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IAC busca nova variedade de batata para combater a mosca-braca \r\n\r\n

Pesquisa faz parte da Pós-Graduação IAC

Nos últimos anos, a lavoura de batata brasileira passou a ser atacada pela mosca-branca, que suga a alimentação e interfere no crescimento e na produtividade da cultura. Era comum esse inseto atacar as plantações de hortaliças, leguminosas, ornamentais, algodão entre outras, mas passou a ser uma praga também das plantações de batata. De acordo com o pesquisador do IAC, André Lourenção, o Instituto Agronômico vem desenvolvendo uma pesquisa pioneira no combate ao inseto nas plantações de batata, com o objetivo de desenvolver uma variedade imune à mosca-branca.
Ao contaminar uma lavoura, o inseto diminui o vigor da planta e prejudica a produtividade. A alternância de plantações entre batata e tomate gerou a transmissão pela mosca-branca de uma nova virose Tomato yellow vein streak virus (TYVSV), causador do mosaico-deformante em plantas de batata. Segundo Lourenção, até o presente momento não foram feitas pesquisas quantitativas para medir os prejuízos na produção de batata, gerados pela mosca-branca e por essa nova virose.
De acordo com o pesquisador, o combate ao inseto pode ser feito por meio de produtos químicos, com o uso de inseticidas. Cabe ressaltar que o excesso de agroquímicos em algumas lavouras está gerando populações de mosca branca resistentes aos inseticidas. Outra forma de combate é por meio da destruição de restos culturais e da alternância de lavouras, com períodos livres de plantações. Já o combate biológico é feito por meio de inimigos naturais.
A forma mais viável e com menor custo para combater esse problema é pelo uso de variedade de batata resistente aos efeitos do inseto. Por isso, as pesquisas IAC buscam, por meio de cruzamentos híbridos com as variedades IAC 1966, ?Achat? e ?Agata?, gerar uma variedade de batata que dispense as formas químicas e biológicas para eliminar a mosca-branca. ?O combate a pragas com plantas resistentes é considerado o método ideal, pois não interfere em outras práticas agrícolas, não polui o meio ambiente e se integra perfeitamente no manejo integrado de pragas?, afirma o pesquisador.
A partir dos resultados da pesquisa, concluiu-se que a variedade IAC 1966, com características de uma planta selvagem, e a variedade ?Achat? podem servir para o melhoramento genético. O intuito é tentar transferir a resistência encontrada para o material comercial, como a variedade ?Agata?, plantada em grande escala para a comercialização do produto.
Por meio da pesquisa ? desenvolvida no curso de Pós-Graduação do IAC, descobriu-se que a variedade NYL 235-4, clone selecionado para resistência a insetos nos EUA, comportou-se como suscetível, não sendo portador de resistência a essa mosca-branca. Com essa informação, os pesquisadores já podem descartar o NYL 235-4 para futuras pesquisas.
Por Idiomar Tessaro - Estagiário da Assessoria de Imprensa - IAC

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