Notícias IAC
3º Dia da Manga divulgará informações para superar entraves do setor \r\n\t
Evento será no próximo dia 11 de dezembro, em Votuporanga (06/12)
O cheiro é de dar água na boca do consumidor e para o produtor o mercado vem se tornando cada vez mais apetitoso. Trata-se da manga que ? quando bonita ? enche os olhos de quem circula pelos varejões, feiras ou supermercados. Mas para atrair o consumidor a fruta tem que ter qualidade e aí vem a necessidade de conhecer as tecnologias agronômicas há anos geradas pelo Instituto Agronômico (IAC). Para transferir conhecimento ao setor produtivo, será realizado o 3º Dia da Manga, no próximo dia 11 de dezembro, em Votuporanga. O evento é uma realização do Pólo Regional do Noroeste Paulista com apoio do IAC, ambos órgãos da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA).
O objetivo é reunir produtores, viveiristas. comerciantes, industriais, técnicos e fabricantes de equipamentos e insumos utilizados na produção de manga. Com a transferência de tecnologia, a SAA pretende disponibilizar ferramentas para auxiliar os envolvidos na cadeia produtiva de manga na busca por bons resultados. A atividade tem relevância no Estado, já que São Paulo responde por quase 25% da produção nacional, sendo que a principal região produtora é o Noroeste do Estado ? Votuporanga, Jales, Fernandópolis. De acordo com o pesquisador do Instituto de Economia Agrícola, Antonio Ambrosio Amaro, o Brasil é um dos principais países produtores de manga, com estimativa de 900 mil a 1 milhão de toneladas no total. A principal região é a do Nordeste com 60% da produção concentrada em PE, BA, Ceará e Rio Grande do Norte.
Dentre os entraves do setor estão questões agronômicas como doenças e pragas, adubação, calagem e correta indução floral para programação de colheita. Esses temas serão abordados em palestras durante o 3º Dia da Manga. O público, que também poderá degustar mangas variadas, terá orientações sobre pós-colheita e os procedimentos necessários para ter um produto à altura das exigências de mercado. As técnicas para produção fora de época serão outro assunto.
Do ponto de vista sanitário, o pesquisador Carlos Jorge Rosseto, que há 38 anos pesquisa manga no IAC, explica que há três problemas principais: má formação da inflorescência (fungo que ataca o ramo e reduz a produtividade), antracnose e mosca das frutas. Essas duas últimas limitam a exportação.
A solução para esses obstáculos representaria um avanço para o agronegócio de manga. Rosseto acredita que a resposta está por vir por meio do melhoramento genético, que poderá possibilitar o desenvolvimento do que ele chama de ?supermanga?. No 3º Dia da Manga, o pesquisador irá falar sobre o Programa de Melhoramento de Manga e a expectativa para a obtenção dessa ?supermanga? que está em estudos ? uma variedade de ótima qualidade e produtividade, livre de doenças e pragas. Atualmente, dentre as pesquisas do IAC há um material resistente à mosca de fruta, de boa qualidade, mas com problemas de má formação e suscetível à antracnose. ?O Programa visa recombinar os materiais para reunir as três características desejadas. Os genes estão disponíveis e estamos trabalhando para dar um salto na mangicultura?, afirma Rossetto. O que o pesquisador pretende fazer é selecionar as qualidades que cada variedade IAC tem e uni-las, por meio do melhoramento, de forma a obter a ?supermanga? . A resistência à mosca de frutas das variedades IAC 111 e IAC 103 foi divulgada pela primeira vez no XVIII Congresso Brasileiro de Fruticultura, realizado de 22 a 26 de novembro de 2004, em Florianópolis.
MERCADO
O destino da produção comercial brasileira de mangas é diversificado. Estimativas recentes indicam que 8% da produção destinam-se à exportação de fruta fresca, 2% para a industrialização de polpa, suco em calda e néctar, 90% para mercado interno como fruta fresca (sendo 60% comercializada e 30% para consumo local e nas propriedades). O pesquisador Antonio Ambrosio Amaro, do IEA, outro órgão da SAA, considera que as perdas ainda são elevadas na produção e na comercialização.
Com relação a preços, segundo o IEA, em setembro, no Vale do São Francisco, principal região produtora, o preço recebido pelo produtor de Tommy Atkins foi em média R$0,25/kg na propriedade rural. ?Vai depender muito da variedade a ser considerada. Por exemplo, a Palmer em São Paulo vale mais?, explica Amaro.
A respeito das perspectivas de exportação para o Japão, Amaro entende que será necessário um estudo do mercado asiático em função da concorrência com manga do México, das Filipinas, da Índia e Austrália.
Por Carla Gomes ? Assessora de Imprensa ? IAC
SERVIÇO
3º Dia da Manga
Data: 11 de dezembro de 2004
Local: Pólo Regional do Noroeste Paulista, Rod. Votuporanga- Nhandeara, km 04, CEP 15500-000, Votuporanga, SP.
Horário: 8h às 12h.
Interessados devem ligar para (17) 3421-8148
Para mais informações acesse -