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Instituto Agronômico desenvolve pesquisa com citros transgênicos \r\n

Centro de Citricultura do IAC conta com mais de cem plantas geneticamente modificadas em avaliação (05/07/2006)


O Instituto Agronômico (IAC), por meio do seu Centro de Citricultura ?Sylvio Moreira?, vem desenvolvendo trabalhos com plantas de citros geneticamente modificadas visando à obtenção de características agronômicas importantes, como resistência ao cancro cítrico, à CVC, à leprose, à tristeza e, mais recentemente, para tolerância à seca em diversos porta-enxertos. O trabalho envolve a identificação de potenciais genes de interesse agronômico através do banco de dados disponível do Genoma Citros, que contém milhares de seqüências expressas de diversas espécies de citros. ?A partir da identificação e clonagem de um gene de interesse comercial, iniciam-se os trabalhos para a obtenção de plantas geneticamente modificadas com a característica desejada?, afirma o pesquisador do IAC responsável pela pesquisa, Marcos Antônio Machado.
Atualmente, o laboratório de Biotecnologia, do Centro de Citricultura do IAC, em Cordeirópolis, conta com mais de cem plantas geneticamente modificadas, que estão em fase de avaliação em casa de vegetação. O objetivo é verificar o nível de resistência/tolerância obtido para o cancro cítrico, CTV e CVC, além de outras que estão sendo obtidas continuamente. Os trabalhos são realizados somente em laboratórios e casas de vegetação, não havendo atividades em campo com as plantas trangênicas.
De acordo com o pesquisador, a transgenia hoje é uma realidade para muitas culturas e sua aceitação vem crescendo devido aos vários benefícios proporcionados por essa tecnologia e pela confiabilidade nos resultados de avaliações de riscos extensivamente realizadas em todo o mundo. ?No Brasil, com aprovação da nova Lei de Biossegurança, no ano passado, tornou-se possível a intensificação dos estudos e a entrada no mercado de produtos geneticamente modificados?, diz.
No caso dos citros, pesquisas vêm sendo desenvolvidas há alguns anos tanto no Brasil como no exterior, principalmente na Espanha e nos EUA. A utilização da transformação genética em citros é particularmente interessante em função das características genéticas da cultura, como poliembrionia, alta heterozigose e juvenilidade, que dificultam os programas tradicionais de melhoramento. ?Uma grande vantagem da utilização da transgenia é que ela permite a introdução de um único gene, sem alterar todo o genoma da planta, pois não envolve a recombinação de características indesejáveis de plantas distintas?, explica o pesquisador do IAC, órgão da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Por meio da transgenia ainda é possível introduzir um gene de interesse comercial de outra espécie, que seria impossível por métodos tradicionais.

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