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Manejo de Nutrientes em Cultivo Protegido é tema de II curso no IAC\r\n
Desconhecimento pode acarretar desperdício de adubo, improdutividade do solo e ataque de doenças (08/07)
Quando assunto é negócio, logo vem as idéias de bom desempenho e vantagens. No agronegócio isso não é diferente. Daí o cultivo protegido se destacar pelos benefícios causados à produtividade agrícola e ao ambiente, além de possibilitar a realização da atividade por poucas pessoas, viabilizando a agricultura familiar. Para disponibilizar conhecimento aos interessados nessa área, o Instituto Agronômico (IAC), em parceria com a Conplant, irá realizar o II Curso Modular de Manejo de Nutrientes em Cultivo Protegido, de 13 a 21 de agosto de 2004, às sextas-feiras e sábados, em Campinas. Todo o conhecimento a ser disponibilizado está relacionado ao desenvolvimento da planta e à qualidade do produto.
O cultivo protegido ? que pode ser realizado no solo, em substrato ou no sistema hidropônico ? exige melhor controle do manejo de nutrientes, visando ao sucesso econômico e à redução dos riscos ambientais. Essa realidade reflete na procura por cursos sobre esse tema, mas o IAC limita o número de vagas para proporcionar melhor aproveitamento do Curso pelos participantes. Portanto, os interessados devem entrar em contato com o IAC pelo telefone (019) 3236-9119 ou e-mail mncp@iac.sp.gov.br para confirmação da inscrição até 16 de julho. Todas as informações estão no www.iac.sp.gov.br/ccp2/ .
Direcionado a técnicos envolvidos no manejo de plantas em estufas, a participação no curso requer conhecimentos básicos de química e de agricultura, em nível médio ou superior. Ao final do curso, os participantes terão maior domínio dos conhecimentos para melhorar seu desempenho prático e profissional, tendo como suporte os fundamentos básicos e científicos envolvidos.
O conhecimento sobre cultivo protegido atinge representativa comunidade de profissionais agrícolas. Estima-se que, no Brasil, a área de cultivo protegido atinja cerca de dez mil hectares, sendo a maioria no Estado de São Paulo. Essas estufas abrigam cultivo de flores, hortaliças, mudas de citros e florestais, como eucalipto e pinus. No caso das flores, tanto a produção de mudas como de plantas envasadas (produto final) é feita em estufas. Já as mudas de citros ? obrigatoriamente ? têm que ser produzidas em estufas, para garantir a sanidade do material. Além disso, o cultivo em estufas agilizou o tempo de produção das mudas. Quando cultivada em campo aberto, eram necessários em torno de 18 meses e, hoje, no cultivo protegido, a muda fica pronta para o transplante no campo em torno de 6 a 8 meses. Segundo Bataglia, quando se iniciou a produção em estufas, temia-se pela falta de mudas no mercado, o que não aconteceu devido à agilidade do sistema.
Além de acelerar a produção, a qualidade do produto final é outra vantagem do cultivo em estufa. Esse resultado é propiciado pelo melhor controle do clima, fornecimento de água e nutrientes e por dificultar a ação de insetos e doenças. Outro benefício é a possibilidade de se plantar e colher em qualquer época do ano. Estima-se que os ganhos no cultivo protegido podem atingir até 200% dos alcançados em campo aberto, segundo Bataglia.
Falta de conhecimento faz produtores de mudas perderem até 30% do adubo usado
Só no Estado de São Paulo ? responsável por 80% da produção nacional de citros ? há cerca de 400 viveiristas produtores de mudas dessa cultura, de acordo com o pesquisador do IAC e um dos docentes do curso, Ondino Cleante Bataglia. ?Muitos deles têm problemas em sua atividade em razão de não dominarem completamente o manejo de nutrientes?, afirma o pesquisador. Daí a relevância desse curso oferecido pelo IAC com seis especialistas nas áreas abordadas.
O curso será ministrado em quatro módulos de nove horas/aula, em finais de semana, às sextas-feiras das 13h às 22h30, e aos sábados, das 8h às 18h. As aulas foram concentradas em dois finais de semana para reduzir os custos com viagens e hospedagens, já que a primeira edição do curso atraiu participantes de várias regiões do Estado.
O II Curso Modular de Manejo de Nutrientes em Cultivo Protegido visa dar aos técnicos envolvidos com esses sistemas de produção conhecimento abrangente sobre os nutrientes vegetais e suas interações, o clima da estufa e avaliação da demanda de água, os fertilizantes mais recomendados, cálculos de concentrações e formulações de soluções nutritivas, manejo da fertirrigação através do monitoramento nutricional dos substratos.
O primeiro módulo irá oferecer uma base para atualização de conhecimento em nutrição mineral de plantas. Os participantes terão acesso a ensinamentos sobre como a planta vive, quais são os nutrientes, como são absorvidos pelas raízes e folhas e as interações entre eles. Temas sobre a movimentação dos nutrientes nas plantas e como a nutrição atinge aspectos fisiológicos, como a fotossíntese, serão também enfocados.
O ambiente protegido, o clima da estufa, temperatura e umidade serão temas do segundo módulo do curso. Serão vistos os efeitos desses elementos no crescimento da cultura. Os docentes irão falar de sistemas práticos no monitoramento de fatores ambientais para melhorar a condição da planta e do trabalhador. Serão transmitidas informações sobre avaliação da demanda de água pela planta, como calcular a necessidade de reposição e controlar a irrigação. Segundo o pesquisador Ondino Cleante Bataglia, há produtores de mudas que perdem até 30% do adubo usado por falta de controle no sistema de irrigação e adubação. Além disso, o excesso de umidade ainda abre portas para o ataque de doenças, acarretando mais prejuízos.
Os ensinamentos sobre preparo da solução nutritiva serão dados no terceiro módulo do curso. Nessa fase, os participantes aprenderão a fazer o cálculo de concentração de nutrientes e a avaliação dos principais fertilizantes usados na estufa. A falta desse conhecimento está relacionada a um problema apontado por Bataglia: a salinização do solo, quando o cultivo em estufa é feito no solo. A salinização é causada pela não absorção de todo o adubo aplicado na planta e, com o tempo, inviabiliza a produção naquela estufa. Isso tudo sem falar no desperdício do produto e no prejuízo para o produtor e o ambiente. ?O monitoramento do solo pode evitar que se chegue à salinização ou ainda pode viabilizar a recuperação do solo?, afirma Bataglia.
Os métodos de diagnóstico da necessidade de nutrientes serão apresentados no quarto módulo do evento, no qual serão abordados os temas sobre análises de plantas, solos e substratos. Principalmente nos módulos dois e quatro, serão discutidos os fatores que afetam o crescimento das plantas e a qualidade dos produtos em função do sistema de controle usado na estufa.
Para apoiar o setor agrícola, o Instituto Agronômico (IAC), órgão da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, faz pesquisa agronômica com foco na sustentabilidade dos sistemas de produção agrícola, do ponto de vista do solo, da água e do clima. Esse curso é uma das ferramentas utilizadas na transferência de tecnologias geradas pela Instituição.
SERVIÇO:
Data: 13 a 21 de agosto de 2004.
Horário: Sextas-feiras: 13h às 22h30 - Sábados: 8h às 18h
Local: Instituto Agronômico, Av.Barão de Itapura, 1481, Guanabara - Campinas/SP.
Contato: (19) 3231-5422, ramal 181, com Edna - e-mail: mncp@iac.sp.gov.br
Inscrição: A inscrição deverá ser feita, mediante preenchimento da ficha de Inscrição ? acesse www.iac.sp.gov.br. A confirmação da inscrição será feita mediante pagamento da primeira parcela até 16 de julho de 2004 ou do valor total do curso até 30 de julho de 2004.
Vagas limitadas.
Carla Gomes (MTb 28156) - Assessora de Imprensa - IAC
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