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Cientistas chineses visitam IAC e se interessam por intercâmbio

Plantar o arroz de sequeiro na China é um dos principais objetivos (18/09)

Uma população de 96 milhões de pessoas faz da produção agrícola uma grande necessidade na província de Henan, na China. Com interesse profissional em agricultura e em busca de tecnologias que melhorem o desempenho no campo, uma delegação de cientistas chineses visitou o Instituto Agronômico (IAC), no último dia 12 de setembro.
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Com início nas exportações no ano passado, o trigo é a principal cultura na Província, onde há 190 diferentes variedades dessa planta e 250 milhões de alqueires (medidas brasileiras). O milho é a segunda cultura mais importante, existente em 50 variedades e com uma área de 200 milhões de alqueires. A terceira é o algodão, com 40 variedades e um milhão de alqueires plantados.
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Para levantar o maior número de informações técnicas sobre essas culturas, compareceram ao IAC o diretor e professor do Departamento Técnico e de Ciência de Henan, Yao Juchuan, o vice-chefe do Setor de Desenvolvimento e Planejamento desse mesmo Departamento, Su Ning, o doutor do Instituto de Ciência Agrícola Rural de Henan, Zheng Fei, e o engenheiro sênior do Centro de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, Wang Zhihe. A fim de disponibilizar conhecimentos nas áreas de interesse dos visitantes, a recepção da delegação foi feita pelo diretor-geral do IAC e especialista em arroz, Cândido Ricardo Bastos, os pesquisadores Luiz Ernesto Azzini, também da pesquisa com arroz, Luiz Henrique Carvalho e Edivaldo Cia, do algodão, Eduardo Sawazaki, do milho, e José Guilherme de Freitas, que falou sobre trigo.
Marcada pela troca de saberes científicos, a visita destacou-se por representar para os chineses o início de uma oportunidade de gerar uma solução para a população e a economia da Província de Henan. Frente às necessidades daquela localidade, o grande interesse dos chineses no IAC é pelo arroz de sequeiro. A razão é que a população de Henan se alimenta basicamente de trigo, mas o crescimento demográfico vem exigindo novas alternativas. E o arroz de sequeiro é uma delas. Diante da baixa quantidade de chuvas na Província, o que não viabiliza o plantio de arroz de sequeiro, a solução vista pelos chineses é a adaptação da cultura em sistemas de irrigação por aspersão e de maneira mais econômica possível. Por isso eles pretendem adquirir sementes IAC para testar na China. A idéia é avaliar o material em Henan e, dependendo do resultado, levá-lo para outras regiões no norte do País.
Com curta permanência no Brasil, de 08 a 13 de setembro, os cientistas chineses aproveitaram a visita para conhecer vários aspectos agrícolas, como produção por hectare, porcentagens de fibra do algodão, conservação do solo e plantio direto.
Durante a visita, os chineses destacaram o alto nível da agricultura em São Paulo e deixaram claro que eles pretendem ver o arroz de sequeiro na China o mais breve possível. O diretor do IAC, órgão da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA), também manifestou o interesse pelo intercâmbio científico e pediu à delegação que envie um documento abordando as áreas almejadas para que a relação de parceria seja oficializada pela SAA.
Na avaliação do doutor do Instituto de Ciência Agrícola Rural de Henan, Zheng Fei, os dois países apresentam alguns problemas agrícolas semelhantes e, dependendo do acordo feito, o intercâmbio pode ser bom para ambas as partes. É a opinião de quem já tem intercâmbio sobre trigo com outros países, como México e Canadá.
Carla Gomes - Assessoria de Imprensa - IAC

Para mais informações acesse http://www.museudavida.fiocruz.br/index.php/cientistas-chineses-visitam-museu-da-vida-para-conhecer-atividades-da-instituicao-em-divulgacao-cientifica


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