Notícias IAC
Greening reúne integrantes do agronegócio citrícola
Palestras e lançamento de publicação explicativa visam combater a doença (16/08)
Membros da cadeia citrícola lotaram o auditório do Centro Avançado de Pesquisa Tecnológica do Agronegócio de Citros ?Sylvio Moreira?, do Instituto Agronômico (IAC), em Cordeirópolis. No último dia 12, produtores, técnicos, agrônomos e pesquisadores foram em busca de informações sobre o greening. No evento também foi lançada uma publicação explicativa sobre a doença, resultante de uma parceria da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA) e o Fundecitrus (Fundo de Defesa da Citricultura).
O público assistiu à palestra proferida pelo pesquisador e diretor do Centro de Citros, Marcos Antonio Machado. O greening é uma doença caracterizada pelo desenvolvimento de sintomas de amarelecimento da planta que surgem, inicialmente, em algumas folhas e evoluem para ramos e frutos, até atingir a planta inteira. Como conseqüência, os frutos ficam menores, deformados e com coloração irregular, além da queda prematura. Machado explicou ao público que não existe variedade resistente à doença, que causa também a redução do sistema radicular da planta. As laranjas e tangerinas de interesse comercial são altamente sensíveis ao greening. Por isso, a indústria se preocupa com a disponibilidade de matéria-prima no futuro, de acordo com Ademerval Garcia, presidente da Fundecitrus.
As perdas provocadas dependem da tecnologia existente na região. Na Tailândia, por exemplo, chegou-se a 95% da morte de árvores. No Brasil, não há dados sobre os prejuízos, mas, na avaliação de Machado, o país já superou vários problemas na atividade citrícola e o mesmo deverá ocorrer com esse novo desafio. ?No Brasil temos recursos tecnológicos, o que deve amenizar os impactos. Já sobrevivemos a outras doenças e vamos manejar essa também?, afirma.
O controle do greening se dá com aplicação de produtos químicos, produção de mudas livres de bactérias e remoção de plantas doentes, que reduz o potencial da bactéria. Segundo Machado, em São Paulo a identificação da doença não é simples, pois assemelha-se à deficiência de zinco, cálcio, nitrogênio e boro. Na opinião do pesquisador do IAC, órgão da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, da SAA, o que elimina a dúvida é a deformação da columela, a parte central branca do fruto.
Patógenos
A bactéria causadora do greening tem duas formas: a africana, que é sensível a altas temperaturas, de 25 a 30 graus, e causa doença mais amena. Já a forma asiática é severa tanto em condições com altas temperaturas como em baixas. Nas pesquisas realizadas no Centro de Citros do IAC, constatou-se que de 38 amostras com sintomas da doença, 12 foram positivas para a forma asiática. A constatação envolveu os municípios de Casa Branca, Luiz Antonio, Araraquara, Itirapina, Rincão e Matão. ?Prováveis relatos da doença apontam que ela pode estar presente em alguns pomares por mais de cinco anos?.
O pesquisador disse ao público que o setor de pesquisa está se mobilizando para levantar informações sobre ocorrência, severidade, manejo, monitoramento de viveiros para evitar a multiplicação da doença e efeitos de fatores ambientais no universo do greening. ?Com dados de monitoramento, espera-se entender melhor a doença.?
Carla Gomes (MTb 28156) - Assessoria de Imprensa - IAC
Para mais informações acesse -