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Público da Agrifam poderá conhecer diversas tecnologias IAC\r\n

De 4 a 6 de agosto, em Agudos (02/08/2006)

Por Carla Gomes (Mtb 28156) ? Assessora de Imprensa ? IAC
Os fruticultores presentes na Agrifam poderão adoçar seus negócios com tecnologias geradas pelo Instituto Agronômico (IAC/APTA/SAA) ? são produtos diferenciados que abrem nichos de mercado e agregam valor aos materiais. Os visitantes da Agrifam irão conhecer o maracujá-roxo IAC-Paulista e o abacaxi IAC Gomo de Mel, variedades desenvolvidas pelo IAC e já em produção. Essas novidades estarão expostas ao lado de ameixa, figo, nêspera, pêssego e maracujá-amarelo na Agrifam (Feira Estadual da Agricultura Familiar e do Trabalho Rural), de 4 a 6 de agosto, em Agudos.
Na Agrifam, os produtores conhecerão também o abacaxi IAC Gomo de Mel, que dispensa a descasca. Para consumir o IAC Gomo de Mel basta cortá-lo ao meio e retirar-lhe os gomos, que são muito doces, macios e com baixa acidez. São características mais que apreciadas por quem gosta da fruta e que deverá conquistar também aqueles que dizem não consumir abacaxi em razão da acidez. Além de todas essas qualidades, a variedade IAC conquista pela aparência ? são gomos amarelo-ouro, de coloração bem mais atraente que as variedades existentes no mercado.
Os visitantes da Feira que estiverem em busca de produtos diferentes irão encontrar também o arroz preto IAC 600, o primeiro a ser desenvolvido para o cultivo no Estado de São Paulo e que já está conquistando produtores, donos de restaurantes e consumidores.
Quem procura segurança encontrará no estande do IAC o Selo IAC de Qualidade de Equipamentos de Proteção Individual na Agricultura, que está sendo atribuído às empresas fabricantes de EPI que atendem à proposta do Programa IAC de Qualidade de Equipamentos de Proteção Individual na Agricultura (QUEPIA). Esse Programa visa analisar materiais usados na fabricação de EPI. O objetivo é melhorar a qualidade da matéria-prima utilizada na confecção dessas vestimentas, a fim de proteger a saúde do trabalhador, melhorar os equipamentos já existentes e buscar a certificação desses materiais. Nesse trabalho do IAC, além da análise de materiais e equipamentos, a qualidade dos EPIs vem sendo enfocada de outras formas.
No cenário de geração de energias alternativas, o Instituto Agronômico levará para a Agrifam as variedades IAC que podem ser usadas na produção de biodiesel. O público terá acesso ao girassol IAC-Iarama e às mamonas IAC-226, IAC-2028 e Guarani.
A variedade de girassol IAC-Iarama tem utilização exclusiva para a produção de óleo. Apesar de a quantidade média de óleo em outras variedades de girassol ser próxima desse valor, a IAC-Iarama se destaca por produzir a mesma quantidade de óleo, porém em tempo mais curto, de acordo com a pesquisadora do IAC Maria Regina Gonçalves Ungaro. A IAC-Iarama, pesquisada desde 1990, possui semente escura, com 42% de óleo, porte baixo e ciclo curto; rendimento médio de grãos de 2.000 kg/ha e boa uniformidade, o que facilita a colheita mecanizada. Deve ser plantada preferencialmente na safra, pois, em outras épocas, a produção pode não corresponder aos padrões.
O óleo de girassol vem despontando como uma das opções mais viáveis para grande parte do território nacional, pois a planta gera biocombustível que atende às normas européias, o que abre um vasto mercado externo. Além disso, o girassol é uma cultura complementar, plantada na entressafra da principal, por esse motivo não exige a substituição de uma cultura já estabelecida pela do girassol. Outro aspecto positivo do girassol está na melhoria das condições químicas, físicas e microbiológicas do solo. Não bastassem todas essas vantagens, o girassol é uma cultura de baixo custo.
Mamona - outra fonte de bioenergia
O público da Agrifam terá acesso às variedades de mamona ? a IAC Guarani, a IAC-2028 e a IAC-226. Essas variedades de alto potencial de produtividade, frutos indeiscentes e porte médio são indicadas para produtores de grande e de pequeno porte. A colheita é única e manual, mas é possível a mecanização em certas condições. A IAC-2028 tem produtividade média de 2.121 kg/ha e teor de óleo nas sementes de 48%. Com esse mesmo teor de óleo, a Guarani tem produtividade média de 1500 kg/ha. A IAC 226 tem maior produtividade média, de 2 mil kg/ha, e teor médio de óleo de 46%. O alto potencial de produtividade desses materiais viabiliza o cultivo em diversos Estados do Brasil, com perspectivas de aumento da área de plantio e produção.
Cana
Maior cultura em extensão em solos paulistas, a variedade IAC de cana-de-açúcar a ser exposta na Agrifam é a IAC86-2480 ? a mais eficiente variedade forrageira de cana. Desenvolvida pelo Instituto Agronômico e apresentada ao público, em 2002, a IAC86-2480 é o primeiro grande salto no universo da cana. Com teor de fibra mais baixo, apresenta condição mais favorável para a alimentação animal. Por isso contribui para o gado consumir maior quantidade e ganhar 18% a mais de peso que o alcançado com outras variedades. Além de proporcionar vantagens ao animal, a IAC86-2480 facilita o trabalho por resultar em menor volume de alimentação manejado no dia-a-dia e reduz o custo com mão-de-obra.
Conheça o maracujá-roxo IAC-Paulista
O público da Agrifam terá a oportunidade de conhecer a nova variedade de maracujá IAC ? o maracujá-roxo, chamado IAC-Paulista. De cor roxa-avermelhada, a nova variedade é adequada para a diversificação dos pomares nacionais. Por apresentar frutos diferenciados, o IAC-Paulista é indicado para o mercado interno de frutas frescas e para exportação, mas pode ser utilizado também na agroindústria. Com visual atraente, mais doce e menos ácido, esse material IAC abre novo nicho de mercado aos fruticultores, que poderão optar por produto com maior valor agregado.
Segundo a pesquisadora do IAC, Laura Maria Molina Meletti, já existe mercado à espera desse produto, que deverá ser acessado à medida que houver o fruto para oferecer aos compradores. Na Europa e nos Estados Unidos, o maracujá mais consumido é o roxo, importado da África do Sul, Austrália e Equador, onde esse tipo predomina.
A coloração da casca ? que desperta a curiosidade ? tem explicação: ?O que causa a cor roxa na nova variedade é o cruzamento com o maracujá roxinho nativo, de quem herdou a coloração externa. O tamanho do fruto, porém, é maior, herdado do maracujá-amarelo?, diz a pesquisadora.
A polpa bastante suculenta, de cor amarelo-alaranjada, representa cerca de 47% do fruto e deve conquistar consumidores. Com acidez inferior ao maracujá-amarelo, os frutos do IAC-Paulista têm peso que varia de 100 a 160g, geralmente com pintas brancas características na casca. O IAC-Paulista é indicado para produção no centro-sul do país, porque prefere clima ameno.
O maracujá-roxo IAC tem produtividade média de 25 t/ha/ano. Esse resultado é inferior ao do IAC 227, que produz em torno de 40-45t/ha/ano. Segundo a pesquisadora, a razão dessa diferença está no cruzamento com o maracujá-roxo, que produz frutos menores e com menor peso. ?Mas como seu poder atrativo, seu sabor diferenciado e seu preço são características bastante interessantes, a questão da produtividade é secundária?, diz Laura. Nesse caso, a cor roxa leva à agregação de valor ao produto, compensando a menor produtividade.
A oportunidade está criada. Os meses de julho e agosto são adequados ao plantio ? o IAC tem mudas e sementes e agora basta os produtores decidirem pela nova aposta.
Motivação
O objetivo da pesquisa IAC foi atender ao aumento da procura por maracujá no mercado externo, que prefere a variedade roxa e mais doce. ?Buscou-se atender uma demanda já existente e criar novas alternativas de mercado para o produtor?, afirma Laura Meletti. Ela explica que o Brasil ainda tem uma participação inexpressiva no mercado internacional, apesar de ser o maior produtor mundial, porque é também o maior consumidor.
De acordo com a pesquisadora Laura Meletti, existe no Brasil a espécie de maracujá roxo, nativa, mas que produz frutos muito pequenos para o padrão nacional, sem valor comercial. ?Com a nova variedade procuramos associar a coloração mais atrativa com o sabor mais doce, somado ao tamanho maior que atende a preferência do consumidor.?
A pesquisadora ressalta que não se deve produzir maracujá-amarelo e maracujá-roxo na mesma área. ?Haverá cruzamento natural, resultando num fruto de casca rosada, com menor valor comercial e inadequado para exportação?, explica. Se for necessária maior proximidade entre os campos, é possível utilizar barreiras vegetais densas, que impeçam o vôo de insetos de um campo para outro.

SERVIÇO
Agrifam (Feira Estadual da Agricultura Familiar e do Trabalho Rural)
Data: de 4 a 6 de agosto de 2006
Local: Agudos, Rodovia Marechal Rondon Km 322

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