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IAC lança quatro novas variedades de feijão
Pesquisas do IAC fizeram a produtividade do feijoeiro saltar de 1700 kg/ha para 2800 kg/ha (08/04/2005)
Por Carla Gomes (MTb 28156) ? Assessora de Imprensa ? IAC
O mercado da principal fonte de proteína vegetal do brasileiro vai ficar mais forte. É que o Instituto Agronômico (IAC) vai lançar quatro novas variedades de feijão ? três tipo carioca e um preto. Mais produtivas e resistentes às principais doenças do feijoeiro, as novidades devem tornar mais saborosa a atividade de quem ganha o pão plantando e comercializando feijão.
As novas variedades serão lançadas no próximo dia 13 de abril, em Capão Bonito, durante o XXI Dia de Campo de Feijão. O evento se estenderá até o dia 14, com debate e demonstração das mais recentes tecnologias de cultivo e colheita de feijão. (Veja informações abaixo)
As três variedades do tipo carioca são a IAC-Votuporanga, IAC-Ybaté e IAC-Apuã, a de feijão preto é a IAC-Tunã. Para o produtor, segundo o pesquisador responsável, Antonio Sidney Pompeu, esses materiais representam novas opções com maior capacidade produtiva e maior resistência a patógenos, características que proporcionam maior rentabilidade por hectare. Isso porque tais qualidades reduzem o custo de produção ao exigir menos aplicações de agroquímicos. ?Além de diminuir o número de pulverizações, o agricultor pode usar fungicidas de menor custo, apenas em caráter de prevenção?, explica Pompeu.
As quatro novas variedades são resistentes aos fungos da antracnose, ferrugem e murcha de Fusarium, e ao vírus do mosaico comum. Essa resistência recobre as variedades de enorme benefício, já que as doenças do feijoeiro abalam ? e muito ? toda a cadeia produtiva. Para entender melhor quanto vale um material resistente, basta dizer que a antracnose ? principal doença da cultura ? pode reduzir em até 95% a produtividade da lavoura. A ferrugem, existente no Brasil em 53 diferentes raças, derruba a produtividade em torno de 43%, a murcha de Fusarium a reduz drasticamente e pode até matar a planta. Já o mosaico baixa a produtividade em 50%. Vê-se, portanto, quanto vale adotar um material resistente a esses patógenos. Ressalta-se que as vantagens não se restringem aos cifrões economizados. Poupa-se também os capitais verde e humano pois, ao plantar essas variedades, reduz-se também o impacto ambiental e os riscos para a saúde do trabalhador rural.
Desde o início do Programa de Melhoramento do Feijão, no IAC, por volta de 1930, busca-se desenvolver plantas que aliem alta capacidade produtiva com resistência a vários patógenos. Esse objetivo vem sendo plenamente alcançado e a produtividade dos materiais IAC saltou de 1700 kg/ha para 2800 kg/ha, desde o começo dos estudos.
Resultantes de pesquisas que duraram dez anos, as quatro novas variedades ? IAC-Votuporanga, IAC-Ybaté e IAC-Apuã e IAC-Tunã ? apresentam excelente produtividade, superior aos materiais já existentes ? de 2853 kg/ha, 2778 kg/ha, 2778 kg/ha e2806 kg/ha, respectivamente. Essa é a média geral produzida nas três épocas de cultivo ? águas, seca e inverno.
A semelhança nas variedades está também no teor protéico, em torno de 20%. O ciclo produtivo é de 90 dias, em média, para as quatro variedades. Já o porte das plantas é semi-ereto a ereto na IAC-Votuporanga e IAC-Ybaté, semi-ereto na IAC-Apuã e ereto a semi-ereto na IAC-Tunã. Os novos matérias se distinguem nas características de grãos, que é maior na IAC-Apuã.
Essas variedades IAC devem impactar o mercado de feijão, já que, de acordo com Pompeu, cerca de 80% do feijão produzido em São Paulo é tipo carioca. São Paulo é quarto maior produtor do país, com 303 mil toneladas, na safra 2003/2004. Em solos paulistas, a produção de feijão está concentrada no sudoeste do Estado, envolvendo os municípios de Sorocaba, Avaré, Itararé, Itapetininga e outros ? região que já concentrou 60% da produção paulista.
O líder nacional é o Paraná, com 668 mil toneladas, seguido de Minas Gerais, 453 mil, e Bahia, 318 toneladas. Apesar de ser o terceiro maior produtor mundial de feijão, o Brasil ainda importa o produto. Diante desse quadro, amplia-se a relevância da contribuição que esses resultados IAC deverão trazer para o agronegócio do feijão, sobretudo porque, além de desenvolver variedades, o IAC dedica-se também à transferência de tecnologia, como ocorrerá de forma intensa no XXI Dia de Campo de Feijão, nos dias 13 e 14 de abril, em Capão Bonito. O evento é uma realização do IAC e do Pólo Regional do Sudoeste Paulista, ambos órgãos da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
SERVIÇO:
XXI Dia de Campo de Feijão
Data: 13 e 14 de abril de 2005
Horário: 8h às 17h
Local: Pólo Regional de Desenvolvimento Tecnológico dos Agronegócios do Sudoeste Paulista, Rod. Sebastião Ferraz de C. Penteado, km 232 (Capão Bonito ? Guapiara)
Fone: (19) 3241-5847 r. 368,307 ou (15) 3542-1310.
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