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IAC homenageia produtor de Itupeva com diploma e mudas de maracujá-roxo IAC Paulista \r\n
Dia do Agricultor ? homenagem àqueles que cultivam o campo
Por Carla Gomes (MTb 28156) ? Assessoria de Imprensa ? IAC
Neste Dia do Agricultor, 28 de julho, o Instituto Agronômico (IAC/APTA/SAA) faz uma homenagem aos homens e mulheres que cultivam o campo. O IAC e a APTA (Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios) irão homenagear o fruticultor Marco Roberto Kobayashi com a entrega de um diploma e de mudas do novo maracujá-roxo IAC-Paulista. A homenagem será feita durante o evento comemorativo desta data, a partir das 11h, na CATI, em Campinas.
Na pessoa do fruticultor Marco Roberto Kobayashi, de Itupeva, o IAC reconhece a relevância dos produtores para a Nação e destaca a contribuição desses agentes do agronegócio para a evolução das pesquisas científicas. Sem a parceria dos agricultores, seriam inviáveis os estudos agronômicos no contexto real das propriedades agrícolas.
Em razão da interação da família Kobayashi com o Centro de Frutas do IAC, em Jundiaí, é que Marco Roberto Kobayashi será agraciado. Desde a década de 60, eles se relacionam com o Centro de Frutas do IAC, que na época era a então Estação Experimental. Ao longo desses anos, eles vêm adotando variedades desenvolvidas pelo IAC e as tecnologias de cultivo recomendadas pelo Instituto. Os laços da família com a pesquisa do IAC começaram lá em 1967, com os pesquisadores Orlando Rigitano e Mário Ojima, com foco para os pêssegos Talismã, Nectar e Tutu. A partir de 1974, os fruticultores passaram a interagir com o pesquisador do IAC, Fernando Antonio Campo Dall%/%Orto, de olho nas nectarinas. E na década de 90 a família continuou seus contatos também o pesquisador Wilson Barbosa.
A homenagem justifica-se também pela área de atuação desses agricultores: a fruticultura. Em Itupeva, os Kobayashi produzem pêssegos, nectarinas, ameixas e uvas, incluindo variedades IAC como a nectarina \"IAC N2680-91\" e a uva Juliana.
O contexto traz mais um razão para a reverência: o Brasil é um dos três maiores produtores mundiais de frutas, Campinas está rodeada pelo Circuito das Frutas e o IAC, ao longo da construção de seu patrimônio científico, gerou pilastras para a cadeia frutícola do Brasil atual. Graças às pesquisas IAC, a fruticultura de clima temperado teve grande desenvolvimento no Estado de São Paulo, com alta produtividade e qualidade. E mais: toda a viticultura do Nordeste está assentada em porta-enxertos desenvolvidos no IAC.
Conheça o maracujá-roxo IAC-Paulista
De cor roxa-avermelhada e adequada para a diversificação dos pomares nacionais, a nova variedade é o maracujá-roxo IAC-Paulista. Por apresentar frutos diferenciados, o IAC-Paulista é indicado para o mercado interno de frutas frescas e para exportação, mas pode ser utilizado também na agroindústria. Com visual atraente, mais doce e menos ácido, esse material IAC abre novo nicho de mercado aos fruticultores, que poderão optar por produto com maior valor agregado.
Segundo a pesquisadora, já existe mercado à espera desse produto, que deverá ser acessado à medida que houver o fruto para oferecer aos compradores. Na Europa e nos Estados Unidos, o maracujá mais consumido é o roxo, importado da África do Sul, Austrália e Equador, onde esse tipo predomina.
A coloração da casca ? que desperta a curiosidade ? tem explicação: ?O que causa a cor roxa na nova variedade é o cruzamento com o maracujá roxinho nativo, de quem herdou a coloração externa. O tamanho do fruto, porém, é maior, herdado do maracujá-amarelo?, diz a pesquisadora do IAC, Laura Maria Molina Meletti.
A polpa bastante suculenta, de cor amarelo-alaranjada, representa cerca de 47% do fruto e deve conquistar consumidores. Com acidez inferior ao maracujá-amarelo, os frutos do IAC-Paulista têm peso que varia de 100 a 160g, geralmente com pintas brancas características na casca. O IAC-Paulista é indicado para produção no centro-sul do país, porque prefere clima ameno.
O maracujá-roxo IAC tem produtividade média de 25 t/ha/ano. Esse resultado é inferior ao do IAC 227, que produz em torno de 40-45t/ha/ano. Segundo a pesquisadora, a razão dessa diferença está no cruzamento com o maracujá-roxo, que produz frutos menores e com menor peso. ?Mas como seu poder atrativo, seu sabor diferenciado e seu preço são características bastante interessantes, a questão da produtividade é secundária?, diz Laura. Nesse caso, a cor roxa leva à agregação de valor ao produto, compensando a menor produtividade.
A oportunidade está criada. Os meses de julho e agosto são adequados ao plantio ? o IAC tem mudas e agora basta os produtores decidirem pela nova aposta.
Motivação
O objetivo da pesquisa IAC foi atender ao aumento da procura por maracujá no mercado externo, que prefere a variedade roxa e mais doce. ?Buscou-se atender uma demanda já existente e criar novas alternativas de mercado para o produtor?, afirma Laura Meletti. Ela explica que o Brasil ainda tem uma participação inexpressiva no mercado internacional, apesar de ser o maior produtor mundial, porque é também o maior consumidor.
De acordo com a pesquisadora Laura Meletti, existe no Brasil a espécie de maracujá roxo, nativa, mas que produz frutos muito pequenos para o padrão nacional, sem valor comercial. ?Com a nova variedade procuramos associar a coloração mais atrativa com o sabor mais doce, somado ao tamanho maior que atende a preferência do consumidor.?
A pesquisadora ressalta que não se deve produzir maracujá-amarelo e maracujá-roxo na mesma área. ?Haverá cruzamento natural, resultando num fruto de casca rosada, com menor valor comercial e inadequado para exportação?, explica. Se for necessária maior proximidade entre os campos, é possível utilizar barreiras vegetais densas, que impeçam o vôo de insetos de um campo para outro.
Serviço
Homenagem Dia do Agricultor
Endereço: Av. Brasil, 2340, Jardim Chapadão - Campinas/SP
Horário: a partir das 11h
Data: 28 de julho de 2006
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