na Instituição. Isso ficou muito patente nos anos 70 e 80, e mesmo hoje nossos pesquisadores têm feito treinamento fora, por exemplo, na Europa e EUA. Isso vai continuar e deve ser ampliado com os novos pesquisadores, especialmente na área de bioenergia, na área de cana e de outras culturas energéticas, pois hoje há uma demanda mundial por conhecimento nessa área que é extremamente competitiva. Nós estamos preocupados com isso, alguns colegas novos que ingressaram nos institutos, como no Centro de Cana do IAC, por exemplo, já estão indo para o exterior para conhecer novos ambientes de pesquisa nessa área de cana-de-açúcar e de culturas energéticas. É evidente que não é só isso, em outras áreas de pesquisa como as básicas, solos e climatologia, nós também procuramos estimular esse pessoal a fazer treinamentos no exterior e mesmo no país, pois temos centros de excelência hoje aqui no Brasil, como os centros da Embrapa, por exemplo, que recebem pesquisadores para pós-doutorado e que dentro do interesse da Instituição e do interesse dos programas de pesquisa, pode ser que o estímulo seja para fazer esse treinamento aqui mesmo no Brasil, desde que tenha uma área de competência e responsabilidade para isso.
EC - Como a programação científica do IAC tem procurado atender a demanda dos diferentes setores do agronegócio?
OMC - Nós temos sempre estimulado o contato dos pesquisadores dos nossos diferentes centros com os produtores, entidades, associações e cooperativas para definição de demandas de pesquisa, mas isso não é o bastante. Muitas vezes o que vem de uma organização de produtores é uma demanda muito pontual e momentânea. Constantemente somos obrigados a ter diagnósticos para novas oportunidades e novos negócios e nem sempre o produtor detecta isso. Então, é importante o indivíduo estar envolvido em entidades de análise e entidades que fazem prospecções e diagnósticos de mercados e de situações futuras para que oriente a nossa programação. Nós temos procurado reorganizar nossos programas, por exemplo, na área de fruticultura, na área de hortaliças, focado principalmente para pequenos agricultores e prevendo, por exemplo, que o rearranjo da colheita de cana-de-açúcar, que a partir de 2014, será exclusivamente mecânico por se proibir a queima, fará com que muitas áreas de cana que hoje estão em produção com colheita manual e cana queimada, por força da topografia, se tornem inviáveis para o plantio dessa cultura. Então, temos que avaliar e prospectar quais alternativas seriam oferecidas para esses agricultores ou para produtores que hoje têm cana nessas áreas e que futuramente deixarão de ter, aí surgem espaços para as áreas de horticultura, fruticultura, área de reflorestamento, criação de animais. Precisamos avaliar esse novo cenário e a Instituição tem que estar preparada para isso. Por conta disto, estão sendo elaborados diagnósticos na área de geoprocessamento, para avaliar no Estado de São Paulo, as áreas mais críticas que terão esse problema. O lançamento do Zoneamento Agroclimático da cana-de-açúcar, lançado agora no aniversário do IAC, é uma ferramenta muito útil para esse tipo de trabalho. Enfim, a Instituição tem que diagnosticar para ofertar tecnologia e novos produtos para os nossos agricultores, mas também que sejam condizentes com o mercado consumidor, porque não adianta nós lançarmos algo que seja viável no aspecto agronômico, mas que não seja no aspecto de mercado.
EC - O IAC na atual estrutura pode fazer acordos com a iniciativa privada para alcançar objetivos comuns?
OMC - Sim, isso já é uma prática rotineira. Claro que em determinados centros ou determinados produtos essa prática é facilitada pela própria demanda do setor produtivo, ou setores produtivos que são mais organizados nesse sentido. Mas hoje nós temos alguns programas de sucesso em que a participação da iniciativa privada tem sido fundamental: tem o exemplo do nosso programa de milho de pipoca, em que boa parte dos recursos que sustentam nosso programa vem de empresas empacotadoras que estão interessadas nos nossos materiais; o programa de amendoim, é outro que há muitos anos tem a participação de empresas empacotadoras e exportadoras, também de cooperativas de produtores, o que permitiu a criação de uma linha de novos produtos de amendoim que satisfaçam o mercado externo e que permitem hoje ao Estado de São Paulo ser um grande exportador para a Europa, por conta das variedades derivadas do programa do IAC. Mas o exemplo mais exitoso que nós temos é o da cana-de-açúcar, onde praticamente 75% dos recursos que sustentam o Programa Cana do Centro de Cana IAC são oriundos do setor sucroalcooleiro. Hoje nós temos cerca de 120 empresas do setor conveniadas ao Programa Cana, não só no Estado de São Paulo, mas em outros 10 estados do Brasil que dão o aporte de recursos para o programa de melhoramento, para o programa de estudos do ambiente de produção, para estudar pragas, enfim, dão suporte financeiro ao programa e com resultados extremamente satisfatórios, e o que comprova este sucesso é o reconhecimento do setor, inclusive internacional. Diversos países ou empresas do exterior têm nos procurado para formar convênios e projetos de pesquisa, usando toda a base de conhecimento que o nosso Centro de Cana possui e formou nesse espaço de tempo. Outro exemplo de sucesso é na área de transferência de tecnologia: o Centro de Engenharia e Automação do IAC, em uma parceria com a Arysta LifeScience, implantou o Programa Aplique Bem, que é uma idéia do Centro de Engenharia, da área de aplicação de defensivos, em que uma van instrumentada com equipamentos, inclusive audiovisuais, vai à propriedade do agricultor ou de agricultores levar tecnologias de aplicação de defensivos, de limpeza de equipamentos, de uso adequado de agroquímicos, respeito a tempos de carência, enfim, para uso correto do equipamento e do agroquímico nas diferentes lavouras ou culturas exploradas. O programa tem sido um êxito, tanto que já há uma segunda van sendo preparada para o segundo semestre, dobrando nossa capacidade de trabalho e, até junho desse ano, já tínhamos ultrapassado 2 mil agricultores atendidos por esse programa, com menos de um ano de atuação. Outro sucesso na área de treinamento é o nosso curso de Pós-graduação, implantado em 1999 e que já conta com mais de 200 dissertações defendidas e, o que é importante, com 75% dos egressos do curso atuando no mercado de trabalho.
EC - Discute-se há tempos a reorganização da estrutura administrativa dos institutos de Pesquisa do Estado de São Paulo. Qual é a posição do IAC com relação à mudança dos institutos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), da administração direta para autarquias?
OMC - Não há duvida de que o modelo de administração direta que nós vivemos até hoje já não permite a flexibilidade e a agilidade que as instituições de pesquisa necessitam. Isso é evidente e já há muito tempo nós temos nos empenhado, não só na minha administração, mas também nas anteriores, para discutir a necessidade de mudança do modelo jurídico do sistema de administração. Nós identificamos que o mais adequado para a nossa situação é o modelo de autarquias, de autarquia especial, em que, embora ainda se mantenha o vínculo à Secretaria do Governo do Estado, baixa o poder de decisão para instâncias menores e se permite muito maior agilidade no processo de administração das instituições, sem, contudo, tirar delas a responsabilidade ou a vinculação com o Estado e a defesa dos programas de trabalho do Governo do Estado. Neste ano, no segundo ano da administração do Governador José Serra e do Secretário João Sampaio, temos sido estimulados pela administração superior a propor alternativas para isso, então, está em processo já bastante adiantado a elaboração de uma minuta de projeto de lei que vem sendo discutida pelos diretores de institutos e com a coordenadoria da APTA. É um projeto de lei de autarquia que satisfaça os interesses dos institutos e as necessidades para essa flexibilização e autonomia, por isso, teremos uma agilidade maior do que a de hoje, quer dizer, teremos maior possibilidade de parcerias em projetos, seja com agências de fomento, seja com a iniciativa privada, uma gestão melhor do patrimônio e aproveitamento desse patrimônio para a geração de renda e de benefícios aos institutos, ampliando a nossa capacidade de geração de recursos e consequentemente a capacidade de pesquisa e geração de serviços.
EC - Como vê o avanço da cultura da cana no Estado de São Paulo sob o ponto de vista social, geração de empregos, bioenergia e produção de alimentos?
OMC - Não há dúvida de que a cana-de-açúcar tem uma expansão significativa no Estado de São Paulo, evidentemente em função da geração de renda por unidade de área. Vai chegar um momento de estabilidade nisso, em que a expansão vai se dar em outros estados e regiões, como o cerrado, por exemplo, em função do próprio custo da terra. Há uma valorização muito grande da terra no Estado de São Paulo e há um limite para isso. A expansão da cana significa maior geração de empregos, em que pese à previsão de obrigação de colheita mecânica a partir de 2014, já que uma grande fonte de mão de obra é a colheita da cana, em que pesem as discussões sobre condições de trabalho, insalubridade, que há nesta atividade. Mas, enfim, é uma fonte de emprego forte para aquela mão de obra não qualificada, não treinada e que depende quase que exclusivamente dos seus braços para atuar. A colheita mecânica vai tirar essa mão de obra do campo e o Estado e as entidades de governo têm que se preocupar em qualificar esse pessoal para outras atividades. É evidente que outras culturas poderão absorver essa mão de obra, mas não a sua totalidade, já que o setor cana é o grande demandador dessa mão de obra. Agora no aspecto social, isso aí tem que ser visto e o Estado tem que saber administrar. Claro que é uma evolução gradativa e aos poucos vai se ajustando, tanto que hoje já temos cerca de 50% da área com colheita mecânica e isso está crescendo, em algumas regiões já chega a quase 80%, e essa mão de obra se ajusta em outras atividades. No aspecto de geração de energia, é evidente que a cana é a grande fonte energética, ela é extremamente positiva, se comparada com outras fontes como o milho, a beterraba. A solução milho que os EUA vêm adotando, tem um custo de produção muito superior ao da cana, quer dizer, isso é uma situação muito particular que os EUA adotaram em função da matéria prima que eles têm e dos subsídios que ofereceram aos produtores de milho para destinar de 25% a 30% de sua produção para etanol. O que é muito diferente da nossa situação, já que a cana tem uma relação energética extremamente positiva a um custo muito menor, então cresce o interesse por esta solução brasileira em termos mundiais, mas os outros paises não querem ficar na dependência do Brasil, o grande produtor de etanol, na composição de sua matriz energética, mas, aos poucos, isso vai se ajustando. Eu não vejo problema na expansão da área de cana. Hoje da área agrícola do Brasil, a cana representa apenas 7%, isso quer dizer que a soja, o milho e outras culturas têm muito mais do que a cana, quer dizer, se dobrarmos a área de cana, ela ainda vai ser muito inferior à soja. E também não acredito que a cana-de-açúcar está tirando áreas que seriam da produção de alimentos. A cana avança sobre áreas de pastagem, até por conta do custo da terra ser menor, e nem por isso nossa pecuária está ameaçada. Em São Paulo a cana avançou, a área de pastagem diminuiu e o nosso rebanho bovino aumentou nos últimos seis ou sete anos, resultando numa pecuária muito mais eficiente. Naquele espaço em que se criava meia cabeça de boi por hectare, se podemos classificar assim, hoje se cria duas. E ainda dá para crescer, já que nós temos áreas com lotação de até quatro animais por hectare. Então há tecnologia e há conhecimento para ter uma pecuária muito mais inteligente que a que temos hoje. Portanto a cana não está comprometendo o rebanho de bovinos e nem tão pouco comprometendo as áreas de alimentos, tanto que a produção de grãos no Brasil vem crescendo significativamente, recorde atrás de recorde, e a cana também vem crescendo. O que nós temos é muita tecnologia para ser adotada e muita terra ainda para ser utilizada. Acho que a cana de açúcar, especialmente no centro-sul, onde temos um período de inverno bem razoável em termos de chuva, não limita a possível produção de alimentos nas áreas de renovação. Se nós tivermos em São Paulo cinco milhões de hectares de cana, considerando a média de 20% de renovação, nós teremos um milhão de hectares de cana sendo renovada todo ano. Se metade disso for usada para plantio de grãos, como soja, amendoim, girassol e outras culturas, é uma opção fantástica para ampliar a produção de alimentos.
EC - Como vê a citricultura no Estado de São Paulo diante do greening (HLB) e a baixa remuneração da caixa de laranja paga pelas indústrias?
OMC - O greening é uma doença quarentenária, isso já foi caracterizado. Então, alguém naturalmente entrou com planta que não devia no bolso e trouxe essa doença terrível aqui para o Brasil. A irresponsabilidade de alguns gerou prejuízos para toda uma cadeia produtiva no Estado de São Paulo. É evidente que agora temos que correr atrás para limitar a ação desse problema, porque a solução para isso vai depender de muita pesquisa com muito investimento, para identificar as plantas tolerantes ou resistentes que consigam conviver com essa doença. Os custos de produção aumentaram por conta do controle da praga vetora. A erradicação é uma necessidade. Muitos colocam como uma pressão em cima do Governo do Estado de São Paulo, da área de defesa, em termos de fiscalização e controle, mas isso não é uma responsabilidade só do Estado, isso é uma responsabilidade de todos e parece que custa às pessoas assumirem isso. O citricultor é que é o principal fiscal da área que ele tem. A detecção de uma planta contaminada tem que ser assumida como planta a ser eliminada, e o seu entorno, enfim, existem as normas adequadas para isso. Agora não queira cobrar só do Estado a fiscalização ou ação de resolver esse problema. A solução passa por toda a cadeia produtiva como interesse comum de resolver isso. O greening tem implicado na redução de pomares de citros em algumas regiões mais críticas, a migração da citricultura para outras regiões do Estado, com menor pressão de doenças, mas ainda assim o Estado consegue manter a sua produtividade, consegue ainda se manter como líder na produção de laranja e suco para o mercado interno e para o mercado externo, principalmente. Agora, a relação de preço da caixa de laranja e esse conflito entre o produtor de laranja e as indústrias esmagadoras é aquela velha história, o problema de quem tem a matéria prima e de quem compra essa matéria prima, é uma relação que tem que ser resolvida em termos de negociação. Um tem que saber a importância do seu produto, da mesma forma que o outro tem que reconhecer a importância daquele produto para a sua unidade industrial. Se não chegarem a um acordo de convivência, nunca vão chegar a uma solução de uma discussão que vem de anos e anos e que parece que nos falta um pouco de bom senso e de se reconhecer a interdependência entre dois setores que são fundamentais um para o outro.
EC - Quais os programas que a SAA e em especial o IAC vem fazendo ou deverá fazer face às mudanças climáticas e aquecimento global para os próximos 20 ou 50 anos?
OMC - O foco do Instituto Agronômico sempre foi a área do melhoramento genético, desenvolvimento de variedades, de materiais resistentes ou tolerantes a fatores ambientais, sejam pragas e doenças, sejam situações de solo e clima. Eu dou sempre o exemplo da uva, que é uma fruta oriunda de clima temperado e que tem suas exigências de horas de frio para poder produzir adequadamente, e que aqui no Estado de São Paulo e no Brasil estava restrita às áreas de clima mais frio, como a região de Jundiaí, São Miguel Arcanjo e Sul do Brasil. No entanto, as pesquisas do Instituto Agronômico possibilitaram o desenvolvimento de porta enxertos e de variedades, com pouca exigência de frio, isso aconteceu na década de 70, e fizeram com que a uva se tornasse quase que uma espécie tropical. Eu digo sempre que nós acabamos tropicalizando a uva. Hoje é possível ter a uva na região oeste do Estado de São Paulo e na região do Vale do São Francisco, que exporta para a Europa e outros países, com base em tecnologia desenvolvida pelo IAC, e mais: produzindo o ano todo. Portanto, algo que era absurdo até os anos 70, está incorporado no sistema produtivo brasileiro. Essa é uma realidade que é incontestável. Então eu acho que da mesma forma que se tivermos uma evolução lenta e gradativa para um aquecimento global de um grau ou dois graus centígrados, nós vamos desenvolver variedades e adequá-las às condições e ambientes mais quentes, não usuais para hoje. Então quando se fala ?São Paulo vai deixar de ter o café?... jamais! Nós vamos desenvolver variedades, híbridos de cruzamentos com variedades menos exigentes ao frio ou que suportem um clima quente, que será parte da evolução de espécies de interesse para o Estado de São Paulo, sul de Minas Gerais e etc, então não me assusta esse aspecto. O que me preocupa no aquecimento global são as espécies nativas, de flora e fauna, que não são manipuladas pelo homem e que naturalmente poderão ser extintas ou terão que migrar para outras regiões, porque a evolução natural dessas espécies não se dá em um curto espaço de tempo como nós estamos prevendo para as espécies ditas domesticadas.
Fonte: www.espacocitricola.eng.br
Edição 34

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