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Tecnologias do setor de hortaliças reunidas na fazenda do IAC\r\n

Agroshow Tomatec 2006 reúne 600 produtores que receberão informações sobre novidades e tendências (28/11/2006)

Por Carla Gomes (MTb 28156) ? Assessora de Imprensa ? IAC
Tomate, alface, repolho, brócolis, abóbora italiana, abóbora menina, melancia, pimentão, beterraba, rúcula, almeirão, couve-flor, acelga, pepino e melão. Todos esses produtos agroalimentares estarão expostos em seu melhor desempenho no solo da fazenda Santa Elisa, do Instituto Agronômico (IAC), em Campinas. O IAC está apoiando a realização do Agroshow Tomatec 2006, que acontece nos dias 29 e 30 de novembro, a partir das 8h, no Instituto, em Campinas.
Em parceria com a Tomatec Agro Comercial Ltda, distribuidora de insumos agrícolas com sede na Cidade, o evento reúne empresas atuantes na cadeia produtiva no setor de hortaliças a fim de promover o encontro de profissionais do setor e diminuir as distâncias entre a pesquisa, as empresas, os atacadistas e os produtores. ?O contato com os atacadistas é importante para o agricultor conhecer os critérios que levam à agregação de valor do produto?, diz o pesquisador do IAC, Wilson Tivelli, que participa da organização do evento. O objetivo é despertar os participantes para a necessidade de visualizar a atividade agrícola não apenas como meio de subsistência, mas sim como negócio.
Ao todo, 600 produtores terão acesso às tecnologias aplicadas no campo que proporcionaram ótimos resultados nas culturas. Os participantes saberão quais sistemas adotar e como manuseá-los para ter hortaliças em sua melhor qualidade, garantindo melhores ganhos nos negócios. Observando as 15 culturas plantadas nos quatro mil metros quadrados, é fácil entender que o uso de tecnologias adequadas é o caminho para o bom desempenho agronômico e a uniformidade das culturas. ?Os diferentes materiais plantados lado a lado facilitam a comparação de desempenho da planta?, diz Tivelli.
Para mostrar todos os procedimentos adotados nos campos serão realizadas dez estações técnicas, em que pesquisadores do IAC e agrônomos das empresas falarão sobre as características de cada variedade e híbrido, mostrando as tecnologias de irrigação, os sistemas de condução, a adubação e o controle fitossanitário, dentre outros aspectos. Todo o conhecimento exposto estará registrado também em manual que será distribuído aos participantes. Para tornar o evento mais produtivo, haverá 300 participantes no dia 29 e outros 300 no dia 30.
Por que substituir o bambu por fitilhos no sistema de condução das plantas?
Diante de alfaces, couves e tomates que dispensam explicações sobre a importância da adoção de tecnologias, o público verá os resultados obtidos com sistemas já adotados por produtores e os diferenciais alcançados com novas técnicas já disponíveis. Exemplo está no sistema de condução da planta ? em campo de tomate, o produtor verá o sistema já adotado em suas propriedades, em que a planta é amarrada a bambus com a finalidade de sustentá-la na posição vertical.
O agricultor também irá conhecer o sistema em que o bambu é substituído por fitilhos (fitas plásticas finas). O tutoramento com fitilho, conforme jargão científico, dá-se da seguinte forma: para evitar que a planta tome a forma de moita, as hastes são presas por fitas, amarradas a fios de arame que correm sobre o canteiro. Neste sistema, o plantio é adensado, viabilizando o mesmo número de plantas por hectare, quando comparado ao sistema tradicional adotado pelo agricultor, em que são usados bambus. O adensamento traz outro ganho: economia de água na irrigação. ?Nele, uma linha de gotejo faz o serviço, enquanto no sistema adotado pelos produtores são necessárias duas linhas?, diz Wilson Tivelli, que participa do evento juntamente com o pesquisador do IAC, Luis Felipe Villani Purquerio.
O sistema de fitilhos foi tema de tese de mestrado de Wilson Tivelli, em 1994, e vem sendo adotado pouco a pouco por produtores. ?A dificuldade de encontrar bambu leva o produtor à tentação de reutilizá-lo, fazendo com que o bambu funcione como meio de disseminação de doenças, trazidas da safra anterior?, explica Tivelli. Essa desvantagem no uso de bambu associa-se a outra também de caráter fitossanitário: a pulverização é dificultada no encontro dos bastões.
Outro benefício do sistema de fitilhos está na facilitação de mão-de-obra, por ser mais rápido conduzir a planta no sistema de fitilho. ?No bambu, um trabalhador toma conta de três mil covas, no sistema de fitilhos esse número sobre para 5 mil?, afirma Tivelli.
Produtor conhecerá os benefícios do mulching reutilizável
Os participantes do evento conhecerão também os benefícios da cobertura morta feita com plástico, chamada mulching. No evento será apresentada a comparação entre o sistema já adotado pelos produtores, que é descartável, e o novo ? mais resistente, que apesar de custar 50% a mais que o primeiro, pode ser usado por três vezes. O pesquisador Wilson Tivelli ressalta o ganho ambiental que essa nova tecnologia traz, por viabilizar o reuso da cobertura.
A cor prateada do novo mulching traz outro benefício para a cultura por funcionar como repelente de insetos transmissores de viroses. ?Essa característica reduz a necessidade de aplicação de defensivo na cultura em cerca de 25%?, explica Tivelli.
A nova tecnologia contribui ainda para a economia do uso de água na lavoura, já que a cobertura reduz a evaporação. ?A mão-de-obra na área plantada também é reduzida, pois onde está coberto não nascem plantas daninhas?, diz.
Malha plástica aumenta taxa de fotossíntese
A luz solar pode ser melhor aproveitada. É isso que os produtores irão ver no campo de pimentão, no Agroshow. As plantas estão sob uma malha plástica vermelha, que aumenta a taxa de fotossíntese e, consequentemente, amplia a produtividade e melhora a qualidade do produto final. De acordo com o pesquisador Wilson Tivelli, essa é uma técnica nova na área de hortaliças no Brasil, mas já usada pelos floricultores. A vantagem secundária da cobertura proporcionada pela malha é a proteção em caso de chuvas fortes ou de granizo.
Molhar a planta sem secar a fonte
Os sistemas de irrigação serão outro forte do evento. De olho na legislação que prevê a cobrança pelo uso de água na área agrícola, o Agroshow expõe a possibilidade de produção utilizando a irrigação localizada. Neste sistema, a economia de água é clara: a eficiência chega próximo de 100%. Ou seja, quase toda a água dispensada na irrigação chega à planta. Já no sistema de irrigação por aspersão, esse aproveitamento cai para a faixa de 60% a 80%. Isso sem falar da economia de mão-de-obra e de energia gasta no processo.
SERVIÇO
Data: 29 e 30 de novembro de 2006
Horário: 8h às 15h
Local: Fazenda Santa Elisa - IAC ? avenida Theodureto de Almeida Camargo, nº 1500, Bairro Vila Nova

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