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Instituto Agronômico começa avaliar as perdas e os danos causados pelo fenômeno meteorológico

Os quatro setores do IAC mais atingidos na Fazenda Santa Elisa foram: Centro de Café, Centro de Horticultura, Centro de Fitossanidade e o Quarentenário (06/01)

O Instituto Agronômico - IAC, órgão da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, teve incalculáveis prejuízos com o fenômeno meteorológico, ocorrido no dia 4, por volta das 22/23 horas.
Os danos foram causados por uma corrente descendente de vento forte que, ao se aproximar do chão se espalha em todas as direções em torno de seu \"tubo\" central.
Os quatro setores do IAC mais atingidos na Fazenda Santa Elisa foram: Centro de Café, Centro de Horticultura, Centro de Fitossanidade e o Quarentenário.
Todos tiveram estragos significativos em suas infra-estruturas e, conseqüentemente, atrasos em seus projetos de pesquisa.
No caso do Centro de Fitossanidade, houve um atraso em uma pesquisa de 8 anos, segundo o pesquisador científico Dr. José Alberto Caram de Souza Dias, da área de Virologia do IAC. Também nessa área, pesquisas com milho, amendoim, batata e pimentão foram prejudicadas.
Na área de Entomologia, segundo o Dr. André Lourenção, pesquisador científico da área, houve prejuízos. Foram destruídas quatro pequenas casas de vegetação que criam e armazenam insetos para estudar sua influência nas plantas, como o tomateiro.
Linhagens avançadas de tomate em estudo para resistência a insetos podem ser seriamente comprometidas, já que sua época de plantio é agora e o atraso devido a destruição das casas, podem comprometer o trabalho de melhoramento genético dessa cultura. Além disso, o destelhamento da seção de Entomologia, causou a perda de muitos livros da biblioteca, que ficou parcialmente alagada.
Para o Centro de Horticultura, a destruição das casas de vegetação vai ocasionar perda de experimentos, como o quiabo, que estava sendo pesquisado em cultivo protegido. Com o comprometimento da estrutura, a pesquisa terá que ser reiniciada.
Outro grave comprometimento em termos de pesquisa, foi o estrago causado no viveiro de café, onde existem plantas com características especiais que fazem parte de uma coleção. Outros cafeeiros que estão fora do viveiro também foram bastante danificados.
Deve-se ressaltar que a coleção de material genético de café do IAC é a mais completa do Brasil e uma das principais do mundo. O trabalho agora é a coleta desses materiais para sua clonagem e preservação.
Ainda não existem números exatos do prejuízo financeiro causado ao IAC. Em termos de pesquisa, o estrago foi muito maior.
A avaliação sobre os danos vem sendo discutida e analisada pelos pesquisadores da Instituição; ainda é muito cedo para colocar números nos estragos causados pelo fenômeno meteorológico.
Segundo o Dr. Orlando Melo de Castro, Diretor-geral do IAC, a Instituição vai consertar com sua equipe de manutenção uma parte dos danos, como no caso dos telhados. Já as dependências que necessitam de serviços especializados, será aberto processo de licitação para que as empresas possam apresentar seus orçamentos.
Os pesquisadores, cujos experimentos foram danificados com o fenômeno meteorológico, estão a todo custo tentando salva-los.
Já começou o processo de limpeza dos prédios e de retirada das árvores que foram derrubadas. A previsão para que o IAC esteja com sua infra-estrutura renovada é de 3 meses, já em termos de pesquisa, só o tempo poderá dizer.
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