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Com palestras e visitas ao campo, IAC orienta produtores de cereais de inverno\r\n

Encontro entre produtores, agrônomos, estudantes e técnicos será dia 25, em Capão Bonito

Carla Gomes (MTb 28156) ? Assessora de Imprensa ? IAC
Quando o consumidor encontra nas gôndolas de supermercados pão, biscoito, panetone, macarrão e outras delícias que alimentam e satisfazem a gula, será que ele se lembra de que essas massas têm origem lá no campo de trigo? A matéria-prima desses alimentos e outros cereais de inverno como aveia, cevada e triticale serão temas da Reunião Técnica de Cereais de Inverno, que o Instituto Agronômico (IAC) irá realizar no próximo dia 25 de agosto, a partir das 8h, em Capão Bonito. A participação é gratuita.
Para o trigo atingir a qualidade industrial exigida pelo mercado são necessárias práticas culturais adequadas, assim como a colheita, a secagem e o armazenamento. Diante da vitrine tecnológica resultante das pesquisas do IAC e do Pólo Regional de Desenvolvimento Tecnológico dos Agronegócios do Sudoeste Paulista, ambos órgãos da APTA/SAA, o público do evento terá acesso a informações sobre potencial produtivo, doenças e proteção de plantas relacionados não só à triticultura, mas também a outros cereais de inverno.
No evento, o IAC irá apresentar duas novas linhagens de trigo em desenvolvimento na Instituição com potencial para abrir novas opções aos produtores em futuro breve. A IAC 380 tem como característica principal a resistência à ferrugem da folha, uma das principais doenças da cultura e que muda constantemente de raça. ?Se não controlar a ferrugem, o prejuízo pode chegar a 70%?, diz o pesquisador do IAC, João Carlos Felício.
Outro destaque da IAC 380 é a sua qualidade de trigo melhorador ? esse trigo melhora as outras classes, permitindo a produção de pão, panetone e massas alimentícias. De porte baixo, a IAC 380 é um trigo para cultivo nas condições de sequeiro e irrigado, alcançando alta produtividade, com média de 5 mil kg/ha.
A IAC 381, outra linhagem que será apresentada no evento, também tem resistência à ferrugem da folha e à Septoria nodorum, que ataca as espigas e reduz o rendimento em até 100%, se o ataque for severo. Esse material tem a qualidade tecnológica da farinha na classe pão, característica que dificilmente existe em variedade resistente à Septoria nodorum, segundo Felício. A IAC 381 será importante opção principalmente para a região sudoeste, em Capão Bonito, onde há ocorrência da doença, que pode ser determinante no rendimento de uma variedade. O pesquisador explica que a Septoria não ocorre todo ano e, em razão disso, quando se manifesta, surpreende o produtor. Daí a importância de plantar um material resistente à doença que chega de surpresa. Ressalta-se que o uso de variedade resistente é a medida mais econômica e eficaz de controle de doenças de trigo.
Aprendizado no campo
As tecnologias expostas nas palestras da Reunião Técnica de Cereais de Inverno serão demonstradas diretamente na prática. À tarde, os participantes irão ver no campo como funciona, por exemplo, o controle da brusone, doença que praticamente extermina a produção, segundo o pesquisador do IAC, João Carlos Felício. Os participantes poderão ver a fase em que deve ser feito o controle, o produto a ser usado e a dosagem adequada de fungicidas. ?As variedades vão ser expostas no campo com e sem tratamento para que o produtor possa comparar a ocorrência de doença?, explica o pesquisador.
Para destacar a importância do controle, o pesquisador cita a variedade de trigo IAC 370, que tem o maior potencial de produção, atingindo 6.500 kg/ha, mas requer o controle fitossanitário. ?O agricultor deve controlar as doenças que são mais difíceis de serem superadas por resistência genética, como a brusone?, explica. Além da IAC 370, também serão abordadas no evento as variedades de trigo IAC 24, IAC 364 e IAC 375.
De acordo com o pesquisador do IAC, durante as palestras e as demonstrações práticas, os pesquisadores pretendem alertar os produtores para os erros cometidos no campo. Exemplo dos equívocos está no momento da semeadura, quando o agricultor, ao invés de utilizar sementes, usa grãos da colheita anterior. ?Esses vêm geralmente infectados por doenças transmitidas pelos grãos e, com isso, podem diminuir o potencial da lavoura?, alerta Felício.
O pesquisador Jairo Lopes de Castro trará informações sobre as pesquisas com as culturas de aveia e cevada no Pólo Regional de Desenvolvimento Tecnológico dos Agronegócios do Sudoeste Paulista.
A comercialização ? considerada o principal entrave do setor ? também será tratada no evento. Sempre de olho no mercado, ao escolher a variedade para cultivar, o produtor deve considerar a perspectiva de venda do grão em virtude das exigências do mercado. Para falar sobre a comercialização de trigo e triticale no Estado de São Paulo e a importação de trigo da Argentina, estará no evento o Gerente de Trigo Nacional da Bunge Alimentos S/A, Marcio Massao Ota.
SERVIÇO:
Reunião Técnica de Cereais de Inverno
Data: 25 de agosto de 2005, a partir das 8h.
Local: Rodovia Sebastião Ferraz de Camargo Penteado, SP 250, km 232 , (Capão Bonito/Guapiara)
Informações: (15) 3542-1310 - Fax: (15) 3542-1708

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