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Comemoração dos 117 anos do IAC será nesta sexta-feira, 25\r\n
Público poderá ver as novas últimas variedades de cana-de-açúcar e de arroz preto e conhecer a pesquisa sobre café publicada na Nature
O Instituto Agronômico (IAC), órgão da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, irá completar 117 anos no próximo dia 27 de junho. A comemoração será nesta sexta-feira, 25, em Campinas (veja programação abaixo). Essa importante instituição de pesquisa faz parte da evolução científica desta cidade, do Estado de São Paulo e do Brasil. Dos tempos da Campinas dos cafezais para a constituição de um dos mais importantes pólos de ciência e tecnologia, não só no País, mas no mundo, o desenho dessa cidade que hoje reúne chips, bips, universidades, alta tecnologia e pesquisa, começou a ser traçado em 1887.
Durante a cerimônia de aniversário, nesta sexta-feira, 25, será entregue o Prêmio IAC, instituído em 1994. Trata-se de um diploma de reconhecimento ao mérito científico, ao desempenho institucional e aos destaques da agricultura nacional, nas seguintes categorias: ciência e tecnologia, fomento à pesquisa, produtor rural, personalidade do agronegócio, tecnologia agropecuária e imprensa. Neste ano, serão agraciados com o Prêmio IAC as seguintes personalidades:
Apoio Técnico-administrativo do IAC: Luiz Teixeira
Apoio Técnico-científico do IAC: Reinaldo Sant%/%Ana Zoca
Pesquisador Científico do IAC: Dr. Ivan José Antunes Ribeiro
Personalidade do Agronegócio: Dr. Roberto Rodrigues - Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Agência de Fomento à Pesquisa: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)
Tecnologia Agropecuária na Área de Ensino: Dr. José Roberto Postali Parra - Diretor da Escola Superior de Agricultura \"Luiz de Queiroz\" (ESALQ)
Segue programação do evento neste dia 25:
8h - Café da manhã.
9h - Culto ecumênico.
10h - Apresentação artística.
15h30min - Abertura da Sessão Solene.
16h - Homenagem aos funcionários aposentados.
16h30min - Entrega do Prêmio IAC 2004.
18h - Encerramento.
Local: Instituto Agronômico
Av. Barão de Itapura, 1.481
Campinas (SP)
A criação do IAC
Criado, em 1887, para enfrentar os problemas da cafeicultura, o IAC comemora seus 117 anos com a publicação de uma de suas pesquisas sobre café na Nature, principal revista de ciência do mundo, que traz na edição de 24 de junho pesquisa desenvolvida pelo IAC em parceria com a Unicamp.
As informações da descoberta realizada pelo IAC sobre um cafeeiro arábica naturalmente descafeinado estarão na edição que circula nesta quinta-feira, 25, um dia antes das comemorações do aniversário do IAC.
Em busca de baixa quantidade de cafeína na semente de café, o caminho adotado pelos pesquisadores do IAC, Maria Bernadete Silvarolla e Luiz Carlos Fazuoli, e do professor Paulo Mazzafera, do Instituto de Biologia da Unicamp, chamou a atenção da comunidade científica mundial, daí o interesse da revista editada em Londres divulgar o assunto. Os três são agrônomos, sendo Bernadete e Fazuoli com formação em genética e melhoramento de plantas, e Mazzafera com formação em fisiologia vegetal.
Essa relevância do IAC tem origem na época de sua fundação, quando os cafezais apresentaram problemas e era preciso combatê-los. O então Imperador D. Pedro II criou, em 1887, em Campinas, a Estação Agronômica de Campinas, que depois passou a se chamar Instituto Agronômico. O IAC nascia para enfrentar os desafios do campo e fazer a agricultura prosperar. Era o começo da pesquisa na cidade, escolhida para sediar o IAC por razões de caráter econômico, histórico e geográfico. Campinas era considerada pelos produtores de café local de riqueza e oportunidade, pois daqui abriam caminhos para quase todas as regiões ainda não exploradas.
Em 1929, despontou a crise do café e teria sido o fim da agricultura paulista não fossem os trabalhos do IAC na área de algodão, iniciados em 1924. O avanço das pesquisas com o algodoeiro permitiram aos produtores paulistas dedicar-se a esta cultura com muito êxito. A enorme organização agrícola estabelecida em torno do café transformou-se para produzir algodão. As pesquisas do IAC viabilizaram a substituição de café por algodão e foram determinantes para a geração de recursos financeiros capazes de manter a população rural. Não fosse essa contribuição do IAC num momento de crise mundial do café, não se sabe como teria sido o destino da agricultura paulista e, talvez, hoje o cenário seria totalmente diverso do sucesso do agronegócio brasileiro.
Ao longo da história, a presença do Instituto Agronômico marcou diferentes fases da atividade agrícola e podemos dizer que todas elas estão relacionadas ao progresso do Brasil no campo dos dias atuais. A relevância da soja brasileira para a economia atual também tem sua origem aqui nesta Instituição. As primeiras sementes dessa cultura foram introduzidas em São Paulo em 1889, por Dafert, diretor do IAC no início das atividades, e no início dos anos 70 as variedades criadas pelo IAC ocupavam cerca de 60% da área cultivada no Brasil.
O IAC também foi decisivo na sustentação de outra importante cultura da economia paulista atual - a cana-de-açúcar. Na década de 30, quando a cultura e a indústria canavieira passavam por crise causada por mosaico, o IAC iniciou os trabalhos de melhoramento genético dessa planta e viabilizou a renovação dos canaviais. De lá pra cá, o Programa Cana IAC vem interagindo com o setor produtivo e fortalecendo essa atividade por meio da seleção de novas variedades, como as quatro lançadas há dois meses.
Os marcos do IAC alcançam praticamente todos os setores da economia agrícola paulista e brasileira - o famoso feijão carioca desenvolvido pelo IAC, a adaptação das frutas de clima temperado, os trabalhos de melhoramento com milho, plantas ornamentais, medicinais e aromáticas, as pesquisas pioneiras na área de solo, fitossanidade e outros. Enfim, seria um erro limitar as grandes conquistas do IAC a algumas cadeias produtivas. Esse centenário Instituto tem suas raízes cravadas em todo O campo brasileiro, seja salvando a economia das crises históricas, seja fornecendo ferramentas tecnológicas ainda nos dias atuais para tornar a agricultura competitiva e sustentável.
A trajetória do IAC mostra de forma incontestável a importância dessa Instituição para a economia paulista e é fundamental que nossos governantes continuem a ver no IAC a primordialidade de nossas pesquisas para o Brasil manter seu crescimento no agronegócio. E mais do que isso: a continuidade da pesquisa no IAC permeia a geração de emprego no campo e a permanência das famílias em suas propriedades. Tudo isso, sem dúvida, tem reflexo direto na qualidade de vida nas pequenas e grandes cidades brasileiras. Por essas razões, o IAC tem sede em Campinas, mas cultiva o bem estar desse Brasil afora.
Carla Gomes (MTb 28156) - Assessora de Imprensa - IAC
Fone (19) 3231-5422, r. 124
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