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VI Curso de Café no IAC aborda aspectos fundamentais do cafeeiro\r\n\r\n
Palestra mostra que não é conveniente reduzir muito as adubações nos anos com pequena expectativa de rendimento (22/08/2006)
Por Carla Gomes (MTb 28156) ? Assessora de Imprensa
O cheiro de conhecimento está no ar. Pode não dar água na boca, mas enche os olhos de quem vem ao Instituto Agronômico (IAC) em busca de informações para melhorar a cultura do cafeeiro. Hoje e amanhã, 23, acontece o VI Curso de Atualização em Café, na sede do IAC, em Campinas.
De acordo com o pesquisador do Instituto, Luiz Carlos Fazuoli, a sexta edição do evento reúne temas polêmicos envolvidos com a cafeicultura do momento. O solo é uma dos enfoques da programação, já que sua recuperação é fundamental, ?especialmente para as culturas perenes?, conforme destaca Fazuoli.
Segundo o pesquisador do IAC, Heitor Cantarella, que irá abordar a eficiência dos adubos nitrogenados, o nitrogênio é, juntamente com o potássio, o nutriente mineral extraído em maiores quantidades pelas culturas, o que torna o dimensionamento das doses usadas na adubação de grande importância para a obtenção de altas produtividades. ?O café é uma cultura bastante responsiva à aplicação de nitrogênio?, diz. Cantarella explica que as plantas de café apresentam bienalidade do ciclo de produção, ou seja, após um ano de altos rendimentos, o cafeeiro tende a produzir bem menos no ano seguinte. ?Nesses casos, as respostas à aplicação de nitrogênio nos anos de baixa tendem a ser bem menores?, afirma.
Na palestra, o pesquisador irá expor questões sobre como proceder com a adubação em geral, e com a nitrogenada em particular, nos anos de baixa produtividade. ?Deve-se lembrar, porém, que, nos anos de pouca produção, a planta armazena nutrientes e recompõe as partes vegetativas.?
Os participantes do evento saberão que, embora a definição de doses de nutrientes nos anos de alta e baixa produtividade ainda dependa de novas pesquisas, as informações disponíveis mostram que não é conveniente reduzir muito as adubações nos anos com pequena expectativa de rendimento. Essa recomendação visa não comprometer a produção no ano seguinte, pois parte significativa do nitrogênio do adubo permanece na planta.
Cantarella diz que, embora o café seja de grande importância econômica para o Brasil, poucos estudos envolvendo a eficiência de uso de nitrogênio por essa cultura têm sido publicados. Essa informação amplia a importância do VI Curso de Café, que traz relevantes conhecimentos para o setor.
O ambiente de produção do cafeeiro será outro tema exposto aos participantes do evento. O pesquisador do IAC, Hélio do Prado, falará da classificação e manejo dos solos para café, além das interações dos atributos dos solos com as condições climáticas locais. Serão transferidas informações sobre manejo adequado da camada arável com relação ao preparo, calagem, adubação, controle de ervas daninhas e pragas do solo, representando os diferentes ambientes de produção.
Outro tema do Curso serão os fatores que predispõem o cafeeiro a doenças, a ser abordado pelo professor da Universidade Federal de Viçosa, Laércio Zambolim. Segundo ele, o parque cafeeiro do Brasil é constituído de cerca de quatro bilhões de plantas suscetíveis às principais doenças que atacam essa cultura, em plantios adensados ou não. Zambolim afirma que a severidade das doenças varia de acordo com cada local de plantio do cafeeiro.
Os participantes do curso ainda terão informações sobre adubação foliar do cafeeiro, manejo do cafeeiro irrigado com uso do estresse hídrico para uniformização da florada e nutrição do café e qualidade da bebida.
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