Notícias IAC

IAC leva grãos e culturas energéticas para a Agrishow 2008

Público pode visitar e ter informações

Por Carla Gomes (MTb 28156) - Assessora de Imprensa - IAC
O Instituto Agronômico (IAC-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, leva para a Agrishow 2008, em Ribeirão Preto, culturas e tecnologias com foco em fontes renováveis de energia e segurança alimentar.
Há materiais lançados no final de 2007, como as cinco variedades de feijão que serão mostradas ao grande público pela primeira vez. O destaque desses feijoeiros está na qualidade de grãos e de caldo, além da redução de 15 a 20% na aplicação de defensivos, em razão da resistência à antracnose e da tolerância à mancha angular, as principais doenças da cultura, cujo controle representa 15% do custo total de produção. Esses aspectos têm reflexos na qualidade de produtos e na segurança alimentar.
Os perfis das novas variedades desenvolvidas todos os anos no IAC mostram uma ciência em consonância com os anseios de consumidores, que buscam produtos mais saudáveis, e com a necessidade de agricultores, que têm na redução de agroquímicos a ferramenta para baixar custos econômicos e ambientais.
As variedades de cana-de-açúcar, lançadas em novembro passado, também estarão expostas e os visitantes poderão conhecer melhor os materiais conversando com os pesquisadores do IAC. As novas variedades superam em 17% a produtividade de materiais comerciais e geram cerca de 120 toneladas por hectare de cana-de-açúcar. O perfil da IAC91-1099, IACSP93-2060, IACSP95-3028 e IACSP95-5000 é o alto potencial agroindustrial e a adaptabilidade à colheita mecanizada, o que reduz impactos ambientais. Outro ganho está no nível de sacarose ideal para o corte em diferentes períodos, característica que atende a várias demandas do setor sucroalcooleiro. São recursos que podem resultar em ganhos de 10% a 30%, se os produtores souberem adequar o perfil desses materiais com o ambiente de produção. Esses resultados científicos mostram como a ciência e a tecnologia podem facilitar a gestão dos empreendimentos ligados ao agronegócio, estejam eles no campo ou em etapas dos ambientes industriais.
Os tipos especiais de arroz ? que atraem agricultores pela agregação de valor e consumidores pelo diferencial ? estarão mais uma vez expostos em campo. E quem quiser experimentar o arroz preto IAC 600 e o arroz para culinária japonesa, IAC 400, poderá adquirir pacotes de 250 gramas. Polido, o IAC 400 serve à culinária japonesa, mas também pode ser consumido na forma integral.
Na avaliação do diretor-geral do IAC, Orlando Melo de Castro, para que agricultores, técnicos e agrônomos possam adotar as tecnologias geradas pelas instituições de pesquisa é preciso torná-las públicas. ?Esse é o caminho para a concretização da inovação, fazendo o conhecimento sair dos laboratórios para chegar ao dia-a-dia da lida no campo?, diz. Para atender aos visitantes, o IAC participará com equipe de 70 profissionais, sendo 34 pesquisadores e 36 técnicos. No contato direto com pesquisadores e técnicos do IAC, os visitantes da feira têm a oportunidade de conhecer alternativas sobreo manejo das culturas, as formas de redução de uso de água e de agroquímicos, as opções de controle de pragas e doenças, as novas variedades e os ganhos obtidos com a adoção de tecnologias disponíveis.
Em exposição viva, há 20 variedades de diversas culturas. ?É pouco se comparado a tudo que está em desenvolvimento no IAC, mas o objetivo é lembrar aos integrantes do agronegócio que soluções sustentáveis estão sendo buscadas e disponibilizadas?, diz Castro. Neste ano, o IAC mostrará também ao público variedades de mamona, girassol, gergelim e tipos especiais de arroz. O algodão vermelho também estará exposto. Segundo o pesquisador do IAC, Reginaldo Roberto Luders, plantas vermelhas são tidas como resistentes a pragas. ?Há evidências de que a linhagem em questão é resistente ao bicudo, pelo mecanismo de não ? preferência?, diz. De acordo com o pesquisador, o material tem fibra de boa qualidade, o que não é comum em plantas vermelhas. Há a possibilidade de cultivo em sistema orgânico, trazendo opção de agregação de valor para pequenos produtores.
O público poderá conhecer os grãos de duas novas linhagens de amendoim, a IAC 503 e IAC 505, ainda em fase experimental. De acordo com o pesquisador do IAC, Ignácio Godoy, os materiais se caracterizam por excelente desempenho agronômico e qualidades destacadas dos grãos e do óleo. ?A principal delas é o alto teor de ácido oléico, um ácido graxo componente do óleo de amendoim, relacionado à durabilidade do produto e à melhor qualidade nutricional para consumo humano?, diz Godoy. A maior durabilidade amplia o tempo de armazenamento sem perda de qualidade, característica muito relevante para a indústria alimentícia.
Segundo o pesquisador, a IAC 503 e IAC 505 possuem de 70% a 80% de ácido oléico, enquanto nas variedades tradicionais de amendoim esse índice varia de 40% a 50%. ?Este ácido graxo é de grande importância para a indústria, pois os produtos gerados, como grãos, doces e óleo terão prolongada a sua vida de prateleira?, explica.
Características e desempenho agronômico
As variedades IAC 503 e IAC 505 são classificadas como do grupo ?runner?, com hábito de crescimento rasteiro e ciclo ao redor de 130 dias. Em relação às doenças foliares, são moderadamente suscetíveis à mancha-preta e ferrugem. ?A cultivar Runner IAC 886, a de maior expressão comercial atualmente, é considerada suscetível a essas doenças?, diz Ignácio Godoy.
Os primeiros testes de produtividade foram feitos em 2005/2006. Na média de duas localidades, a IAC 503 e IAC 505 produziram, respectivamente, 5.859 e 5.344 kg/hectare (em casca), contra 4.412 e 4.495 kg/hectare das variedades Runner IAC 886 e IAC Caiapó. Em 2006/2007, ano considerado difícil sob o aspecto de clima e de baixa eficiência no controle da mancha-preta, o desempenho produtivo médio dessas novas variedades foi de 3.519 e 3.514 kg/hectare, e de 3.364 e 3.571 kg/hectare para as tradicionais Runner IAC 886 e IAC Caiapó respectivamente. Essa avaliação foi feita em quatro localidades. Os novos materiais também se destacam pelo tamanho dos grãos.
Esses resultados vêm contribuir com agricultores paulistas. ?Vale lembrar que 80% da área de amendoim em campos paulistas são plantados com variedades IAC e que o Estado produz cerca de 70% do amendoim brasileiro?, diz o diretor-geral do IAC, Orlando Melo de Castro.
Outra novidade que o IAC levará para a Agrishow é um milho híbrido de grande produção de massa, com maior adaptação para produção de silagem e grãos, o IAC 8390. Estará exposto também um híbrido de milho-pipoca, o IAC 1311, que além de qualidade de grão e da produtividade, tem menor custo da semente.

Para mais informações acesse -


Sede do Instituto Agronômico (IAC)
Avenida Barão de Itapura, 1.481
Botafogo
Campinas (SP) Brasil
CEP 13020-902
Fone (19) 2137-0600