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IAC expõe tecnologias em feira de agricultura familiar

III Agrifam acontece em Agudos, de 12 a 14 de agosto

Por Carla Gomes (MTb 28156) ? Assessora de Imprensa ? Instituto Agronômico (IAC)

O Instituto Agronômico (IAC) leva para a III Agrifam (Feira Estadual da Agricultura Familiar e do Trabalhador Rural) opções para o pequeno produtor diversificar sua atividade agrícola, aumentar a renda e gerar emprego na pequena propriedade. A Feira acontece em Agudos, de 12 a 14 de agosto, com entrada gratuita.
Os visitantes terão a oportunidade de conhecer as mais recentes variedades lançadas pelo IAC, órgão da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo. Além das culturas, o IAC levará tecnologias de produção acessíveis ao pequeno produtor e que podem agregar valores à agroindústria. O diretor-geral do IAC, Orlando Melo de Castro, fará palestra sobre tecnologias para a agricultura familiar, no dia 13 de agosto.
Abacaxi IAC Gomo de Mel
Os visitantes da Agrifam vão conhecer o abacaxi que não precisa ser descascado ? a IAC Gomo de Mel, variedade desenvolvida pelo IAC que chegou ao mercado este ano. Para consumir o abacaxi IAC Gomo-de-mel basta cortá-lo ao meio e retirar-lhe os gomos, que são muito doces, macios e com baixa acidez. São características mais que apreciadas por quem gosta da fruta e que deverá conquistar também aqueles que dizem não consumir abacaxi em razão da acidez. Além de todas essas qualidades, a variedade IAC conquista pela aparência, são gomos amarelo-ouro, de coloração bem mais atraente que as variedades existentes no mercado.
Para os produtores, o IAC Gomo-de-mel abre amplas oportunidades de mercado interno e externo. Trata-se de um produto de maior valor, já que a procura é grande e a oferta ainda é baixa. Essa valorização do fruto compensa os investimentos iniciais em mudas e o fato de os IAC Gomo-de-mel ser menor que outras variedades de abacaxi. O tamanho menor ? de 800 gramas a 1kg200 ? por outro lado, facilita o transporte dos frutos e acompanha, segundo o pesquisador Ademar Spironello, uma tendência mundial de preferência por frutos menores. O que se privilegia, explica o pesquisador, é a qualidade e nesse quesito o IAC Gomo-de-mel vem conquistando consumidores e produtores.
Os interessados pelo cultivo do IAC Gomo-de-mel têm que estar atentos às exigências da cultura. O clima deve ser quente, como as condições do centro do Estado de São Paulo até o norte do País. Já o solo deve ser arenoso ou pouco argiloso, e bem drenado, diz Spironello, pesquisador aposentado do IAC que atua na Instituição como voluntário.
Maracujá IAC-227
O IAC levará para a Agrifam também o maracujá amarelo IAC-277, que tem frutos de alta qualidade para o mercado de frutas frescas. Maiores e mais pesados que os atualmente obtidos na maioria dos pomares, o IAC-277 tem como principal vantagem a alta produtividade média, que é de duas a três vezes superior à média nacional. A associação da alta produtividade com padrão superior de frutos permite agregar maior valor ao produto e reduzir o custo de produção por caixa. Com polpa muito suculenta e de cor alaranjada, a variedade tem dupla finalidade, podendo servir ao mercado de frutas frescas e à agroindústria, graças à casca menos espessa e elevado rendimento em polpa, que toma cerca de 47% do fruto.
Arroz IAC 105 e 106
As novas variedades de arroz do Instituto Agronômico (IAC) ? a IAC 105 e IAC 106 ? trazem a opção para os produtores aumentarem os lucros em 10% e afastarem doenças. As novas variedades ? do tipo tradicional para cultivo em sistema irrigado por inundação ? destacam-se por ter produtividade superior, moderada resistência à brusone e qualidade de grãos que atende aos padrões da indústria e do consumidor. A IAC 105 supera em 9,8% em produtividade as duas variedades que atualmente são cultivadas na região do Vale do Paraíba, principal área de produção no Estado, e que serviram de testemunhas durante a pesquisa. Já a IAC 106 produz 7% a mais que as testemunhas, que são as variedades com as quais é comparado o novo material. ?Pensando só em termos de produtividade, o produtor terá cerca de 10% a mais de lucro?, afirma o pesquisador do IAC, Luiz Ernesto Azzini ao destacar uma das vantagens da nova variedade IAC 105. Destaca-se que as despesas também são reduzidas em função da dispensa ou da redução dos defensivos, já que as variedades IAC são moderamente resistente à brusone ? principal doença do arroz.
De porte baixo e ciclo intermediário (135 dias do plantio à colheita), a IAC 105 produz 6.500 kg por hectare e a IAC 106, 6.300 kg/ha. As variedades apresentam também qualidade de grãos industrial e culinária que atendem aos padrões nacional e internacional de mercado.
Outro aspecto do produto é a qualidade culinária, ou seja, como o arroz chega ao prato do consumidor, que prefere o arroz solto e macio, além de sabor e textura agradáveis. Atendidas a essas exigências, o arroz é valorizado pela indústria e pelos consumidores.
A IAC 105 e a IAC 106 destacam-se também por terem sido desenvolvidas para cultivo no Estado de São Paulo. Para a cadeia produtiva do arroz, a vantagem de se plantar variedade adaptada às condições edafoclimáticas paulistas é a certeza de que essas variedades terão bom desempenho.
Feijão ? IAC-Votuporanga, IAC-Ybaté, IAC-Apuã e IAC-Tunã.
Outras opções para os produtores estão nas quatro novas variedades de feijão ? três tipo carioca e um preto ? que o Instituto Agronômico lançou este ano. Mais produtivas e resistentes às principais doenças do feijoeiro, as três variedades do tipo carioca são a IAC-Votuporanga, IAC-Ybaté e IAC-Apuã, a de feijão preto é a IAC-Tunã. Para o produtor, esses materiais representam novas opções com maior capacidade produtiva e maior resistência a patógenos, características que proporcionam maior rentabilidade por hectare, por reduzirem o custo de produção.
As quatro novas variedades são resistentes aos fungos da antracnose, ferrugem e murcha de Fusarium, e ao vírus do mosaico comum. Essa resistência recobre as variedades de enorme benefício, já que as doenças do feijoeiro abalam toda a cadeia produtiva. Com essas resistências são poupados o dinheiro, o ambiente e a saúde do trabalhador.
Para entender melhor quanto vale um material resistente, basta dizer que a antracnose ? principal doença da cultura ? pode reduzir em até 95% a produtividade da lavoura. A ferrugem, existente no Brasil em 53 diferentes raças, derruba a produtividade em torno de 43%, a murcha de Fusarium a reduz drasticamente e pode até matar a planta. Já o mosaico baixa a produtividade em 50%.
As quatro novas variedades ? IAC-Votuporanga, IAC-Ybaté e IAC-Apuã e IAC-Tunã ? apresentam excelente produtividade, superior aos materiais já existentes ? de 2853 kg/ha, 2778 kg/ha, 2778 kg/ha e2806 kg/ha, respectivamente. Essa é a média geral produzida nas três épocas de cultivo ? águas, seca e inverno. O ciclo produtivo é de 90 dias, em média, para as quatro variedades. Já o porte das plantas é semi-ereto a ereto na IAC-Votuporanga e IAC-Ybaté, semi-ereto na IAC-Apuã e ereto a semi-ereto na IAC-Tunã. Os novos materiais se distinguem nas características de grãos, que é maior na IAC-Apuã.
Plantio Direto
Todo produtor que pretende produzir bem e por muito tempo deve se interessar pelo controle das perdas do solo. Por essa razão, o IAC irá expor na Agrifam o comportamento no solo no sistema do plantio direto e no plantio convencional. O plantio direto na palha reduz em até 90% as perdas de solo. Isso significa menor assoreamento, enchentes e poluição de rios e represas. Com o PD, há menos erosão porque o solo fica coberto com restos vegetais e o não preparo do solo deixa uma estrutura favorável a maior infiltração da água da chuva. Com isso o lençol freático é melhor abastecido, garantindo maior disponibilidade de água aos aqüíferos. O PD é um sistema que produz água, pois reduz em até 70% as perdas de água, em relação aos sistemas convencionais de preparo. Como o sistema garante maior disponibilidade de água no solo, a freqüência de irrigação em culturas sob PD pode ser reduzida em até 30%.
Além de preservacionista, o sistema é também econômico ? no todo pode levar a uma redução de 30% nos custos de produção em relação ao sistema convencional. Isso porque com a eliminação das operações de preparo do solo, como aração e gradagens, o sistema de PD permite uma redução de até 70% no consumo de combustível. E por haver menos poeira, o custo de manutenção dos equipamentos é menor.
Produção artesanal de vinho
O alto preço da uva no mercado brasileiro exigiu uma nova opção aos pequenos produtores da fruta. Com esse fator, o Centro de Frutas do IAC vai levar para a Agrifam a técnica de produção artesanal de vinho, uma forma de conseguir um maior rendimento sem precisar aumentar a produção.
O vinho artesanal abre novos mercados para os agricultores. É um produto de maior valor agregado e, assim, pode render mais. Um quilo da uva é vendido por R$ 0,50. A garrafa de vinho, que utiliza mais ou menos quatro quilos, sai por R$ 8,00.
A produção do vinho pode ser feita pelo agricultor em pequena escala na mesma área de produção, ou seja, produzir a mesma quantidade da fruta, mas obter um lucro maior. O vinho não possui aditivos químicos e nem produtos industrializados, o que também diminui os gastos, e visa, principalmente, atender o mercado local.
Como a uva necessita de venda imediata, o produtor não consegue fugir da pressão do preço baixo na época da colheita, com o vinho ele terá mais tempo para vender o produto.
O Centro de Frutas do IAC vem dando significativa contribuição à retomada do desenvolvimento da atividade da vitivinicultura no Estado de São Paulo, por meio de experimentos com variedades finas, reintrodução de variedades para vinificação, distribuição de porta-enxertos e copas isentas de vírus, realização de palestras, cursos, dias de campo e fomento à formação de associações de produtores. Conta ainda, com pequena estrutura de produção artesanal de vinho, onde são realizados os cursos e os testes preliminares de vinificação.
Máquinas
O IAC vai levar para a Agrifam, através do Centro de Engenharia e Automação, duas máquinas para aumentar o rendimento do pequeno produtor. Uma é um pulverizador para pequena propriedade que esta sendo desenvolvido com o intuito de aumentar a eficácia da pulverização, reduzindo o desperdício responsável pela poluição ambiental, contaminação do aplicador e do alimento. O pulverizador se mostrou tão eficaz quanto o método tradicional de aplicação do produto, utilizando 50% do volume de calda e reduzindo em 83% o risco de aplicação do produtor. A máquina ainda não está no mercado, mas tem a facilidade de poder ser construída dentro da própria propriedade. No estande do IAC, os interessados irão encontrar especialistas para dar maiores informações.
A outra máquina é um equipamento tipo prensa à frio para obtenção de óleos vegetais. Pode esmagar mamona, girassol, amendoim e outros tipos de oleaginosas que possuam características para ser esmagadas à frio. Esse equipamento destina-se, também, aos pequenos proprietários ou cooperativas de agricultores que visam aumentar seu lucro através da produção de óleos vegetais para diversas finalidades. Com a obtenção de óleos extraído das oleaginosas, o agricultor agrega um valor muito maior ao seu produto, aumentando assim a sua renda familiar. A máquina possui uma pequena capacidade de produção e o preço é totalmente acessível ao pequeno produtor.
Mamona
O Instituto Agronômico quer mostrar a importância de suas pesquisas na área de bioenergia para buscar alternativas aos recursos energéticos. Para isso, o Centro de Horticultura levará para a Agrifam variedades importantes para produção de biodiesel e uma alternativa bastante rentável para pequenos produtores: a mamona.
As variedades de mamona que serão expostas são a IAC 226, a IAC 80 e a IAC Guarani, todas possuem alto potencial de produtividade e seu cultivo é viabilizado em diversos Estados do Brasil, sendo indicadas para produtores de grande e pequeno porte. As três variedades possuem potencial produtivo de 1.500 a 4.000 kg/ha e teor de óleo nas sementes de 47%.
O maior incentivo do IAC aos pequenos produtores é no desenvolvimento dessas variedades de alta produtividade e alto teor de óleo, uma maneira de subsidiar o pequeno proprietário, já que ele irá ter um lucro maior com a produção do óleo. A IAC 226 tem porte alto, frutos indeiscentes e colheita única. A IAC 80 possui porte alto, frutos deiscentes e quatro a cinco repasses de colheita. A IAC Guarani tem porte médio, frutos indeiscentes e colheita única.

SERVIÇO
III Agrifam
Local: Rodovia Marechal Rondon, km 322
Município de Agudos, SP.
Data: de 12 a 14 de agosto de 2005
Informações sobre a Agrifam: (11) 3826-8900, (11) 3824-9361 ou (14) 3262-1860


Carla Gomes (MTb 28156) ? Assessora de Imprensa ? Instituto Agronômico (IAC)
Diretora do Núcleo de Comunicação Institucional
Centro de Comunicação e Transferência do Conhecimento
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